10 novembro 2009

II Raid BTT COA Vila Nova da Barquinha

Quando tive conhecimento deste Raid não hesitei em ir, pois pensei logo que seria uma boa oportunidade de ir pedalar numa zona perto de onde foi militar em 2001 (mais precisamente no quartel de engenharia em Tancos), sabia que os trilhos por ali era bastante agradável e também bastantes duros, pelos altos e baixos constantes.

A manha começou perto das 6h:30m quando eu, o José Júlio e o João Garcia partimos no meu bolinhas em direcção a V.N Barquinha.

Á chegada a V. N. Barquinha e no caminho percorrido pelas ruas até ao complexo desportivo dentro da vila não se via “viva alma”, mas lá chegamos onde já se via alguns participantes no aquecimento.

O levantamento dos dorsais foi algo confuso e demorado para apenas cerca de 80 participantes distribuídos por um percurso de 25km e o outro de 50km. No Saco do dorsal vinha uma t-shirt, um boné, um porta-chaves e um roteiro turísticos, também não se poderia exigir mais pelos 15€ que cada participante pagou.

A partida estava marcada para as 9:h30m e após o habitual briefing que fora no parque de estacionamento do pavilhão debaixo de um clima com ar que iria chover e onde apenas estavam presentes os participantes e os carros… O que tornou a partida algo triste e solitária percorremos todos juntos em estilo de passeio atrás do carro da GNR perto de 4km pelas desertas ruas de vila Nova da Barquinha, onde até os GNR parecia estar a querer poupar a sirene, ou então o sono dos moradores.

Sempre com o maldito cigarro

O quilometro zero sugeriu e onde surgiu também logo a primeira grande subida com um piso cheio de muita pedra solta (tipo pedras da china) e ficou logo patente o que me esperara nos cerca de 47km que ainda teria pela minha frente.


Rapidamente tentei marcar a minha cadência e a minha posição só que me atrasei um pouco na primeira subida em relação aos primeiros e me deixou logo com alguma distancia. Os sobes e desces foram uma constante por meio de eucaliptal e aos poucos e poucos foi recuperando. Quando ao quilometro 14 avistei três participantes que perecera ser os primeiros classificados, recuperei fisicamente dando-me mais animo, só que o pior estava mesmo ali marcado para aquele quilometro, quando entrei numa estrada de alcatrão embalei na descida e não vi a seta do lado oposto de onde eu seguia, continuado embaladíssimo a descer só com o pensamento e animo de apanhar os três e não apercebi da falta das fitas… 
Fiquei logo com a moral em baixo, voltei para traz subindo pelo alcatrão há procura do local que tinha falhado, quando vinha mais um participante a descer e  disse-lhe que havia mais fitas para baixo. Ele insistiu e eu acabei por ir também com ele ainda mais para baixo de onde já tinha estado até que acabamos os dois por desimaginar e volta-mos a subir novamente tada a estarda de alcatrão até encontrar a magana da seta que estava junta há berma meio camuflada. Com tudo aquilo passaram mais de 4 minutos e mais alguns participante para a frente.

A minha vontade era desistir, ou então ir esperar pelos meus companheiros SDT e fazer o resto da prova com eles pois a minha moral estava muito em baixo e sem vontade de continuar pois foi muito frustrante ao ver o meu esforço abalar com uma simples seta…  A acabei por não ser o único mas que servi para saber lidar com estas situações e não me armar em “PRO” a desistir mais uma vez (pois como o meu amigo Calimero disse numa prova em Óbidos que teve há beira de desistir por problema mecânicos, pensou para ele mesmo o seguinte… “venho eu de tão longe para depois desistir!!!), pois estava ali para fazer uma das coisas que eu mais gosto, que é pedalar. 



Continuei a pedalar juntamente com o companheiro que também se tinha perdido onde fomos fazendo há vez, ora puxava um, ora puxava outro até que no quilometro 20 ele parou no abastecimento para encher o bidon e mandou-me seguir que já me apanhava (pensava ele lol…), pois voltei a me encher de vontade e comecei a puxar para tentando reduzir algum tempo para os primeiros como recuperar mais algumas posições por onde já tinha passado. Na continuidade de mais sobes e desces embora com zonas mais rolantes, onde diga-se que todo o percurso estava bastante bem marcado/assinalado com fitas amarelas e no sítios certos, excepção da magana daquela seta que se escondeu de mim quando passei…lol e onde a chuvita miudinha apareceu e me fez companhia até final, onde terminei/recuperei o lugar em que estava quando aos 14km me perdi, e com 51km nas pernas e com cerca de 900m de desnivel acumulado. ( 5º ou 6º lugar/aguardar classificações)

Após a chegada antes do parque onde será a partida e estacionamento dos carros apenas estavam aguardar a nossa chegada duas miúdas com um guarda-chuva aberto e uma folha de papel toda borrada, e que tal como a partida triste a chegada fora igual.

Fui lavar o meu frigorífico e aguardei alguns minutos pela chegada dos meus companheiros J. Garcia e J. Júlio que chegaram juntos e bem classificados e onde a chuva parecia ter vindo para ficar foi tempo de um banho com que eu já ansiava há muito, onde ao abrir a porta dos balneários veio um calor do interior, pois tinha aquecimento central e onde a sua infra-estrutura era moderna, recente, espaçosa e com umas grandes condições.

Sempre com o bibron nas unhas

No almoço fora grelhados, saladas cereja Tagus, só que alem de pratos e talhares plásticos fora comido de pé, onde após mais de 50km era a melhor
maneira de se descansar.

O resto da tarde e regresso a Estremoz ficou marcada pela passagem e visita a Tancos bem com o Castelo de Almourol onde a boa disposição foi sinónimo de um dia bem passado.


Fica os parabéns há organização pelo esforço e para o ano terão muitos aspecto não digo maus, mas menos bons a melhorar…

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