Mais um fim de semana com um calendário betetistas nos arredores muito preenchido..
Analisando pelas mais perto e por mim nunca pedalado, optei pela Extreme de Avis, prova que já conta com algumas edições, sendo a última muito criticada pelos participantes pela dureza de percurso não de subidas, mas pelos existentes singles em muitas zonas não cicláveis. Mesmo assim optei pela minha participação e tive a companhia de mais dois elementos SDT.
Na tarde de sábado, enquanto muitos estavam em “descanso activo” eu fiz o aquecimento agarrado ao rôdo na limpeza e criação de novos singles para o Estremozbike....
Saída dentro das 7:45h de Estremoz, onde tive a companhia do Vítor. Chegada depois das oito, onde ja muitos atletas andavam pareciam “baratas tontas” de lado para lado aquecer...
Levantamos o frontal, onde se procedeu de forma muito lento no secretariado.
Rapidamente nos equipados e dirigimos para o controle 0, poucos minutos antes da hora, com a manga da saída em formato de funil, eu é que acabei por ficar afunilado atrás dos cerca de 150 participantes divididos pelos 65km e 35km.
Saída, já passava da hora, tive que aguardar quase um minuto até que começasse lentamente andar pelo meio do pelotão até achar uma clareira para poder começar acelerar e tentar minimizar a diferença para a frente da corrida.
Foram cerca de 3km de alcatrão, de dentes "serrados" fui recuperando lugares seguidos até avistar a enorme cabeça de pelotão que seguia tudo junto. Mas do avistar até os apanhar tive que me dar dar muito ao pedal. À saída do alcatrão, entrado por entre olival consegui agarrar cauda do grupo com mais de 20 atletas.
Por entre olivais e um trilho muito calcado pela passagem de viaturas tornou-se perigoso, "cego" e confiante fui arriscando passagens atras de passagens pelo meio de muitos "regos", conseguindo chegando perto dos lugares da frente.

Este tipo de percurso sendo a minha "onda" não descolei do meu companheiro sempre com espírito entreajuda não baixamos o ritmo,. pois um bom resultado só dependia de nós. Á saída dos Covões fomos prendados com mais alguns trilhos de single da passagem de animais e estradões, onde o “elástico” continuava a não partir.. Nas subidas e rectas o Marco ganhava alguns metros, mas nas zonas técnicas eu voltava a colar. Os últimos quilômetros foram em volta da barragem onde continuavam-mos isolados e acabando por avistar o terceiro classificado a muitas centenas de metros atrás.
Faltavam cerca de três quilômetros para a meta e se não houvesse nada em contrário estava o pódio assegurado.. O Marco sempre a puxar por mim na recta final, nunca me deixou e ao fim de 35km com 01h:32m cortámos a meta de mãos dadas, mostrado ao público que no BTT ainda á quem saiba respeitar e ser respeitado pelo adversário.
O almoço foi na casa do Benfica, onde tirando a parte de se terem de pagar a parte as imperiais e os cafés, nada apontar.
Em suma gostei muito do extreme, que afinal não foi assim dão induro, bem marcado, assinalado, muito pessoal do staff assistir e apoiar, bem com como um percurso muito divertido e diversificado.