30 maio 2011

VII Raid "Por Terras do Mato"



Desde que comecei a participar em provas que me lembro dos papeis pequenos verdes a fazer pub ao raid do Ferrobico, mas por surgimento de outros eventos mais perto de casa este tem ficado em stand bay ate este ano.. 

Acompanhei-me com mais sei elementos SDT (J. Garcia, L. Bilro, P. Guerra, J. Lopes, G. Lopes e A. Beja Neves) e a Lúcia. O encontro ficou marcado as 6:00 da matina, onde na sonap reunimos e seguimos viagem em direcção a Cabeça Gorda. 

A chegada foi perto das 8:00 onde levantamos os dorsais com 2 sacos que traziam uma garrafa de vinho, um óleo da Lancar, um porta-chaves, uma camisa-de-vénus lol, canetas e uma estatueta que penso em gesso muito bonito com um sombreado de um betetista. Mesmo ao lado fora servido um bom e diversificado pequeno-almoço.

Nas calmas fomos nos equipando já que ainda faltava algum tempo para a partida e o carro estava perto da manga. Dirigimos nos para a manga onde ainda não havia muito pessoal, já que eram esperados cerca de 500 participantes. Antes de ser dada a partida fomos ouvindo o spierk incansável e já nosso conhecido de outros eventos...

Em ponto foi dada a partida para um percurso que já houvera dizer de ser muito rolante, onde nos primeiros 10 quilómetros rolamos a mais de 40km/h e onde segui no primeiro grupo com cerca de 25 betetistas que ficara inicialmente partido e rolamos ao estilo de ciclismo, ate surgir as primeiras subidas que quebrou mais o grupo.. 
Cerca do km 10 surgi um pinhal/eucaliptal com 4 a 5km, grande parte dos trilhos em zigue e zague (curva para direita, curva para esquerda em cotovelo e em grande velocidade), onde ultrapassei o grupo que se formara antes com 7 a 8 atletas, assumindo a cabeça do pelotão e entrando num espectacular single muito técnico com gado sempre presente e sem se assustar, onde ganhei alguns segundos só que distraidamente continuei o single onde alguns metros á frente constatei que estava enganado ao avistar o pessoal mais atrás a subir uma "parede". 
Voltei para traz de imediato e ao longe avisei o grupo que segui a traz de mim da direcção correcta do percurso.... 

Minha MCS recomposta da ultima masela...
Ao chegar ao inicio da subida la se foram os 7 ou 8 lugares que tinha conseguido anteriormente. Continuei no grupo, mas novamente atrás onde lentamente voltei a recuperar alguns lugares. 

Nos 6 quilómetros finais e após a mudança dos percursos limitei-me a ir avistando os 3 betetistas e o rolar colado na roda de dois que seguiram a minha frente ate a meta onde mais uma vez após 44km obtive o lugar habitual de 6º, com o tempo de 01h:45m, menos dois que o primeiro entre 366 participantes na minha distância e com uma velocidade de quase 26km/h, espelho do percurso muito rápido e espelho de ser um atleta regular, não é para todos...lol

Aguardei a chegada dos meus companheiros onde antes ainda bebi um mini e fomos lavar as bikes e nos...

Finalmente veio o almoço que fora servido ao ar livre em self-service com muita variedade e qualidade assistindo a música ao vivo muito animada com o Jorge Nice.

O amigo Nuno do BTT-TV, sempre com grandes foto reportagens





Em suma fica um dia muito bem passado com uma excelente organização onde toda a aldeia reúne forcas para proporcionaram um excelente prova de btt se não uma das melhores do baixo Alentejo.

Foto do dia... (mais fotos aqui)





23 maio 2011

II Maratona "Por Terras de Seareiros"


E já vai tres semana desde minha última aventura em BTT e que aventura...

Neste fim-de-semana foi a vez de ir estrear o meu quadro restaurado e testado na 2º maratona na aldeia de Forros Vale Figueira (Montemor-o-Novo).

Pela primeira vez estava tudo agendado para ir sozinho, mas á ultima da hora convidei um amigo para me fazer companhia, o Tabarra pois podia haver um azar qualquer e é sempre bom ter alguém. O meu pessoal SDT foi para Raid de Alvalade/Porto Covo e eu preferi ir novamente a Forros, pois a prova do ano passado troce-me boas recordações :-).

A chegada foi perto das 8:00h onde me encontrei com o pessoal amigo destas andanças e como os novos representantes do SDT, o Manuel Semedo e o Telmo Gomes. 
Levantei o dorsal 81 onde trazia uma t-shirt e um bidon e foi calmamente me equipando.

O amigo Tabarra que me fez companhia
Antes da partida foi brincando e conversando com o pessoal onde no total de três distâncias estariam cerca de 250 participantes a partida.


Quando a partida foi dada e eu estava distraído, perdendo logo alguns lugares bem como nos quilómetros iniciais do percurso que foram muito rápidos onde o pessoal foi rolando a grandes velocidades e em grupos.

A maior dificuldade inicial foi a grande quantidade de areia que eu não estava nada a espera e que apesar de andar bem neste terreno fui me ''levando nas rodas'' uns dos outros e me atrasei gradualmente para os da frente. 

Assim fui ate ao km 25 onde o percurso melhorou no piso embora sempre com muitas valas, regos e passagem por ribeiros com muita agua e foi aí que finalmente comecei apertar mais comigo e a conquistar lugares atrás de lugares com o aparecimento de alguns singles técnicos em subida. 
A 10km do fim dei tudo por tudo, o que ate ali não tinha feito, onde numa seara escolhendo um trilho paralelo passei cerca de 4 a 5 bettisas seguidos e alcançando visivelmente mais dois a frente, embora com a consciência que os que tinha passado na seara viriam na minha roda. Mantive o ritmo altíssimo embora começasse a temer que não era capaz de o manter-lo por 10km ainda consegui alcançar mais um atleta e fique com o pressentimento que estaria na 3º posição. 

A entrada na aldeia já não avistava ninguém para traz nem para frente estava um membro da organização que me disse ser o 6º que me desmoralizou, mas já não havia nada a fazer se não cortar a meta onde a tradição este ano se tem vindo a manter do 6º lugar com o tempo de 01h:53m entre 151 participantes a terminar os 43km (ver classificação). Ao menos desta vez não cai nem estraguei material.

Fiquei por ali um bocado aguardar a chegada de mais pessoal e fui aos banhos, o da minha bike e meu.

Ao almoço juntei-me com o estreante nestas andanças Semedo, onde com o Tabarra almoçamos e convivemos num excelente almoço de porco no espeto e algumas tagus.

Fica em resumo mais uma belíssima prova do pessoal do FVF, ao qual deixo o meus parabéns.

02 maio 2011

1º Raid BTT Caça Brava



Para este dia estava dividido entre a maratona Barquinha e esta.., acabei por optar por Santa Cita já que dois companheiros meus do SDT, o Calimerio e o Luís vinham aqui participar, achei que não tinha grande lógica eu ir sozinho uns kms mais abaixo á Barquinha...

A chegada foi cerca das 8h:20m ao local onde seria o almoço e levantamento dos dorsais, estavam antes de nós cerca de 10 pessoas a levantar o saco com dorsal que fora processado muito lentamente. 
No saco vinha o dorsal em papel autocolante, uma caneta e um pólo da Caça Brava, o nome da reserva de caça que organizou este evento. 
Por volta das 9:00 horas fomos para o local onde seria a partida/chegada a cerca de um km de distância do local do almoço, onde cerca de 50 participantes iam aquecendo as pernas as voltinhas, embora fossem poucos, eram bons pois como chamariz a havia prémios até ao 10º lugar. 

Cerca das 9:25 lá foi dada a partida para a distância de 25km e 50km, esta ultima que se adivinhava difícil, pois a altimetria apontada era de 1400m. A manha estava muito enublada e com aspecto de chuva onde com os primeiros quilómetros de sobe e desce curtos a maior dificuldade com que eu não contava, foi a enorme quantidade de lama, pois não fazia ideia como estava tão pesado o terreno. 

Fui dando o meu máximo e rapidamente fiquei nos cinco primeiros, ate que o travão traseiro me começou a travar muito em baixo e como resultado da grande quantidade de agua no piso, pensei logo que as pastilhas já tinham ido há vida…
Para não estragar o disco pensei em utilizar somente o travão da frente e só em caso extremo o traseiro ., contudo não demorei muito a me espalhar numa curva com muita areia, onde ate os bidões e o conta-quilómetros me saltaram no quilometro 19. Levantei-me um pouco "apardalado" com uns arranhões e ao mesmo tempo passa por mim um participante que eu sabia já o ter deixado para traz ao inicio, vindo de um trilho paralelo ao do percurso (atalhar), e que nem ao menos teve a consciência de perguntar se precisava de alguma coisa, o que me deixou ainda mais chateado face atitude dele.

 Retomei o percurso juntamente com o Fernando Silva que vinha atrás de mim e estavam com problemas no espigão, onde baixei o ritmo e seguimos os dois ate que deparei com uma enorme mossa no quadro e ate a tinta estalou devido ao impacto com manipulo da mudança dianteiro e a manete de travão.. ,mais chateado ainda fiquei.. “Ai a minha branquinha, porque é que eu não fique em casa!!!” era o meu pensamento.

Prosseguimos pelo continuado sobe e desce por trilhos muito agradáveis, tirando o enorme lamaçal por vezes completamente impossível passar, com muitos singles técnicos e as más marcações de percurso que fez com que nos perdêssemos algumas vezes. Passados mais uns quilómetros onde pedalei sempre com o Silva fomos apanhados por mais dois atletas, onde um deles após fazer alguns quilómetros connosco aproveitou mais um erro na marcação e abalou para nossa frente. 

Cerca de 10km para o final carreguei nos pedais estando a sentir-me bem fisicamente e com sentimento de revolta pelo sucedido, acabei por deixar para traz os meus companheiros e ainda alcancei outro participante, onde fiz cerca de 3km com ele a puxar até a meta, concluindo quase 60km na 6º posição com a diferença de 1 minuto para o 4º classificado com o tempo de 02h43m.., o que para mim foi bastante bom, pois com tantos percalços..

Local da pancada
Fiquei por ali mais algum tempo onde o pessoal foi chegando com muito tempo espaçado.

Lavei a bike nas calmas, tomei duche de água fria onde os existia apenas um chuveiro ate que finalmente apareceu o Luís que se tinha enganado também no percurso e acabaria por fazer quase 70km, bem como a seguir o João também com um engano...

Finalmente lá fomos almoçar na sala bastante agradável e muito acolhedora do Caça Brava em camilhas, bem comidos e bebidos sempre com pessoal muito prestável, onde no final recebi uma bem merecida salva de prata.., e onde o Sr. que passou por mim atalhar acabou no 3º lugar quase com o mesmo tempo dos primeiros.., porque seria!!!, mas as atitudes fica para quem as pratica, pode ser que um dia seja ele a precisar de ajuda…


Entrega da Salva em prata


Em resumo fica a boa vontade de quem organizou, um excelente percurso, tirando o S. Pedro que não foi amigo, com muitos e espectaculares singles, onde a marcação foi fraca e com muitos e muitos quilómetros sem se avistar "viva alma" onde acabou por ser o meu baptismo de queda..