24 maio 2017

9º Maratona Coruche

Pausa de quinze dias e para não perder ritmo fiz a inscrição e confirmação na 9º Maratona de Coruche, evento este onde nunca tinha participado, assim juntava o útil, ao agradável.

Para este evento o SDT apenas teve a participação do A. Beja Neves e em cima da hora a do L. Bilro que me acompanho deste as 6:45h, hora da saída em direcção a Coruche.

Chegada perto da 8h, onde fizemos o levantamento dos frontais sem qualquer engarrafamento ou demora. Como brinde um saco plástico cheio, com dois quilos de arroz, uma garrafa de vinho, uns aperitivos e um carregador usb para isqueiro do automóvel. Tudo coisas úteis e consumíveis.

Descontraidamente e com tempo para a saída que estava marcada para as 09:15h fomos nos equipando.
Antes das nove entrei no controle 0, onde me entregaram uma pulseira de silicone com um chip inserida, e onde já muitos atletas estava juntos a linha de saída, no total cerca de três centenas de participantes, divididos pelos 70km,40km e 25km.
A saída com início atrás da viatura da GNR fora percorrida logo a subir ate ao castelo, que reagrupou os mais fortes na frente. Eu não foi exepcão, conseguido nos primeiros 3 quilometro me aproximar da frente da corrida, frente que me parou na passagem por uma mata, onde só passava um de cada vez, tento eu cerca de quinze atletas na frente acabei logo ali por perder o contacto com a frente..
Passagem afunilamento desfeito, em terreno plano era tempo de tentar recuperar posições. Os primeiros 15km foram pedalados com uma media de 30km/h, onde consegui recuperar alguns lugares e trazendo mais uns tantos na roda á “mama”. A meio do percurso estava a parte menos rolante, com uma zona mais técnica de singles e uma zona de subidas, embora de pouca dificuldade. 
Foi nessa zona que consegui alcançar mais alguns lugares e ficar isolado com outro atleta. Atleta esse que até final fomos sempre juntos, ora passava um para a frente, ora passava o outro, deixando cair a toalha a três quilómetro do final quando as cambrias começaram apertar.
Mesmo afim cheguei praticamente com o mesmo tempo dele, embora desconhecendo a classificação final, fim de 42km com o tempo de 01h:32.

Entreguei a tida pulseira e foi me informar do lugar, onde consegui o 5º lugar a geral e 3º do me escalão.., mantendo assim a tradição do 2017 e subir ao pódio, apesar de este tipo de percurso não sei o meu forte.
Todo o percurso esteve muito bem marcado, sinalizado e com muito o pessoal da organização presente.

Após subir ao pódio e receber mais um troféu de cortiça fomos almoçar, onde desta vez trocamos o almoço do evento por um restaurante.


Tenho agradecer a simpatia e disponibilidade das gentes dos Crancks do Pedal , principalmente do José Pimentel, que organizaram um excelente evento e nos proporcionaram uma bela manha de BTT.

10 maio 2017

Maratona de Castelo de Vide e Marvão

Após quase um mes parado dos eventos BTT, retomei a minha participação na maratona de Castelo de Vide e Marvão, evento este que contou dois troféus inseridos na mesma prova, a 2ª prova da taça de XCM e a 3ª do troféu Beira Interior, alem deste troféus existia a categoria Race (promoção) de 45km e 65km, prova com outra classificação á parte.

Eu e mais quatro companheiros SDT participamos na distância de 45km. Saída de Estremoz as cerca das 08h da matina, já que o horário do regulamento da partida da nossa categoria era as 10h. Fomos com tempo para tudo.., até para começar-mos apanhar aguaceiros antes de chegarmos a Castelo de Vide, que gradualmente foi engrossando.
Na esperança de abrandar, fomos á chegada levantar os frontais, onde apesar de estar dividido por categorias o secretariado estava muito lento..Fomos deixar o carro junto a zona dos banhos, onde abrigado debaixo de uma  alpendurada fomos nos equipando onde a chuva teimava em nos acompanhar.

Perto das 9:45h, debaixo de aguaceiros, dirigi-me para a zona da partida, quando de repente cai uma enorme carga de agua acompanhado de vento forte.
O meu espanto quando vejo um enorme pelotão a partir e ao mesmo tempo ouço no micro anunciar era a partida dos restantes categorias. Passo a linha da saída onde estava confusão, pois alguns tinham frontais iguais á minha categoria, outro estavam abrigados debaixo de cafés e varandas.
Fiz uma centena de metros e debaixo de muita água e continuva na dúvida. Parei-me a questionar da hora da saída a alguns dos ultimos atletas, mas ganhei as mesma, não me responderiam, ate que aparecer a Mónica e o Bailão que me gritaram para seguir, pois a partida tinha sido alterada.

Continuando na dúvida, segui pelo alcatrão na cauda dos últimos, onde ponderei em voltar para o carro e não fazer o evento, mas como a vontade de pedalar e de "sofrer" era tanta foi passando pessoal atrás de pessoal, logo com cerca de 4km a subir.

A chuva abrandou e eu comecei apanhar engarrafamentos nos singles muito técnicos de muita pedra molhada. Nas poucas aberturas que tinha arriscava as passagens vertiginosas, pois era a única maneira de recuperar tempo para a frente, mesmo assim perdi muito tempo.
Após cerca de 7 km já em estradão alguém que vinha na minha roda me gritou a dizer que devia ser o primeiro da minha categoria. Já sem chuva, ganhei uma alma nova e continuei em grande velocidade começando a ultrapassar muito pessoal federado da XCM, ate perdi um bidon numa zona mais acidentada, coisa que nunca me tinha acontecido.

Percurso que ate cerca de 5km para o fim foi sempre muito rápido, sempre bem marcado e assistido por elementos da organização, onde perdi a conta a quantidade de atletas que ultrapassei..
  
Os últimos quilómetros foram em calcada romana onde ainda todos os percursos eram em comuns, sendo a separação cerca de um quilómetro da meta. Com o desconhecimento do meu resultado ao fim de 45km com cerca de 02h e 800m desnível cortei a meta (pela primeira x sem cambrias) onde já alguns atletas tinha chegado. Ouço o meu nome como primeiro atleta da categoria race..

E assim estava comprido mais um objectivo. Com a chave do carro do Guerra fui tomar um banho encanto aguardei a chegada dos meus companheiros.
Após sua chegada fomos ao almoço, este já inserido no valor da inscrição, onde tivemos a companhia dos amigos da Rota Bailão, Mónica e Paulino.

Após almoço fizemos tempo para a hora marcada da entrega dos troféus, que fora nos passos do concelho em comum com todas as categorias e escalões deste evento.

Em geral gostei muito do percurso, 5 estrelas, bem como toda a organização em geral esta de parabéns pelo esforço e dedicação para que o evento corresse pelo melhor, o S. Pedro não ajudou, e a falta de incumprimento do regulamento também nao. Um senão para a proximidade dos singles com o inicio. 

11 abril 2017

Maratona Extreme Avis 2017

Mais um fim  de semana com um calendário betetistas nos arredores muito preenchido..
Analisando pelas mais perto e por mim nunca pedalado, optei pela Extreme de Avis, prova que já conta com algumas edições, sendo a última muito criticada pelos participantes pela dureza de percurso não de subidas, mas pelos existentes singles em muitas zonas não cicláveis. Mesmo assim optei pela minha participação e tive a companhia  de mais dois elementos SDT.

Na tarde de sábado, enquanto muitos estavam em “descanso activo” eu fiz o aquecimento agarrado ao rôdo na limpeza e criação de novos singles para o Estremozbike....

Saída dentro das 7:45h de Estremoz, onde tive a companhia do Vítor. Chegada depois das oito, onde ja muitos atletas andavam pareciam “baratas tontas” de lado para lado aquecer...

Levantamos o frontal, onde se procedeu de forma muito lento no secretariado.
Rapidamente nos equipados e dirigimos para o controle 0, poucos minutos antes da hora, com a manga da saída em formato de funil, eu é que acabei por ficar afunilado atrás dos cerca de 150 participantes divididos pelos 65km e 35km.

Saída, já passava da hora, tive que aguardar quase um minuto até que começasse lentamente andar pelo meio do pelotão até achar uma clareira para poder começar  acelerar e tentar minimizar a diferença para a frente da corrida.

Foram cerca de 3km de alcatrão, de dentes "serrados" fui recuperando lugares seguidos até avistar a enorme cabeça de pelotão que seguia tudo junto. Mas do avistar até os apanhar tive que me dar dar muito ao pedal. À saída do alcatrão, entrado por entre olival consegui agarrar cauda do grupo com mais de 20 atletas.

Por entre olivais e um trilho muito calcado pela passagem de viaturas tornou-se perigoso, "cego" e confiante fui arriscando passagens atras de passagens pelo meio de muitos "regos", conseguindo chegando perto dos lugares da frente.
Na separação, surgiu cerca do quilómetro 10, onde mesmo na minha frente tinha o conhecido Marco Mestre, desconhecendo se haveria mais atletas a frente, duvidas ficaram desfeitas quando avistei a mota na nossa frente.  Daí para a frente surgiu a parte mais espetacular e técnica, com muitos singles por entre eucaliptos, diversificados em subidas curtas e inclinadas, sulcalculos, zonas rolantes em zig zag onde alguns metros atrás tínhamos um perseguidor.


Este tipo de percurso sendo a minha "onda" não descolei do meu companheiro sempre com espírito entreajuda não baixamos o ritmo,. pois um bom resultado só dependia de nós. Á saída dos Covões fomos prendados com mais alguns trilhos de single da passagem de animais e estradões, onde o “elástico” continuava a não partir.. Nas subidas e rectas o Marco ganhava alguns metros, mas nas zonas técnicas eu voltava a colar. Os últimos quilômetros foram em volta da barragem onde continuavam-mos isolados e acabando por avistar o terceiro classificado a muitas centenas de metros atrás.

Faltavam cerca de três quilômetros para a meta e se não houvesse nada em contrário estava o pódio assegurado.. O Marco sempre a puxar por mim na recta final, nunca me deixou e ao fim de 35km com 01h:32m cortámos a meta de mãos dadas, mostrado ao público que no BTT ainda á quem saiba respeitar e ser respeitado pelo adversário.


Por ali aguardei pela chegada dos meus companheiros e entrega dos prêmios que acabará só por ser na chegada da distância dos 65km. O que vale é que estava uma barraca de imperial ao lado para o pessoal repor os líquidos…

O almoço foi na casa do Benfica, onde tirando a parte de se terem de pagar a parte as imperiais e os cafés, nada  apontar.


Em suma gostei muito do extreme, que afinal não foi assim dão induro, bem marcado, assinalado, muito pessoal do staff assistir e apoiar, bem com como um percurso muito divertido e diversificado.

16 março 2017

IV RUTA BTT Gurumelo Bike

A tentar aproveitar o "treino" de Vila Velha de Ródão, no fim de semana seguinte existiam mais três eventos BTT nos arredores, onde pairava a dúvida de qual ir!!! Apalavrado com dois companheiros SDT, ficamos de ir ao Gavião.., só que passou a semana e os dois companheiros negaram-se em cima do fecho das inscrições, então só já arranjei inscrição para a Ruta Gurumelo Bike (Espanha), prova está onde o ano passado me estreei a ganhar 2016, então tinha mais essa responsabilidade, defender o troféu..

Manha (madrugada) cerca das 5h, não pela distância, mas pela diferença de hora, onde tive a companhia da minha esposa e da minha filha...

Chegada dentro das 7 PT, 8h espanholas, onde de imediato fiz o levantamento do frontal e fui para perto do local da saída, já conhecendo os cantos á casa...
Foi junto da manga de saída, onde o sol nos brindava, mas O frio e vento era algum.

Para este evento existiam duas distâncias, 45km e 70km onde estavam confirmados cerca de 120 atletas, poucos em relação ao dobro do ano passado. Destaque para o campeão da extremadura, Elias na distância maior.
Saída atrasada dez min, onde percorremos algumas rua atrás do carro da polícia e de imediato comecei a temer pelas quedas, pois os kamikazes eram mais que muitos, pondo as quedas deles e a dos outros em risco...
Nao demorou muito que á saída do alcatrão, uns metros mais á frente, uma queda de dois ou três atletas entre dois muros, afunilaram logo o pessoal, estando eu perto e estando tudo bem com eles, tirando algumas mazelas. Retomei a minha pedalada onde não me estava a sentir nos melhores dias, sentido as pernas "pesadas" e doloridas, talvez da falta descanso e de ter abusado do rolo no dia anterior...

Com tudo fui recuperando alguns lugares onde com um percurso inicial  horrível, muitas zonas sem um trilho definido, muita pedra solta pelo meio e as marcações escassas de fitas e mesmo as que haviam muito pequenas e espaçadas...
Com tudo ao fim de cerca de 10km onde a característica do percurso era sobe e desce curtos pelo meio de vacarias e herdades. Tinha noção que estava nos lugares da frente, talvez em quinto a encurtar distância para os três atletas à minha frente e na esperança que alguns deles eram da distância maior.

Dúvidas desfeitas quando cerca de 15km existia a separação, ficando isolado no primeiro lugar.. segui meu ritmo tentando não perder distância para o segundo classificado já que as dores nas pernas nao ajudava, só que ainda faltavam 30km para a meta. Solitariamente redobrei atenção nas marcações e na mota que seguia algumas centenas de metro na minha frente abrir cercas.

Todo o restante percurso foi muito constante em marcações e paisagisticamente, com alguns estradões em vez dos trilhos iniciais da passagem de gado. Ao chegar muito perto da meta, ainda me enganei, perdendo mais algum tempo..
Mesmo assim consegui dar dez minutos ao segundo classificado, terminando os cerca de 44km com 01h:49m, contente pela dobradinha, apesar de ter dominado, achei a minha prestação fraca em relação à semana anterior, com a sensação de fazer melhor..

Tomei duche e aguardei junto ao local da chegada cerca de três horas pela entrega dos prêmios, com direito  a mais um bonito troféu para a minha estante…

O almoço foi numa quinta onde se realizam casamentos, onde tive a companhia do amigo Basílio e João do Redondo.  


Em suma foi mais um dia bem passado em família… Em relação à organização, gostei mais do passado ano, tanto a nível de percurso como marcações, mas mesmo assim não tenho nenhuma critica negativa apontar.

14 março 2017

BTT Terras de Oiro

Quase seis meses depois da minha última participação em eventos BTT, estava na altura de testar os meus últimos dois meses de trabalho no rolo (zwift), onde a preocupação principal é a queima de calorias.

Para este fim-de-semana estavam com dois eventos em mente, mas só podia ir a um. Alandroal ou Vila Velha de Ródão. Apesar o da maioria dos sócios SDT estarem mais pendentes para Alandroal, havendo outro evento no mesmo dia, preferi ir a Vila Velha por uma questão novos trilhos. Tendo a companhia do João Dias e do Pedro Guerra, saímos cerca das 6:20h em direcção a VV Rodão, onde alguns chuviscos nos últimos dias não alegravam muito a manha.
Team Sobe e Desce Team
Chegada antes das oito, percorremos os arredores do local da saída, onde já se assavam enchidos e se preparava uma mesa farta para pequeno-almoço.
Levantamos o frontal, onde vinha uma garrafa de azeite, um fraco de mel, um queijo e um lenço. tudo isto por 10€ e mais almoço!!!

Saída pouco depois das 9:00h dos cerca de duzentos participantes, onde pela frente tínhamos duas opções, cerca de 50km e 70km onde era esperado muita dureza devido a zona geográfica de muitas serras. Sai bem onde rapidamente nos primeiros e rolantes cinco quilómetros posicionei-me junto da cabeça do pelotão com cerca de dez atletas. Rapidamente foi subido lugares quando aos sete quilómetros​ começaram as subidas inclinadas e com elas a causar algumas percas...

Já passavam dos 12km quando engrenei no trio perseguidor dos dois atletas que seguiam na nossa frente, um deles debaixo do nosso olho, trio esse composto por dois atletas que dispensam apresentação, Lavadelas e Diogo Vieira, apesar de estarem agora no inicio da temporada, eu também estive "parado".

No meio do foguete do Assumar...

Seguimos juntos ate ao primeiro abastecimento cerca dos 22km. Continuei no meu ritmo onde em cerca de três quilómetros de alcatrão foi ganhando distancia para eles, ficando sozinho. Não abrandei as “forças nas pernas" e numa zona mais plana e técnica consegui alcançar o atleta que segui na minha frente, embora com alguns metros atrás.

Partir dos 30km era esperada mais uma sucessão de "paredes", já com as cambrias a flor das pernas mantive de dentes serrados a pedalada, mas sempre com receio de ser alcançado pelos atletas perseguidores, pois não é todos os dias que se anda na frente de certos atletas..

Assim consegui manter minha posição ate a separação, cerca de 4 km para a meta, onde já não tinha contacto visual com o atleta da frente, mas tinha nos rodados que me davam o 2º lugar. Assim consegui chegar a Vila Velha limitado com as cambrias mas a pedalar. Umas centenas de metros antes ainda consegui alcançar o atleta da minha frente, pois não havia fitas nem marcação.

Já isolado no 2º Lugar
Ao fim de 49km, 02:27h e cerca de 1300mde subidas cortamos a meta juntos e isolados, embora sem prémios para os primeiros lugares ninguém nos tira o mérito de vencedores, para isso existiram contagens de tempo e controles.

A chegada era mesmo ao lado do almoço, onde aguardei algum tempo, petiscando no recinto.

Foi lavar a bike quando chegou o João na carrinha da assistência com duas avarias. Primeira foi da "maquina humana” que rebentou segundo ele aos 10km.. Talvez por esforço de ir atrás de mim lol.., a segunda foi o pedaleira que lhe faltava um parafuso e que acabou por empenar.

Tomamos duche e fomos para a zona da chegada/almoço aguardar pelo Guerra, onde após a sua chegada fomos finalmente almoçar.

Em suma preço/qualidade o melhor evento em que participei até hoje, apesar de duro nas subidas inclinadas, muito diversificado magnifico, bem marcado, muito staff ( tirando os últimos dois quilómetros), bons e úteis brindes, minis frescas e muita carne assada e não só.., apesar de não haver prémios, não achei que deixa-se de ser competitivo..