16 setembro 2013

IV Maratona do Trilho do Lobo

Com poucas horas passadas após as 2 horas muito intensas da resistência de Vila Viçosa, ainda faltava o meu segundo desafio pessoal para este fim-de-semana. A IV maratona do Fojo ao Rossio ao Sul do Tejo, prova organizada por gente simpática onde preservo alguns amigos, por isso fiz questão de estar presente pela terceira vez.

Apesar de uma noite muito mal dormida, a manha começou por volta das 6:30 onde me dirigi ao Café Telheiro, local do ponto de encontro, onde tive a boleia do Sr. A. B. Neves e a companhia do C. Bilro.
Carregamos as bike e enchemos grande parte da mala do jeep de garrafões e sacos com tampinhas, já que mais um ano estava a decorrer da parte da organização a angariação de tampas plásticas para uma criança que nasceu com uma deficiência.

Por volta das 8:15 chegamos ao Fojo, local já nosso conhecido de anteriores edições. Descarregamos as tampas junto ao secretariado e de imediato levantamos os dorsais.

Dez minutos antes já tinha passado o controle 0, embora não estivesse muito junto ao pessoal da frente, estava num bom lugar para saída. Antes de começar dei por mais uma falha técnica e imprescindível para mim, o meu mp3 estava sem pilhas, sendo um dos objectos que nunca prescindo em qualquer exercício físico. Estava a começar mal a prova ainda antes de partir..

Para esta edição fiz a minha escolha na distância intermédia de 35km, pois além de não ter qualquer hipótese de pódio na distância maior o desgaste físico também era esperado.

Em serviços mínimos..
A partida foi dada á hora certa, onde seguimos por alcatrão atras de uma viatura da GNR cerca de três quilómetros, onde ganhei mais umas posições. Á saída do alcatrão estava montada uma enorme armadilha, com algumas dezenas de metros de muita areia, onde os participantes pareciam "tordos" a cair e outros a parar no meio do areal, eu como raposa velha fui fazendo gincanas por entre os participantes onde ganhei de imediato ainda mais lugares.

Os primeiros quilómetros eram esperados quase sempre a subir onde notei que as minhas pulsações estavam muito baixas em relação ao normal e que seria o primeiro sintoma do apos resistência.

Ao fim de 7 quilómetros já seguia sozinho, sem avistar ninguém nem á minha frente nem atrás, o que achava estranho. Ao passar por uma pessoa da organização disse-me a posição em qual eu seguia, e fiquei com a sensação que disse nos 15 primeiros. Segui a pensar que até não era mau, só tinha que tentar manter aquele resultado, pois estava a pedalar em " serviços mínimos".

Já cheira á meta..
Nas zonas mais rolantes e que costuma ser a minha "onda" era onde sentia as pernas mais “pesadas” e mais “agarradas” e para ajudar nas descidas não podia pedalar mais devido a um pau que entrou entre desviador e a bicha, acabando por me estragar o encache da bicha do desviador e que me deixou sem as ultima três mudanças, ainda me podia dar por feliz, pois se fosse o contrário tinha que apear nas subidas.

Ao chegar á separação cerca do quilómetro 25 existia uma picagem onde o pica, me informou que era o segundo classificado para os 35km e que o primeiro ia 2 minutos á minha frente. Ganhei nova força física pois afinal ia e sempre andei nos 5 primeiros e não nos quinze como tinha parecido ouvir antes.
Então a minha preocupação passou a ser em manter o segundo lugar nos dez últimos quilómetros que ainda tinha pela frente, com mais umas descidas, subidas, singles um pouco de tudo...


Ao fim de 01h:36m em um percurso muito irregular com um sobe, desce, a rolar, com zonas de muita areia, pedras e lixo de eucaliptos, o acumulado chegou aos 600m com uma pulsação media e anormal para mim de apenas 155 rpm, lá cortei a meta na segunda posição da geral e 1º do meu escalão, com uma enorme salva de palmas do amigo Renato e Carlos, um premio mais que merecido com os serviços mínimos assegurados.

Mais um pódio da dupla Cannondale/Merino
Por ali fiquei a beber umas minis e as lerias com alguns elementos da organização enquanto aguardava a entrega dos dois trofeus e a chegada do Carlos e do Beja Neves que participaram na distancia maior.

Apos a chegada das velhadas, onde o Carlos também fez pódio no 3º lugar de veteranos C, fomos tomar um belo duche e almoçar.

Mais uma edição de sucesso dos simpáticos amigos do Fojo Zybex, este ano com os erros da má marcação do ano passado.

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