Meus rescaldos de eventos BTT

16 junho 2014

Maratona CicloClube de Elvas 2014

Apesar da vontade não ser nenhum de ir pedalar na VI maratona de Elvas devido a problemas pessoais, mas o grande amigo Pedro Guerra acabou por me convencer a marcar presença em mais uma edição, local onde já á uns anos tinha conquisto um primeiro lugar.

A manha começou as 7:30h onde tive a boleia do Pedro e da namorada Vânia.
Para este evento o SDT tinha 16 inscrições confirmadas, sendo a maior equipa, mas logo por azar este ano não havia premio para a maior equipa.

Já com os frontais levantados no dia anterior, foi caminho andado para não perdermos muito tempo. Apos a habitual fotografia, cerca das 8:30h passamos o controle 0, onde já cerca de cem atletas aguardavam as nove horas..

Por ali ficamos aguardamos a hora da partida, com o calor já a se fazer sentir..
A hora em ponto foi lançada a partida onde em grande velocidade percorremos algumas vias em alcatrão, sempre deu para preocupará alguns lugares, pois já sabia que os primeiro quilómetros iriam ser muito rápidos..
A saída do alcatrão entramos numa estrada entre uma pastagem, alem da grande quantidade de pasto seco, tapava as pedras e terrões..

Recuperando muitos lugares até chegar á divisão de percurso muito cedo, que fora inicialmente, por entre um olivar avistei a frente da corrida e contabilizei estar nos 10 primeiros, o que era muito bom, pois ainda estávamos no início e estava avistar a frente a corrida.
Uns quilómetros mais a frente houve algumas quedas no grupo da frente, sem gravidade, mas o suficiente para eu aproveitar e colar, embora na calda do pelotão.

Cerca do quilometro 12 na passagem de um estrada de alcatrão um dos participantes deixou cair o bidon da agua, ao chegar mais perto vi que era o do Diogo, sendo meu conhecido ofereci-lhe de imediato o meu bidon, já que tinha dois e estava muito calor..

Momento marcante e arrepiante
Continuamos na estrada de asfalto a subir um pouco quando finalmente colei na frente onde segui o Edgar e o Diogo que me receberam com palavras de muito apoio e ajuda, entretanto o Ricardo e o Cesar também me deram uma força, momento este que nunca esquecerei aquela força pelo grupo e em prova.. Mais algumas trocas de palavras e saímos do alcatrão começando a subir o alto do Falcato, onde o grupo se voltou a partir.
A cimo dessa subida existia um descida em single mais técnico, ao entrar no single tinha um espanhol na minha frente com muita pouca técnica e também não me deixou passar, perdendo alguns segundos preciosos para os dois que ficaram isolados na frente, bem como perdi tempo para quem vinha atrás..

Mais uns quilómetros e numa zona mais rolante acabaram por ser passados por mais um atleta, o Hugo que tem feito uma grande evolução. Os três percorremos mais alguns quilómetros sempre muito perto uns dos outros, chegando andar juntos e dois separávamos novamente, sempre assim, onde voltei avistar a frente da corrida. O Edgar e o Diogo, mais atrás o Hugo, o espanhol e eu..

Ao quilometro 35 era como seguia a frente mas todos avistamos uns aos outros.. Desta vez sabia e conhecia a ultima parte, onde estava concentrada a maior dificuldade tanto física como técnica, puxei pelos galões e pedalei de forma inteligente, tendo-me poupado anteriormente.

No início da primeira e inclinada subida, sem que eu ainda lá tivesse chegado analisei-os a todos. O Edgar foi subido em grande forma, o espanhol apanhou o Diogo e o Hugo pagou a factura de ter ido na minha frente a puxar. Passei e distancie-me do Hugo sem grande dificuldade e mesmo no fim da subida já estava colado nos outros dois atletas, com a descida em single, voltei apanhar o espanhol na minha frente.. Mas ainda faltava a subida ao forte e a descida novamente em single. A primeira subida era em alcatrão onde meti o meu ritmo acabando por os deixara-los para traz lentamente, enquanto fui subido foi vendo que estava a ganhar distancia e sabia que se me aguentasse era meio caminho para o pódio.

Enquanto subia com os dentes serrados ia pensando e pedido força á alma do meu pai. Sai do forte isolado, entrei no ultimo single a descer em alta velocidade, mas ainda me faltavam cerca de 2km para a meta e novamente a subir por entre as muralhas, mantive aquela força espiritual onde desta vez nem a cambrias me apareceram e geri a distancia ate cortar a meta ao fim de 2:00h e 45km, onde nem vontade de festejar tive, acabando de cabeça baixa na 2º posição e carinhosamente voltei a ser abraçado e apoiado emocionalmente pelo pessoal do pódio e conhecidos..

Um pódio de  grande elite
Feita de imediato a entrega de prémios, aguardei a chegada de alguns dos elementos SDT e perto das 13h fomos ao banho.
O almoço foi marcado para a comitiva SDT num restaurante, onde fomos recuperando a energia enquanto quatro elementos foram para o percurso dos 80km, acabando por desistir a.15km do fim.


Em resumo foi mais uma boa organização do Ciclo Clube Elvas onde maior dureza fora estado dos trilhos muito duros como já era de esperar e onde tenho agradecer o apoio pelo staff todo que estava espalhado pelo percurso e me deram sempre grande força.

06 junho 2014

V Maratona Piranhas do Alqueva

Indeciso com a minha participação entre o fim-de-semana logo apôs o BTT Campo Maior na prova de Cabeço de Vide, ou neste fim-de-semana em Reguengos de Monsaraz. Optei por falhar a minha terceira participação consecutiva em Cabeço de Vide e me estrear em Reguengos com a organização dos Piranhas do Alqueva.
Esta prova foi a que obteve o ano passado mais participantes no nosso Alentejo logo a seguir a de Portalegre, daí o meu interesse em participar e me estrear neste evento.

A manha começou cerca das 7:00h onde desta vez levei a minha viatura e como companhia tive a da minha namorada e do Luís Bilro. Noutra viatura seguiam o A. Beja Neves e o C. Bilro.

Á chegada a Reguengos fomos ter ao secretariado perto do local da partida onde em fila aguardamos cerca de 10mim para levantar do frontal, um pouco lento e pouco pessoal do staff para entregar cerca de 600 sacos.
Após levantamento do frontal decidi-mos ir logo deixar os carros perto do local dos banhos, a mais de um quilómetro da zona partida o que me fez perder mais alguns preciosos minutos.

Perto das 9:00h e á pressa mais uma vez, fui percorrendo algumas das ruas ate chegar á zona da partida, onde estavam a fazer o controlo 0. Sendo a partida as 9:15h ainda estava com muito tempo, mas não para obter um melhor resultado, pois já estavam muitos participantes na minha frente, talvez mais de duzentos e mais cerca de cem que estavam confirmados para o percurso dos 80km, separados dos restantes, mais á frente. Por ali aguardei as lerias com Humberto, enquanto o calor já se fazia sentir.

Nos primeiros quilómetros já tinha sombras
A 9:15h foi lançada a partida onde atrás do carro da GNR, percorremos cerca de 3km de alcatrão de forma muito rápida, onde consegui ganhar alguns lugares, mas muito longe da frente, nem sequer avistei.
Á saída do alcatrão entramos numa estrada de terra batida estreita, dois a dois onde com muita dificuldade fui tentado “furar” a fim de ir recuperando lugares.
Até ao quilómetro 12 foi um tirinho, onde finalmente apareceram algumas subidas de mais inclinação. Até Monsaraz, cerca do quilometro 30, o percurso foi em sobe e desce, com os sobes em "paredes"..  

Antes da subida a Monsaraz, subida esta em pedra com cerca de um quilómetro já tinha havido a separação de percursos onde me informaram que me encontrava nos primeiros dez, onde fiquei com
a esperança de recuperar mais alguns lugares já que faltavam ainda cerca de 18km até á meta.
Uma descida mais técnica
Mas apareceu-me um problema, quando mesmo junto ao castelo tive que apear para subir dois degraus., quando uma piranha “cambria” me inteiriçou a perna.. E pronto estava a “barraca armada”...,eram esperados 18km a sofrer.

Descemos uma dura descida por entre pedras e com o companheiro Ruxa, que já algum tempo me vinha acompanhar. Mesmo á nossa frente seguia isolado um outro participante e mais a frente ainda avistávamos mais três, o que pelos meu cálculos conseguindo passar esses participantes ficaria perto do pódio.
Cerrei os dentes e dentro das limitações físicas deixei o Ruxa para traz e fui me encostar a esses participantes, ganhando-lhe de imediato a frente da corrida sem qualquer receio de puxar..

Subida a Monsaraz

Só que ainda faltavam cerca de seis quilómetros par ao fim, embora com um percurso me era favorável, muito rolante sendo o problema era eu já estar na reserva e só me limitei a dar boleia aquele grupo até quase ao fim, pois já sabia que não era capaz de manter a frente até á meta.

A menos de um quilómetro com a entrada no alcatrão, limitei-me a encostar para o lado e deixar passar os quatro bettetistas, concluído a prova na cauda no 8º lugar da geral, 5º no meu escalão com o tempo de 01:59m entre 404 a terminar os 48km.

Um pouco ressabiado com aquele desfecho, as limitações físicas não me permitiram melhor, aguardei a chegada da restante comitiva SDT onde ainda tive tempo para um banho junto da meta nuns repuxos de agua.

As crianças diverte-se no dia 01 Junho




O almoço foi servido no salão dos Bombeiros Voluntários de forma requintada, com muita entrada e serviço no prato, não faltando nada.

Em suma o percurso estava bem marcado e sinalizado, o ponto menos bom vai para secretariado demorado e com pouco pessoal e para a separação dos participantes dos 80km á parte, mas com o mesmo tempo de saída dos 45km, de resto estava tudo impecavel..



19 maio 2014

1º Maratona B. V Campo Maior

Para este ano esta difícil ganhar regularidade na participação em eventos BTT e assim também ganhar ritmo, a ultima pausa teve a ver com a organização do Estremozbike.  

Para este fim-de-semana já tinha conhecimento do 1º BTT Bombeiros Voluntários Campo Maior, prova que ficou marcada na agente, alem de ser perto de casa seria uma estreia.

A manha começou perto das 7:15 onde tive a boleia e companhia do Luís Bilro. O SDT teve também a representação do J. Rato e do A. Beja Neves. Antes ainda tivemos tomar o pequeno-almoço.

A chegada a terra do café fora cerca das 8:25h, onde enquanto o luís tirou as bikes, eu fui levantar os frontais, junto á manga de partida, onde já se encontravam alguns participantes no controle 0, o que fez com que me despachasse mais rápido. Estupidamente cometendo uma falha.., bebei meio litro de agua com um gel diluído quase em cima da hora..

Para este evento estavam confirmados cerca de cento e cinquenta atletas, na maioria para os 45km.
A hora certa, foi dada a partida, onde a minha colocação não era das melhores, mas ao ouvir o briefing, o speaker informara que percorreríamos cerda de 5km pelo alcatrão ate entrar no no chamado quilometro 0, saída da estrada de asfalto.

Descontraidamente até dava para assobiar

Como íamos com um carro á frente pensei que a saída fosse lentamente atrás da viatura e assim recuperar mais alguns lugares.., Mas enganei-me redondamente, pois a saída fora feita a grande velocidade, onde eu em vez de ganhar posições.., perdi muitas.. Até parecia que era a primeira vez que tava a participar num evento destes.
Então que vi bem a tremenda asneira que fiz, toca de levantar o rabo do selim e começar então apertar, durante cinco quilómetros ultrapassar pessoal para admiração de alguns meus conhecidos, ate tentar chegar o mais perto da frente.

Á saída do asfalto já estava nos primeiros dez da prova, mais alguns metros atrás do grupo da frente. Nos primeiros cinco quilómetros de “terra” ainda ultrapassei mais dois atletas e ia avistando a frente da corrida que seguia junta, mas nunca consegui apanhar o grupo, ficando sozinho entre a frente e um grupo perseguidor.

Este percurso era esperado muito rápido, caracterizado com as poucas subidas da região, onde nos primeiros quilómetros sem contar os de alcatrão a média andava muito perto dos 30km/h.

Eu e a sombra até a divisão
Voltando a corrida fisicamente também estava mal, sentia-me muito "inchado" sem “génica”, inclusive quando apertei mais, ainda cheguei a me sentir mais disposto e acabei por vomitar em andamento...
Mesmo assim consegui alcançar e ultrapassar mais dois atletas, estes espanhóis, onde um dele foi a sempre na minha sombra ate divisão de percurso, cerca do quilómetro 30. O grupo da frente constituído por 4 elementos, dos quais eu sabia dois serem da minha distância ainda por vezes os avistava, mas faltava-me aquele power do passado ano.

O percurso era caracterizado por um sobe e desce curto entre olivais e propriedades agrícolas, onde na passagem junto á barragem do Caia e antes da divisão percursos ainda passamos uma ribeira com agua pela cintura e mais de 10m comprimento.

Na separação e já com poucos quilómetros para o fim, ficara novamente isolado e nunca mais avistei a dupla da frente, então só me restava gerir o esforço e redobrar atenção nas marcações que estavam piores nos últimos quilómetros, (sem marcação de cal e menos placas).

Os primeiros classificados dos 45km, e mais um podio :-)
Ao fim de 01:54, mais três minutos que a dupla vencedora, o Cesar Estrela e Ricardo Pinheiro, um dupla de miúdos que este ano estão em grande forma, fruto da persistência de anos anteriores, cortei a meta onde o acumulado de subidas rondou os 600m e como espelho do meu fraco rendimento estava as bpm de 161..

Aguardei a chegada dos meus companheiros de equipa e a entrega dos prémios, que juntamente ao mais um troféu desta vez trouxe para casa uma garrafada de 2L de azeite.

Após o banho eu o Luís aguardamos que servissem o almoço, perto da 13:30 no salão dos bombeiros, onde a ementa fora um caldo verde e carnes grelhadas com bastante cerveja.

Em suma para a primeira acho que este bem, alguns aspectos a corrigir, principalmente nas marcações finais.

15 abril 2014

1º DUATLO Barbaris BTT TEAM

Mesmo aqui ao lado, mais concretamente em Barbacena teve lugar a primeira prova de duatlo, prova inédita nos arredores e que ficou logo marcada na minha agenda por vários motivos. O principal era ser uma prova com as duas modalidades que mais pratico, atletismo e BTT, bem com uma estreia para mim.
A manha começou perto das 07:30 onde tive como companhia a minha namorada, já que os meus companheiros SDT não houve nenhum que se aventurasse ou desafiasse os seus limites neste tipo de eventos.  

Ao chegar a esta simpática vila onde o nevoeiro serrado escondia o sol, levantei o dorsal e o frontal calmamente sem pressas e fui-me equipando. Coloquei a bike, o capacete e os sapatos na zona de transição situada no centro da vila.
Aguardei a hora da partida conversando com alguns participantes, igualmente excitados com a estreia no duatlo. Para este evento estavam confirmados cerca de setenta atletas, apesar de parecer um pequeno número para este tipo desporto é uma quantidade considerável, pois existem muitas centenas de atletas andar bem de bicicleta, algumas centenas a correr muito, mas a fazer as duas coisas ao mesmo tempo são poucos.
Para esta prova estilo sprinter era esperados 5,5km de corrida, cerca de 23km BTT e mais 2,5km corrida, onde a dificuldade pelos entendidos é nas mudanças da bike para a corrida.

Alguns minutos antes á conversa com o conterrâneo Ruben Dias, informou-me que apostava em mim para um top 3.., mas que esteva um atleta de nome Ricardo que era uma maquina a correr e que ia fazer a prova a fundo.., ao qual eu respondi " tu também não me conheces.., olha que eu sou muito maluco"..

Primeira parte já estava feita, 5,5km afundo
As nove foi dada o início á corrida, onde de trás dos participantes fui furando sempre de olhos posto na frente da corrida, o Ricardo realmente dei uma valente aceleradela. Nos primeiros 400m ainda em alcatrão alcancei o terceiro lugar e ao fim de do primeiro quilómetro já segui isolado na segunda posição onde o coração parecia sair pela boca. Cerca do terceiro quilómetro olhei o gps onde a média era superior a 16km/h e já parecia ter corrido 30km, comecei gradualmente a perder distancia para o Ricardo, mas também tinha ganhado para o terceiro, ficando mais descansado. No ultimo quilometro deixei de avistar o primeiro classificado á minha frente, mas também não avistava o terceiro que seguia atrás de mim.

Ao chegar a zona traição foi informado que tinha um minuto de atraso para o primeiro classificado. Recuperei o folgo enquanto devagar calcei o sapatos e apertei o capacete e sai da zona de transição, enquanto ainda não tinha chegado lá o terceiro atleta, o que me deixava mais descansado para a prova de BTT..
Zona de transição
Sai de Barbacena em direcção ao campo sempre com muito pessoal assistir e apoiar. Os primeiros quilómetros foram muito rolantes onde lentamente comecei a “encontrar” as pernas no BTT e a meio da primeira volta com cerca de 7km percorridos, entre o nevoeiro avistei o Ricardo. No momento pensei que se tivesse enganado ou alguma avaria mecânica. Não demorei muitos segundos a alcança-lo, onde na roda fizemos um pequeno single a subir ao me colocar lada a lado com ele, simpaticamente me mandou

Seguir, para não me empatar… Fiquei admirado e passei para a frente da corrida, onde motivado por o ter alcançado "rodei o punho" e olhado para traz ele não veio na roda, ficando-se...

Já liderava o duatlo na primeira volta

Continuei a minha pedalada onde aos 11km passamos novamente em Barbacena concluído a primeira volta na liderança para espanto de muita gente que assistia. A segunda volta era uma questão de gerir, mantendo sempre a grande media, quase 27km/h, conclui a segunda volta onde ainda tinha mais 2,5km de corrida e muito medo das cambrias.. Fiz novamente a transição para os ténis onde me avistam que tinha cerca de 6 minutos de vantagem. Por entre o nevoeiro lá fui correndo novamente, desta por uma vereda até ao castelo, onde fizemos uma espécie de trial a subir e saltar paredes. Mantendo o ritmo e já todo rôto mas com 5mim de vantagem cortei a meta carregado de emoção, não de ter ganho mas sim por poder dedicar uma vitória ao meu pai.



Recuperado da emoção e de algumas palavras que disse ao micro, fui tomar banho e antes do almoço confraternizei no café do Nuno Sequeira a beber umas minis e perto da 13h fomos para o pavilhão multiusos com música ao vivo que quase encheu com mais os participantes da caminhada. Ao fim do almoço veio a entrega de prémios onde das mãos do Sr. Comendador Roldão Almeida recebi o trofeu e deixei mais umas palavras de carinho para este magnifico grupo, Barbaris BTT Team e com o momento alto a entrega da minha proposta de sócio que fez com que recebesse uma enorme salva de palmas.
Cerimonia da entrega de prémio
A seguir ao almoço veio o lanche e a continuação do convívio até cerca das 19h, mantendo a tradição do fecho.

07 abril 2014

Maratona BTT Castelo de Vide 2014

Passadas três semanas do último evento de BTT onde participei e com a vinda novamente da chuva principalmente da ultima semana, voltei a "encostar" novamente a bike, ficando pelo caminho a continuação da preparação para ganhar ritmo. Apesar do pouco andamento de bicicleta a vontade continua a ser a mesma de sempre, confirmando a inscrição em Castelo de Vide, terra do amigo e conhecido Marco Mestre, prova onde nunca tinha participado.

Para este domingo e finalmente era esperado um dia de sol e temperatura amena, ao contrário da semana anterior que foi sempre de muita chuva.

A manha começou com o ponto de encontro na Repsol, onde tive a boleia do amigo P. Guerra e a companhia da sua namorada e da minha namorada. Noutras duas viaturas seguia a restante comitiva SDT representada pelo Rato, Rúben e o Eduardo, bem como mais alguns acompanhantes.

A chegada a Castelo de Vide fora cerca das 8:00h onde levantamos os dorsais e nos deslocamos para o local dos banhos, a fim de deixar-mos lá as viaturas. Com tempo fomos nos equipando e cerca de 20mim antes já estávamos no local da partida, mesmo na frente.., no total eram cerca de duzentos participantes na nossa distancia, já que existiam com partidas separadas.
Alem do estado do piso se esperar muito pesado os cerca de 1000m desnível acumulado de subidas em 50km anunciados pela organização, também não seria tarefa fácil..

As 9:15 fora dada a partida para os 50km, onde percorremos cerca de um quilómetro em alcatrão que serviu para o pessoal começar a marcar “posições”, mais ainda quando começamos logo a subir uma estrada de calçada até ao cimo da Penha, o ponto mais alto. Com cerca de 5 quilómetros pedalados quase sempre a subir começamos a descer também por uma calçada muito perigosa e escorregadia. Seguia muito perto da frente da corrida, composta por três ou quatro participantes e logo atrás mais outros tantos, onde eu seguia. Ao quilómetro sete na descida, começou o meu azar, com o pneu traseiro perdeu muito ar devido a um embate numa pedra.
Apreciar a paisagem..

Seguia na roda isolado com os manos Pinheiro onde ao fim de mais umas descida com muito lamaçal, ganhei a frente aos manos. Ao procurar a marcação, sendo eu que ia na frente deles reparo que não existia qualquer sinalética. Segui mais uns metros e deparo que além da falta fitas também não havia rodados. Invertemos a marcha onde começou a chegar mais alguns participantes que também se perderam, com duvidas onde teria sido o engano. Até chegar ao "entroncamento" onde nos engam-nos foram cerca de 4km e 14mim de atraso, onde constamos que apenas existia um fita... E escudado será dizer que o interesse competitivo terminou para mim, com ele a prova também.., mas como tenho andando pouco achei que seria uma boa maneira de fazer quilómetros, procurando me juntar a um colega de equipa mais atrasado. Calhou apanhar o Guerra onde pouco pois auxiliamos um atleta que acabara de cair e que pedi-o uma ambulância. Encanto o Guerra ficou a chamar ambulância eu voltei a traz onde num cruzamento de estrada estava um miúdo da organização, mas que não me soube ajudar. Continuei uns metros mais acima estava outro elemento da organização mais velho que também ligou a chamar ambulância. Voltei para traz para ir ter com o acidentado quando me deparei com ele a vir ao encontro do alcatrão a dizer que afinal era só uns arranhões... Então com o pneu vazio e sem travão traseiro, solitariamente e já dos ultimo retomei o percurso, á procura do Guerra, que seguira sem esperar por mim.. Faço uns bons quilómetros ultrapassado muitos atletas onde continuei achar as marcações muito fracas, com fitas pequenas e em pontos de fraca visibilidade.

Qual delas a mais mal tratada
Cerca dos 30km volto apanhar o Pedro, onde segui mais um bocado com ele, que tanto me chateou a cabeça para eu seguir, que acabei por ir para a frente numa zona quase impossível pedalar com tanta lama que ate cheirava mal. Nesta última metade do percurso achou a marcação melhor.
Já com Castelo de Vide á vista e com muitos lugares recuperados encontro o meu companheiro Ruben que seguia ao lado da bicicleta com a corrente partida.. 
Acompanhei mais um pouco onde voltamos a ser passados por muitos participantes, atéé passar um elemento da organização de carro que simpaticamente nos emprestou uma chave de corrente.. Ali ficamos os dois enquanto lentamente lhe fui destruindo a corrente ate chegar o Guerra com um elo ligação. Os três retoma-mos a marcha dos cerca de 7km que faltavam, e últimos quilómetros esses de subida ate ao castelo, descendo em direcção á meta, eu com 55km percorridos e por incrível sem uma cambria onde apenas ingeri um gel.

Um brinde á camaradagem e entre ajuda
Cortamos os três em juntos a meta em grande eforia e rizadas, com o tempo de 03:33 min e com a classificação inédita de 111º, onde a restante comitiva SDT nos aguardava com um saco cheio de minis e o Eduardo um troféu do segundo lugar em sub-23.

O almoço fora servido nos bombeiros, onde convivemos e solidificamos os laços de amizade, repondo os líquidos com cergal..

Ainda á procura das marcações..lol
Em suma achei o percurso muito engraçado, com grande potencial paisagístico e histórico, só que a nível de marcação achei muito fraco, onde não existiram quaisquer placas de perigo, as indicações de mudanças de direcção eram poucas e de fraca visibilidade, nas zonas de muita silva, poderiam ter tido atenção de as cortar, já que ocupavam o trilho e podia ferir alguém gravemente, as pessoas que estava espalhas tinham poucas informações e vontade... Acho que são criticas constitutivas que rapidamente se corrigem.

17 março 2014

14º BTTTrigo

Mais de cinco meses de paragem competitiva, foi este o tempo de ausência de participação em eventos de BTT. Um dos motivos foi o estado do tempo o outro foi o surgimento de uma doença gravíssima do meu pai, que acabou por lhe roubar a vida.

No final do ano passado com a paragem competitiva, prometi a mim mesmo que este ano só voltaria a participar novamente em provas de BTT, quando realmente me sentisse preparado para alcançar bons resultados (tope três). O que é certo, sincero e sabido é que ainda não me sinto a 100% para voltar a lutar pelos pódios. Devido a problemas pessoais a minha mente e auto-estima estava mesmo a precisar de sair, divertir, conviver e aliviar.., acabando por atempadamente ir testar minha forma física aqui  mesmo ao lado, em Monte do Trigo, local onde o ano passado triunfei.

A manha começou cerca das 6:30 onde tive como companhia no meu carro a minha namorada, Humberto e o meu primo Borralho. O ponto de encontro foi na Sonap, onde pouco antes das 7:00 a comitiva SDT, que contou como participação dos novíssimos Ruben e Eduardo e o veterano Beja Neves, em acompanhante a irmão do Eduardo a Sara e posteriormente a namorada do Ruben a Dina. Seguimos caminho numa bonita manha de sol com uma temperatura amena..

Representação SDT
Perto das 8:00 chegamos á simpática aldeia, onde rapidamente levantamos os dorsais e nos equipamos, pois eram esperados mais de 400 participantes e não queríamos partir muito de traz.
Com mais de 20min para antes da hora da partida a comitiva SDT já estava reunida mesmo a frente.., onde fomos conversando com outros participantes, enquanto a manga da partida foi ganhando volume..

As nove em ponto foram dadas a partida onde os primeiros quilómetros eram esperados de muito rápidos e rolantes. Ainda consegui seguir na cabeça do pelotão alguns metros, sendo ultrapassado rapidamente por um enorme grupo. Grupo este que ficou dividido em dois, o primeiro com cerca de seis a sete participantes e o grupo perseguidor onde engrenei e com o passar dos quilómetros foi perdendo rodas.. 

Passagem por dentro de uma casa
Consegui manter o meu ritmo e de vez em quando ia avistando a frente da corrida. Os primeiros 20km foram de loucos, com uma média superior aos 30km/h, só mesmo a passagem por dentro de uma casa, um casão na aldeia de Monte Trigo e passagem/enfunilamento em duas pontes de paletes é que fez baixar o velocidade. 

Segui de “pedra e cal" no grupo perseguidor, onde tive a companhia de mais dois ou três persistentes. Na zona de Portel, cerca do quilometro 22, surgi-o a separação e a zona onde era esperado a maior dificuldade do percurso, onde o meu medo era as minha amigas cambrias.. Não fazendo ideia do numero de pessoal que na separação ficara á minha frente, continuei as minha pedaladas desta vez a subir, subir e subir onde foi ultrapassado em grande velocidade por um participante atrasado, que cairá numa das pontes... 


Mesmo em "sofrimento", sempre com um sorriso no rosto :-)
Numa zona mais suja de estevas já eu segui isolado, onde pelos rastos de pneus á minha frente não seriam muitos os participantes.
Numa curva em cotovelo estava "escondida" uma “parede” onde seguiam o pessoal da minha frente..  Ainda acreditei que seria possível alcança-los mas com tão grande inclinação de subida não consegui repor a marcha, apos por os pés no chão acabando por ter que a fazer a pé e assim perder preciosos segundos. A seguir ainda surgiram mais duas ou três subidas ate ao alto S. Pedro e antes ainda fora ultrapassado por outro participante que por sinal estava inscrito para os 65km.

Sabia que depois do alto até Monte Trigo, eram um tirinho, praticamente sempre a descer e que dificilmente recuperaria alguma posição. Ainda tive tempo para quase perder uma, quando a corrente saltou para entre os raios e a cassete. Mesmo a chegar a meta quase que conseguia ultrapassar um atleta, mas que ao se aperceber da minha presença ainda teve forças para sprintar. 

Ao fim de 01:37m com 40km cortei a meta na 7ª posição entre 223 a terminar. Ficando a menos de dois minutos do primeiro o que acabou por saber a pouco, pois tinha em mente tentar fazer pódio para simbolicamente dedicar á memoria do meu pai.. Assim não aconteceu, certamente mais ocasiões irão surgir, no fim de contas não caí e acabei e acabou por não ser assim muito má para quem não tem pedalado nem ritmo de competição, tendo em conta que esta prova estava cheia de pros..

Grande espirito de camaradagem
Aguardei a chegada dos outro elementos SDT, que por sinal não demoraram muito a chegar de forma muito categórica, a excepção do Pato que foi para os 65km. 

Tomas banho e voltamos para o local da chegada onde aguardamos o pato, enquanto dissidiamos onde ir almoçar, pois desta vez optamos por ir almoçar a um restaurante, esse que acabou por ser em S. Manços onde passamos uma excelente tarde de convívio e boa disposição, característico do espirito Sobe e Desce Team..