19 julho 2009

I Raid do Freixo

Este foi o primeiro Raid organizado pelo pessoal do Freixo (aldeia esta que se situa perto da vila do Redondo, mesmo nas encosta da serra d’Ossa) e que foi inserido nas festas da própria freguesia.

Sendo uma localidade aqui muito perto de Estremoz foi um factor apelativo para o grande número estremocenses presentes, sendo do SDT onze elementos e outros outros estremocenses do CCE, G. Velez e S. Coelho da Biciaventura. A Vera Lúcia, a esposa do Sacarrabos e fotógrafa de serviço SDT, já que a minha namorada não pode estar presente por razoes de trabalho.

Alguns dos representantes estremocenses

A manha começou com a reunião do representantes estremocenses um pouco antes das 8h:00m da matina no café do Telheiro, também se juntaram lá mais alguns elementos betetistas da cidade a fim de ir dar o giro domingueiro e habitual até há serra, aproveitando para nos dar algum apoio há nossa passagem pelo percurso do raid, já que supostamente se conhecia o local por onde iria passar o percurso.
Após o agrupamento a comitiva Estremocense  lá seguimos em direcção ao nosso destino, onde o calor já se fazia sentir e nos mostrava que iriam ser um dos maiores inimigos que teríamos de enfrentar no percurso que igualmente se esperava muito duro.
Há chegada, o habitual levantamento do dorsal, onde os cerca de 60 dorsais atribuídos não demoraram muito a serem distribuídos, embora algo confusa e com muita falta de experiência neste tipo de eventos… onde no saco continha uma t-shirt XXL (igual para todos), um chapéu e um prato de barro.

Após algum atraso lá foi dada a partida onde existiam dois percursos 30km e 50km. Qualquer um dos dois se esperava de muita dificuldade, pois há partida já tinha algum conhecimento da zona do percurso escolhido. 
Nos primeiros 8 quilómetros fui sempre na frente do pessoal, servindo de “lebre” para alguns betetistas mais batidos e treinados nestas andanças. Á divisão dos percursos acabei por ser ultrapassado por 2 betetistas começado a pagar a moeda de vir a puxar pelo pessoal... Uns quilómetros mais há frente começou a dureza, com a subida de umas "paredes" super inclinada até ao alto do “Pêro Crespo” a 531m de altitude, onde consegui recuperar uma posição, passando para o segundo lugar e mantendo sempre o primeiro há minha vista. 

Após isto vieram uma serie de sobes e desces onde finalmente acabei por apanhar o primeiro atleta na paragem do 2º abastecimento(que se apresentava muito fraquinho e mal distribuídos, onde agua era o que mais se pedia). 
Até aquele ponto e final a má marcação/sinalização fora uma constantemente  onde a setas eram a cor preta pintadas em cartão castanho, as fitas balizadoras eram muito pequenas e mal distribuídas no percurso.

Os últimos 15 quilómetros seriam bastante mais fáceis e rolantes com o percurso dos 30km novamente em comum até há chegada. Fui ganhando alguma distância para o que me vinham a perseguir e com a Aldeia do Freixo á vista já me cheirava a vitoria, mas ao contornamos a freguesia e a cerca de 1 quilómetros da meta , reentrei no percurso inicial “o da partida”, seguindo assim as setas e fitas novamente do inicio até me aperceber que já por ali tinha passado e que estava enganado, percorrendo assim cerca de mais 6 quilómetros quando voltei para traz juntamente com um outro betetista que estaria na segunda posição e lá chegamos finalmente ao Freixo, onde já teria chegado três ou quatro atletas dos 50km e todos eles se queixavam da péssima marcação, o que me deixou bastante frustrado, pois vi assim o meu esforço não valer de nada. Com as temperaturas altíssimas não perdoaram bem como o duríssima Serra d’Ossa. Classificação final: (nunca chegou existir)


Estava tanto calor que o pessoal estava em tronco nu
Após a chegada aos poucos Sobe e Desce Team, também completamente esgotados com o calor e a má marcação, pelo meio algumas quedas e desistências mas que felizmente não teve danos piores, lá fomos tomar duche de água fria que até soube bastante bem para refrescar, antes do almoço que seria servido no recinto da festa e debaixo de uma chapas, o que implicou um a grande quantidade de jarros de imperial e onde o almoço será frango assado e uma sopa de tomate.


A festa no final foi feita pelo SDT onde no convívio do almoço nos divertimos todos bastante e prolongamos o almoço.