11 abril 2017

Maratona Extreme Avis 2017

Mais um fim  de semana com um calendário betetistas nos arredores muito preenchido..
Analisando pelas mais perto e por mim nunca pedalado, optei pela Extreme de Avis, prova que já conta com algumas edições, sendo a última muito criticada pelos participantes pela dureza de percurso não de subidas, mas pelos existentes singles em muitas zonas não cicláveis. Mesmo assim optei pela minha participação e tive a companhia  de mais dois elementos SDT.

Na tarde de sábado, enquanto muitos estavam em “descanso activo” eu fiz o aquecimento agarrado ao rôdo na limpeza e criação de novos singles para o Estremozbike....

Saída dentro das 7:45h de Estremoz, onde tive a companhia do Vítor. Chegada depois das oito, onde ja muitos atletas andavam pareciam “baratas tontas” de lado para lado aquecer...

Levantamos o frontal, onde se procedeu de forma muito lento no secretariado.
Rapidamente nos equipados e dirigimos para o controle 0, poucos minutos antes da hora, com a manga da saída em formato de funil, eu é que acabei por ficar afunilado atrás dos cerca de 150 participantes divididos pelos 65km e 35km.

Saída, já passava da hora, tive que aguardar quase um minuto até que começasse lentamente andar pelo meio do pelotão até achar uma clareira para poder começar  acelerar e tentar minimizar a diferença para a frente da corrida.

Foram cerca de 3km de alcatrão, de dentes "serrados" fui recuperando lugares seguidos até avistar a enorme cabeça de pelotão que seguia tudo junto. Mas do avistar até os apanhar tive que me dar dar muito ao pedal. À saída do alcatrão, entrado por entre olival consegui agarrar cauda do grupo com mais de 20 atletas.

Por entre olivais e um trilho muito calcado pela passagem de viaturas tornou-se perigoso, "cego" e confiante fui arriscando passagens atras de passagens pelo meio de muitos "regos", conseguindo chegando perto dos lugares da frente.
Na separação, surgiu cerca do quilómetro 10, onde mesmo na minha frente tinha o conhecido Marco Mestre, desconhecendo se haveria mais atletas a frente, duvidas ficaram desfeitas quando avistei a mota na nossa frente.  Daí para a frente surgiu a parte mais espetacular e técnica, com muitos singles por entre eucaliptos, diversificados em subidas curtas e inclinadas, sulcalculos, zonas rolantes em zig zag onde alguns metros atrás tínhamos um perseguidor.


Este tipo de percurso sendo a minha "onda" não descolei do meu companheiro sempre com espírito entreajuda não baixamos o ritmo,. pois um bom resultado só dependia de nós. Á saída dos Covões fomos prendados com mais alguns trilhos de single da passagem de animais e estradões, onde o “elástico” continuava a não partir.. Nas subidas e rectas o Marco ganhava alguns metros, mas nas zonas técnicas eu voltava a colar. Os últimos quilômetros foram em volta da barragem onde continuavam-mos isolados e acabando por avistar o terceiro classificado a muitas centenas de metros atrás.

Faltavam cerca de três quilômetros para a meta e se não houvesse nada em contrário estava o pódio assegurado.. O Marco sempre a puxar por mim na recta final, nunca me deixou e ao fim de 35km com 01h:32m cortámos a meta de mãos dadas, mostrado ao público que no BTT ainda á quem saiba respeitar e ser respeitado pelo adversário.


Por ali aguardei pela chegada dos meus companheiros e entrega dos prêmios que acabará só por ser na chegada da distância dos 65km. O que vale é que estava uma barraca de imperial ao lado para o pessoal repor os líquidos…

O almoço foi na casa do Benfica, onde tirando a parte de se terem de pagar a parte as imperiais e os cafés, nada  apontar.


Em suma gostei muito do extreme, que afinal não foi assim dão induro, bem marcado, assinalado, muito pessoal do staff assistir e apoiar, bem com como um percurso muito divertido e diversificado.

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