24 outubro 2011

Maratona BTT 100 trilhos- Castro Verde



A minha ida a Castro Verde foi quase em cima da hora, pois estava dependente de ter bike para este dia, ou não, já que o meu quadro MSC estava estalado junto a soldadura da pedaleira, ou seja "não morreu da cura acabou por morrer do mal"...

Três dias antes já cá tinha a minha nova maquina de guerra, um quadro Orbea Alma de carbono 2012 e a estreia para a minha adaptação foi mesmo no baixo Alentejo, onde com a companhia do João Garcia arrancamos de Estremoz cerca das 6h da matina.

Por volta das 8h chegamos ao destino, onde após levantarmos os dorsais, no saco vinha uma t-shirt um lápis e mais umas papeladas fomos convivendo com o pessoal... Antes da partida e ao colocar os bidons da água nos suportes constatei que algo estava mal, pois as grades de bidon novas e eram muito apertadas para os meus bidons, pois custava muito a tira-los, mas como eram novas pensei que iriam alargando com o uso.

Á partida fiquei mesmo debaixo da manga na linha da frente ao lado do meu amigo Sequeira, onde estavam inscritos cerca de 300 participantes nas três distâncias, eu fui a distância anunciada pela organização de 56km.

Com a partida dada percorremos cerca de 5km pelas apertadas ruas de Castro Verde onde a entrada do percurso seguia no grupo dos 15 primeiros.
Rapidamente ganhei mais uns lugares, quando cerca do quilometro 17 surgiu a primeira subida maior onde continuava avistar o pessoal da frente, só que a seguir veio um espectacular e técnico single onde me comecei atrasar por culpa do pessoal que seguia a minha frente e que tinha menos técnica.

A partir dai percorri muitos quilómetros no grupo perseguidor aos primeiros, com cerca de 7 elementos, onde cada vez que tinha de beber agua me atrasava, já que quase tinha de parar para conseguir tirar o bidon do suporte...


Apresentação da minha nova Maquia de Guerra
Á mudança de percurso o grupo começou a ficar partido pois já íamos com mais de 30km..., segui a meu ritmo onde nos últimos 10km comecei a puxar mais por mim, a semelhança das ultimas provas e onde ganhei mais três lugares, antes ainda fizemos mais umas boas centenas de metros em single, desta vez a subir.

Os últimos 3km fi-los a mandar os bofos pela boca onde avistei mais dois participantes e lentamente foi ganhando encurtamento de distancia, só que já era tarde.., acabei por cortar a meta mais uma vez em 6º lugar a cerca de 30 segundos do quarto e quinto e a três minutos dos três primeiros que chegaram juntos, embora os tempos da classificação da organização não estejam correctos. Foram 57km pedalados num acumulado perto dos 900m...

Aguardei pela chegada do meu companheiro de equipa e fomos ao merecido banho.
A parte melhor como sempre para mim é o almoço, servido na escola com uma sopa e uma massa com carne, regada por imperial super bock


Bom evento para a primeira organização do 100 trilhos, onde já muito não fazia tantos singles traks técnicos como espectaculares com alguns pormenores..., onde ate pintaram as pedras para melhor visualização do trilho

Em resumo fica a minha estreia do meu novo quadro que para ser sincero não achei grandes diferenças para já, só no conforto e na carteira, pois em peso é quase o mesmo do meu antigo MSC...


Foto com que apareceu na Reavista O Praticante

03 outubro 2011

3º Maratona BTT Cocheiros


Pelo terceiro ano consecutivo marquei a minha presença em Santo Aleixo da Restauração, sendo a terceira edição, não faltei a nenhuma, pois como se costuma dizer "quanto mais me bates, mais eu gosto de ti".. Esta zona tem como principal característica o chamado "rompe pernas", onde este ano alem da dureza anunciada pela organização tinha mais um psicológico afectar-me..., o meu quadro MSC que dias antes detectei uma estaladela junto á soldadura dos rolamentos do pedaleiro e que estava a por em causa a bike se aguentar bem como a minha segurança...

Mais um MSC despachado..


A manha começou perto da 6 da matinha onde ao pé do café Ze Russo a comitiva se reunião, composta por mim no meu carro, pela minha namorada Lúcia e pelo Sacarrabos, nos outros carros seguiram o Humberto e a família, o J. Burralho e a família e o A. B. Neves com o J. Camões e atrás os pais do J. C...

A chegada á simpática e acolhedora aldeia de de S. Aleixo da Restauração foi pouco já passava das 8hras, onde nos  dirigimos-nos ao habitual levantamento do dorsal.., onde trazia uma jersy, um bidon, caneta, papeis e o meu em excepção com um mini Sagres do meu amigo Nuno Valente.., ao qual eu agradeço tanta simpatia, só que estava quente...

Nas calma fomos nos equipando e 20 minutos antes da hora já estávamos despachados, seguindo para o cento da aldeia, zona da partida, onde já muitos participantes aguardavam pela hora.

Para esta prova já tinha sido avisado pelo pessoal da organização e meu conhecido que ha semelhança das anteriores edições a dureza era esperada e maior que os passados, com cerca de 1000m de acumulado para os 45km, e sabendo eu bem o que "penei" nas anteriores, este ano a atenção era redobrada, ja que só agora estou a ganhar melhor forma física e este tipo de percurso iria ser uma "briga" com as cambrias... Uns minutos depois da hora foi dada a partida onde cerca de 300 participantes seguiram para as duras distancias...

Parti nas calmas sem grandes velocidades e loucuras á espera de começar aquecer os músculos com receio dos trilhos bem como do meu quadro se aguentaria sem partir... Lentamente num inicial sobe e desce começei a recuperar alguns lugares que deixei perder ao inicio e que tinham partido há minha frente, mas sempre de olho no quadro e nas pernas... Com o passar dos quilómetros constatei e o percurso era de sobe e desces mas longos e com boas zonas a rolar para recuperar ao contrário do que inicialmente esperava... Aos poucos comecei a apertar comigo e a comecei a subir lugares atrás de lugares sem cambrias e sem grandes dificuldades. 

Chegando ao quilometro 42, ponto da divisão de percursos avistar muito perto participantes da mesmo distancia, onde em conjunto com o Luís Campanhiço fizemos uma grande e inclinada subida de pedra solda, subidos mais dois lugares. 
O último quilómetro numa zona mais técnica adiantei-me ao luís, voltando a me juntar com ele dentro da aldeia num inclinadíssima subida de alcatrão com a chegada quase a vista, onde de mãos dadas curtamos a meta em 5º e 6º lugar com 49km em 02h:07m e menos 2 minutos do 2º lugar entre 207 participantes, onde tinha a comitiva estremocense aguardar a nossa chegada.(ver classificação)
Alguns elementos da comitiva Estremocense..

Fui aguardando os meus companheiros, onde ainda tive muito tempo de beber uma mini com o Saca que acabou por não participar por problemas físicos e o Tobias do BTT-TV.

Após a chegada do pessoal foi um belo e merecido banho e depois o belo almoço, muito diversificação, em quantidade e apaladado onde convivendo e relatando fomos almoçando e conversando as peripécias de mais um grande evento.
A vinda para Estremoz foi em passeio família com passagem pela barragem do Alqueva e Amieira.

Em geral fica mais uma grande edição do pessoal dos Cocheiros, ao qual eu mais um anos os felicito e agradeço a simpatia, bem como o despedir do meu quadro MSC em maratonas que se aguentou em terreno tão duro.

Em relação ao balanço dos percursos em três anos, este foi o ano em que achei o percurso mais acessível e menos duro...