17 fevereiro 2012

Como deixei de fumar...

Meu historial como fumador...
Quando tinha cerca de 15 anos e na chamada idade parva..., frequentando talvez o meu 8º ou 9º ano de escolaridade, com o grupo de amigos mais chegados, aqueles que nos chamamos de “irmãos” surge a fase das experiencias para mostramos que já éramos homenzinhos, surgi-o a vontade de experimentar fumar, nomeadamente quando íamos para as visitas de estudo, onde em grupo comprávamos um maço de Marlboro e Gigante e às escondidas divididamente íamos fumando...

Após passar esta primeira fase de experimentação em grupo, começou a ficar o vício de deitar fumo pela boca e pelo nariz. Na altura havia a venda tabaco avulso num café perto da escola onde passávamos os intervalos maiores e os feriados com o nome nunca mais esquecido por muitos que por ali passaram de Café o Mileu, onde diariamente comprava cerca de 4 cigarritos a 20 escudos cada já que a guita também era pouca. Ao fim de algum tempo fora proibido a venda dos cigarros avulso onde comecei a comprar um macito de vez enquanto de marca Chesterfild Light, marca esta na altura era mais em conta em boato que o Light (trocado hoje em dia pela cor azul) fazia menos mal á saúde.

Já na altura o pessoal amigo do simples cigarro falava em fumar um charrinho, principalmente quando era os finais dos períodos..., mas em relação a esse "vírus" fui sempre imune e utilizava a mentalidade e orgulho de não experimentar como vacina, pois foi coisa que nunca me passou pela cabeça experimentar.
Até aos meus 17 anos e sempre às escondidas ia fumado uns cigarritos quando me apanhava sozinho em casa, atrás da escola ou em viagens do grupo de jovens.

Em 1998, ano da Expo foi o ano em que passei a ser maior de idade fizera os meus 18 anos. Dois meses antes entrei para o kayak-Polo e na altura passei a acompanhar com o pessoal da equipa, todos eles mais velhos e fumadores, mas já pouco tempo antes por opção deixara eu de fumar, talvez porque estava a passar a idade parva, mais velhinho com mais juízo e orgulhosamente me sentia no grupo de 11 atletas onde eu e outro éramos os únicos que não fumávamos.
Com o passar do tempo acabei por sair do Kayak e um ano depois já não fazia parte da equipa, um dos motivos fora ser novamente repetente...De castigo comecei por ir bulir nas férias do verão para a loja do meu velho mas a receber guito (ordenado no bolso) assim também comecei as noitadas com o pessoal, alguns dias de férias bem longe de Estremoz e assim também o tabaco voltou novamente.., embora sempre as escondidas dos meus pais(embora por mais que pensássemos em esconder é impossível) mas mesmo com medo que me apanhassem tornei-me fumador activo.

Em 2001 foi um ano muito duro psicologicamente para mim, pois em Abril entrei para a tropa, mais precisamente para o quartel de engenharia em Tancos onde devido a levar tudo muito a peito acabei por "penar psicologicamente com o afastamento da família e dos amigos" principalmente nos primeiros três meses durante a recruta. O tabaco continuava sempre no bolso, onde antes de chegar ao quartel e todos os domingos com o pouco dinheiro de "mesada" que os meus velhos me davam (cerca de 5 contos) comprava quatro macitos e onde infelizmente acabei por aderir mais um vício mau que foi o fumar ao levantar em jejum. Nos primeiros meses nunca tive uma marca fictícia e entre várias marcas que fora experimentado ficou o Camell, que posteriormente encareceu e com um ordenado curto enverguei pelo Português Suave Azul, marca esta que fiquei fiel até desaparecer do mercado (final do ano 2010).

No ano de 2007 fiz o meu baptizo em provas de BTT, mais precisamente na meia-maratona de Estremoz, onde há partida logo adquiri novos amigos ligados as pedaladas, amigos esses que são actualmente os sócios fundadores do Sobe e Desce Team onde eu me orgulho e muito de fazer parte deste grupo.
As voltas estavam agendadas para todos os domingos de manha há semelhança do que ainda hoje acontece onde eu inicialmente levava o bom do macinho do tabaco no bolso e após fazer algumas subidas por exemplo ao Castelo ou S. Gens enquanto aguardava pelo pessoal mais atrasado aproveitava o descanso para fumar um cigarrinho..., até ao ponto do Sr. Carlos B. me dizer que era a ultima vez que fumava ao pé dele na volta domingueira, então por vergonha e respeito acabei por deixar de levar o macito nas voltas, mas o vício continuava...

Em 2010 atingi um dos meus melhores momentos físicos com a conquista de alguns pódios, onde os cigarros foram sempre um fiel companheiro meu pois tanto antes das maratonas como logo a seguir era uma presença constante na minha boca para espanto de muitos como é que eu conseguia tal proeza.
O ano seguinte em 2011, apesar de eu sentir a mesma forma física e garrado anterior ano, já não foi tão sorridente a nível de resultados, talvez por culpa de vários factores: a boa forma física dos outros atletas, a dedicação mais assídua dos mesmos, o uso de algumas sustâncias, melhores máquinas e eu acabei por ficar "parado no tempo" a viver dos bons resultados, um ano mais velho e com a continuação do cigarrinho cerca de 15 por dia para não aumentar o número nos fins-de-semana e dias de noitadas. Mesmo assim em geral nunca deixei afastar o top 10.

Ultimamente ao acordar todos os dias eram cheios de tosse, a mandar gosmas que mais parecia bocados de carvão do pulmão, por vezes com vómitos a sentir um "afogo", sintomas esses bem como a pedalar... Comecei por estipular uma data, escolha essa que no dia 01 de Janeiro iria deixar de fumar pela minha saúde, carteira e meu desempenho físico. Para tal pelo conhecimento e histórias vividas por quem largou este vício, umas conseguindo melhor, outras pior, eu sabia que iria ter uma grande batalha com a nicotina, ou falta dela.., sendo a maior maratona que irei enfrentar, mas também me conheço perfeitamente psicologicamente e sei que hoje em dia tenho "conquistado muitos" troféus graças a essa mesma mentalidade que se traduz em espírito de sacrifício...
Então comecei antes mesmo de acabar de fumar (cerca de 3 semanas antes) a me mentalizar que a partir de dia 01 Janeiro iria deixar o cigarro, bem como utilizar os sintomas maus que me estavam afectar causados pelo tabaco, como um motivo extra para deixar de fumar. Mas como eu sabendo e ouvindo a versão de pessoas que a perda de humor era um dos factores principais da falta da maldita nicotina, meti na cabeça que a solução estava nos pensos embora sendo caros (cerca 37€, pensei se consegue-se deixar de fumar iria ganhar muito mais € e saúde...).
Nos pensos existiam 3 dosagem (fases) de gramas de nicotina. Eu fiquei pela fase do meio, pensos com 14g de nicotina para quem fuma menos de um maço, mas fora-me aconselhado a fazer as 3 fases de pensos... Cada caixa independentemente da fase traz 14 pensos, ou seja para 14 dias.
Pelo que apurei de ex-fumadores, os sintomas após deixar de fumar o mais difícil seria o primeiro mês, onde a falta de nicotina possui o fumador em mau humor, o mau estar, ansiedade, bem como me aconselharam a não frequentar locais públicos onde se formasse bem como a evitar os "copos" durante as primeiras semana e bem como me avisaram que os pensos eram tanga, como todos os outros tratamentos, pois a chave era da vitória para o deixar de fumar passava pela cabeça e muita força de vontade.
Eu ao começar a minha luta sabia que apesar de conseguir não fumar as primeiras semanas iria continuar com a nicotina a "correr nas veias" pois estava sobe o efeito dos pensos (14g), já que realmente para quem fuma e não larga de um dia para o outro o cigarro posso chamar a nicotina de uma droga, já que ficamos realmente dependentes desta sustância e nos poderá alterar psicologicamente.
Mas o meu objectivo na utilização dos pensos seria tentar enganar o organismo, tentando esquecer o hábito de fumar já que no meu caso passava um pouco por um relógio biológico (ao acordar fumava um cigarro, ao pequeno-almoço, depois do almoço, lanche, antes de ir ao ginásio, depois á saída, antes das provas, logo apos os esforço físico e maior quantidade nas saídas á noite), tudo isto em média daria cerca de 15 cigarros e nos fins-de-semana cerca de 20 ou mais.

No dia 01 de Janeiro de 2012 por volta da 8 da manha saboreei o que seria o ultimo cigarro, antes de me deitar da noite da passagem de ano. No dia antes já tinha comprado os ditos pensos que me iria “alimentar” o vício. Cerca da 18h sai de casa como faço todos os fins-de-semana a ter com a minha namorada e os amigos ao bar, onde minutos antes já teria colado o dito penso. Entre muita conversa e algumas cerveja o desejo de pegar o maldito cigarro apareceu, com uma pastilha na boca foi tentando enganar o maldito vicio (superado).. Segunda-feira dia de trabalho seria um dia bem pior, pois sabia que iria estranhar e muito a falta do cigarro no já meu dito “relógio biológico”. Fui-me aguentando a manha toda só que após o café antes de ir bulir há tarde não resisti e fumei um cigarro, pois fiquei com um maço aberto que sobrou do ano novo e assim tentação ainda foi maior e não resisti. A tarde lá passou onde ia tentando desviar o pensamento do cigarro. A noite entrou e eu sai novamente até ao bar a beber unas jolas, apos o maldito café fiquei novamente desorientado, mas o meu objectivo era deixar de fumar e não queria dar o “braço a torcer”, então com mais umas pastilhas e distracção no telemóvel a escrever um texto para o jornal como costumo fazer, aguentei-me. No terceiro dia a hora de almoço novamente marchou mais um cigarro, isto aconteceu durante a semana toda mesmo com os pensos fumei sempre um cigarrito, mas sentia que estava a controlar-me e que afinal não era assim tão difícil.

Na sexta-feira a noite tive outro grande desafio na reunião semanal do pessoal SDT na sede com o combate das minis e o pessoal a fumar.., foi um serão muito mau para mim psicologicamente, mas consegui vencer mais uma grande batalha, bem como na noitada do fim de sema e assim estava ganha a primeira semana. Na segunda semana comecei a fazer dia sim, dia não aos pensos e acabando com o que restava dos cigarros do último maço de tabaco depois de almoço larguei por completo este vício e na terceira semana já pouco me lembrava que um dia tinha sido fumador…, para isso muito contribui também o eu fazer muito desporto e tentar procurar estar ocupado..
Espero que fotos como esta nunca mais ....

Em análise pessoal e já com seis semanas passadas, embora não me considere “curado desta doença”, pois sei que ainda tenho uma grande batalha, mas a pior talvez já a tenha vencido. Posso dar a minha opinião pessoal que afinal é tudo psicológico é tudo do nosso cérebro, nós é que temos que ter muito opinião ao comandamos o cérebro, não ele a nós… com muita força de vontade se consegue deixar de fumar, onde os pensos para mim acabaram por ser uma grande ajuda psicológica. Mas a principal conclusão que tirei desta experiencia é que não é assim tão difícil deixar de fumar.

05 fevereiro 2012

Arnes para maquina GoPro

A associação BTTMOZ-SDT, mais conhecida pelo Sobe e Desce Team adqueri-o esta magnifica maquina para promoção dos nos eventos em Estremoz.. mas como qual quer uma só trazia alguns acessorios básicos para sua utilização, onde para nós SDT o arnes parece-me ser a melhor opção para filmar zonas mais técnicas e com pormenores da condução do rider.Só que em media o custo de um arnes Gopro custa cerca de 45€, o que acho um preço muito elevado para esse acessorio.

Arnes original GoPro 45.00€


Então porque não fazer um!

Pus o cérebro a funcionale mãos há obra, aproveitando o plastico quadrado que vem a segurar a maquina na embalagem.

Com cerca de 3.00€ comprei os objectos na foto abaixo

cerca de 3 metros de fita para os estores, uma dúzia de botões rápidos e 4 encaixes plásticos


O produto final foi este...
Com o suporte GOPro preso as fitas...
As fitas são ajustáveis...

Costas..
Agora é testa-lo nas nas filmagens... ;-)

Espero ter ajudado o pessoal com esta dita..,que está a pensar em comprar este acessorio, mas que com a crise está duvidoso...

Cmps e boas filmagens