Meus rescaldos de eventos BTT

07 abril 2014

Maratona BTT Castelo de Vide 2014

Passadas três semanas do último evento de BTT onde participei e com a vinda novamente da chuva principalmente da ultima semana, voltei a "encostar" novamente a bike, ficando pelo caminho a continuação da preparação para ganhar ritmo. Apesar do pouco andamento de bicicleta a vontade continua a ser a mesma de sempre, confirmando a inscrição em Castelo de Vide, terra do amigo e conhecido Marco Mestre, prova onde nunca tinha participado.

Para este domingo e finalmente era esperado um dia de sol e temperatura amena, ao contrário da semana anterior que foi sempre de muita chuva.

A manha começou com o ponto de encontro na Repsol, onde tive a boleia do amigo P. Guerra e a companhia da sua namorada e da minha namorada. Noutras duas viaturas seguia a restante comitiva SDT representada pelo Rato, Rúben e o Eduardo, bem como mais alguns acompanhantes.

A chegada a Castelo de Vide fora cerca das 8:00h onde levantamos os dorsais e nos deslocamos para o local dos banhos, a fim de deixar-mos lá as viaturas. Com tempo fomos nos equipando e cerca de 20mim antes já estávamos no local da partida, mesmo na frente.., no total eram cerca de duzentos participantes na nossa distancia, já que existiam com partidas separadas.
Alem do estado do piso se esperar muito pesado os cerca de 1000m desnível acumulado de subidas em 50km anunciados pela organização, também não seria tarefa fácil..

As 9:15 fora dada a partida para os 50km, onde percorremos cerca de um quilómetro em alcatrão que serviu para o pessoal começar a marcar “posições”, mais ainda quando começamos logo a subir uma estrada de calçada até ao cimo da Penha, o ponto mais alto. Com cerca de 5 quilómetros pedalados quase sempre a subir começamos a descer também por uma calçada muito perigosa e escorregadia. Seguia muito perto da frente da corrida, composta por três ou quatro participantes e logo atrás mais outros tantos, onde eu seguia. Ao quilómetro sete na descida, começou o meu azar, com o pneu traseiro perdeu muito ar devido a um embate numa pedra.
Apreciar a paisagem..

Seguia na roda isolado com os manos Pinheiro onde ao fim de mais umas descida com muito lamaçal, ganhei a frente aos manos. Ao procurar a marcação, sendo eu que ia na frente deles reparo que não existia qualquer sinalética. Segui mais uns metros e deparo que além da falta fitas também não havia rodados. Invertemos a marcha onde começou a chegar mais alguns participantes que também se perderam, com duvidas onde teria sido o engano. Até chegar ao "entroncamento" onde nos engam-nos foram cerca de 4km e 14mim de atraso, onde constamos que apenas existia um fita... E escudado será dizer que o interesse competitivo terminou para mim, com ele a prova também.., mas como tenho andando pouco achei que seria uma boa maneira de fazer quilómetros, procurando me juntar a um colega de equipa mais atrasado. Calhou apanhar o Guerra onde pouco pois auxiliamos um atleta que acabara de cair e que pedi-o uma ambulância. Encanto o Guerra ficou a chamar ambulância eu voltei a traz onde num cruzamento de estrada estava um miúdo da organização, mas que não me soube ajudar. Continuei uns metros mais acima estava outro elemento da organização mais velho que também ligou a chamar ambulância. Voltei para traz para ir ter com o acidentado quando me deparei com ele a vir ao encontro do alcatrão a dizer que afinal era só uns arranhões... Então com o pneu vazio e sem travão traseiro, solitariamente e já dos ultimo retomei o percurso, á procura do Guerra, que seguira sem esperar por mim.. Faço uns bons quilómetros ultrapassado muitos atletas onde continuei achar as marcações muito fracas, com fitas pequenas e em pontos de fraca visibilidade.

Qual delas a mais mal tratada
Cerca dos 30km volto apanhar o Pedro, onde segui mais um bocado com ele, que tanto me chateou a cabeça para eu seguir, que acabei por ir para a frente numa zona quase impossível pedalar com tanta lama que ate cheirava mal. Nesta última metade do percurso achou a marcação melhor.
Já com Castelo de Vide á vista e com muitos lugares recuperados encontro o meu companheiro Ruben que seguia ao lado da bicicleta com a corrente partida.. 
Acompanhei mais um pouco onde voltamos a ser passados por muitos participantes, atéé passar um elemento da organização de carro que simpaticamente nos emprestou uma chave de corrente.. Ali ficamos os dois enquanto lentamente lhe fui destruindo a corrente ate chegar o Guerra com um elo ligação. Os três retoma-mos a marcha dos cerca de 7km que faltavam, e últimos quilómetros esses de subida ate ao castelo, descendo em direcção á meta, eu com 55km percorridos e por incrível sem uma cambria onde apenas ingeri um gel.

Um brinde á camaradagem e entre ajuda
Cortamos os três em juntos a meta em grande eforia e rizadas, com o tempo de 03:33 min e com a classificação inédita de 111º, onde a restante comitiva SDT nos aguardava com um saco cheio de minis e o Eduardo um troféu do segundo lugar em sub-23.

O almoço fora servido nos bombeiros, onde convivemos e solidificamos os laços de amizade, repondo os líquidos com cergal..

Ainda á procura das marcações..lol
Em suma achei o percurso muito engraçado, com grande potencial paisagístico e histórico, só que a nível de marcação achei muito fraco, onde não existiram quaisquer placas de perigo, as indicações de mudanças de direcção eram poucas e de fraca visibilidade, nas zonas de muita silva, poderiam ter tido atenção de as cortar, já que ocupavam o trilho e podia ferir alguém gravemente, as pessoas que estava espalhas tinham poucas informações e vontade... Acho que são criticas constitutivas que rapidamente se corrigem.

17 março 2014

14º BTTTrigo

Mais de cinco meses de paragem competitiva, foi este o tempo de ausência de participação em eventos de BTT. Um dos motivos foi o estado do tempo o outro foi o surgimento de uma doença gravíssima do meu pai, que acabou por lhe roubar a vida.

No final do ano passado com a paragem competitiva, prometi a mim mesmo que este ano só voltaria a participar novamente em provas de BTT, quando realmente me sentisse preparado para alcançar bons resultados (tope três). O que é certo, sincero e sabido é que ainda não me sinto a 100% para voltar a lutar pelos pódios. Devido a problemas pessoais a minha mente e auto-estima estava mesmo a precisar de sair, divertir, conviver e aliviar.., acabando por atempadamente ir testar minha forma física aqui  mesmo ao lado, em Monte do Trigo, local onde o ano passado triunfei.

A manha começou cerca das 6:30 onde tive como companhia no meu carro a minha namorada, Humberto e o meu primo Borralho. O ponto de encontro foi na Sonap, onde pouco antes das 7:00 a comitiva SDT, que contou como participação dos novíssimos Ruben e Eduardo e o veterano Beja Neves, em acompanhante a irmão do Eduardo a Sara e posteriormente a namorada do Ruben a Dina. Seguimos caminho numa bonita manha de sol com uma temperatura amena..

Representação SDT
Perto das 8:00 chegamos á simpática aldeia, onde rapidamente levantamos os dorsais e nos equipamos, pois eram esperados mais de 400 participantes e não queríamos partir muito de traz.
Com mais de 20min para antes da hora da partida a comitiva SDT já estava reunida mesmo a frente.., onde fomos conversando com outros participantes, enquanto a manga da partida foi ganhando volume..

As nove em ponto foram dadas a partida onde os primeiros quilómetros eram esperados de muito rápidos e rolantes. Ainda consegui seguir na cabeça do pelotão alguns metros, sendo ultrapassado rapidamente por um enorme grupo. Grupo este que ficou dividido em dois, o primeiro com cerca de seis a sete participantes e o grupo perseguidor onde engrenei e com o passar dos quilómetros foi perdendo rodas.. 

Passagem por dentro de uma casa
Consegui manter o meu ritmo e de vez em quando ia avistando a frente da corrida. Os primeiros 20km foram de loucos, com uma média superior aos 30km/h, só mesmo a passagem por dentro de uma casa, um casão na aldeia de Monte Trigo e passagem/enfunilamento em duas pontes de paletes é que fez baixar o velocidade. 

Segui de “pedra e cal" no grupo perseguidor, onde tive a companhia de mais dois ou três persistentes. Na zona de Portel, cerca do quilometro 22, surgi-o a separação e a zona onde era esperado a maior dificuldade do percurso, onde o meu medo era as minha amigas cambrias.. Não fazendo ideia do numero de pessoal que na separação ficara á minha frente, continuei as minha pedaladas desta vez a subir, subir e subir onde foi ultrapassado em grande velocidade por um participante atrasado, que cairá numa das pontes... 


Mesmo em "sofrimento", sempre com um sorriso no rosto :-)
Numa zona mais suja de estevas já eu segui isolado, onde pelos rastos de pneus á minha frente não seriam muitos os participantes.
Numa curva em cotovelo estava "escondida" uma “parede” onde seguiam o pessoal da minha frente..  Ainda acreditei que seria possível alcança-los mas com tão grande inclinação de subida não consegui repor a marcha, apos por os pés no chão acabando por ter que a fazer a pé e assim perder preciosos segundos. A seguir ainda surgiram mais duas ou três subidas ate ao alto S. Pedro e antes ainda fora ultrapassado por outro participante que por sinal estava inscrito para os 65km.

Sabia que depois do alto até Monte Trigo, eram um tirinho, praticamente sempre a descer e que dificilmente recuperaria alguma posição. Ainda tive tempo para quase perder uma, quando a corrente saltou para entre os raios e a cassete. Mesmo a chegar a meta quase que conseguia ultrapassar um atleta, mas que ao se aperceber da minha presença ainda teve forças para sprintar. 

Ao fim de 01:37m com 40km cortei a meta na 7ª posição entre 223 a terminar. Ficando a menos de dois minutos do primeiro o que acabou por saber a pouco, pois tinha em mente tentar fazer pódio para simbolicamente dedicar á memoria do meu pai.. Assim não aconteceu, certamente mais ocasiões irão surgir, no fim de contas não caí e acabei e acabou por não ser assim muito má para quem não tem pedalado nem ritmo de competição, tendo em conta que esta prova estava cheia de pros..

Grande espirito de camaradagem
Aguardei a chegada dos outro elementos SDT, que por sinal não demoraram muito a chegar de forma muito categórica, a excepção do Pato que foi para os 65km. 

Tomas banho e voltamos para o local da chegada onde aguardamos o pato, enquanto dissidiamos onde ir almoçar, pois desta vez optamos por ir almoçar a um restaurante, esse que acabou por ser em S. Manços onde passamos uma excelente tarde de convívio e boa disposição, característico do espirito Sobe e Desce Team..

13 janeiro 2014

Troféu Trail Centro Vicentino da Serra

Já algum tempo que andava com vontade de experimentar em participar num evento de atletismo ou  trail. Pelo que me tenho apercebido ambas estas modalidades estão em alta, com um grande número de adeptos. O trail é ate mesmo por muitos considerado o desporto da moda, com um grande aumento de atletas de ambos os sexos de todas as idades..
Em Outubro praticamente encostei a bike, continuei as minhas corridas, aumentando em distancia e o passo por quilometro..

Já o ano passado tinha ouvido falar desta prova de trail em Portalegre, com curiosidade em ver como se organiza este tipo de evento e com a proximidade local, não hesitei em me inscrever e confirmar a minha presença ainda na primeira fase..

Para este evento o regulamento obrigava algum material. Um copo/mochila de hidratação, uma manta térmica, um apito, telemóvel e impermeável, como não querei desrespeitar a obrigatoriedades, atempadamente adquiri alguns destes acessórios...

O meu primeiro frontal trail
Para este evento tinha como companheiro de corrida o João Borralho e sua esposa, só que á ultima hora por motivos de trabalho não pode participar.

A manha começou cerca das 7:30h com algum nevoeiro e aspecto de chuva, onde a minha companheira e namorada me fez companhia e me prestou apoio em alguns dos abastecimentos.

A chegada já se viam muitos grupos a correr de lado para lado. Levantei o frontal no mercado municipal, local este onde estava montada toda a logística, partida/chegada e degustação.
Apos levantar o frontal fui para o carro onde acabei de me equipar. Dirigi-me novamente para o locar da partida onde continuava a sentir a sensação de ser uma pessoa “estranha” por entre os outros atletas, fora da minha praia...

Este evento era composto por três percursos, com partidas diferentes. As 9:00 saíram os cerca de duzentos e vinte participantes para a distância 42km com contagem de pontos para a Taça Nacional Trail. Passados dez minutos partiu a minha distância de 22km, onde me atrasei e parti de traz.., como no BTT.

Percorremos algumas ruas de Portalegre onde tive que acelerar o passo para não me distanciar da frente da corrida, sentido de imediato o desconforto/sacolejar da mochila de hidratação, já que nunca tinha experimentado em correr com peso. Mal tinha começado e já estava a "sofrer".

 Após esses dois quilómetros iniciais que lentamente foram a subir, pelo meio de algumas hortas, começou a maior dificuldade com uma longa subida. Os primeiros metros ainda consegui ir a correr por entre pessoal e ganhar mais alguns lugares, depois comecei a sentir um enorme peso nas pernas, com a sensação que os músculos iam rebentar, passei andar.., correr, andar.., assim sucessivamente ate ao termino dessa subida por entre um pinhal, pagando esforço da corrida da passada quarta-feira em subida. Apos essa subida surgiu o primeiro single por meio de arvoredo e arvores, com muita pedra pelo meio, ponde ganhei um novo folgo e mais uns lugares.

O primeiro abastecimento estava situado ao quilómetro 7 num lindo local de muita verdura onde já estava misturado com o pessoal da distância maior.

Apos esse ponto foi novamente a subir, desta vez por uma calçada romana ate ao ponto mais alto da minha distância, cerca dos 800m, onde a paisagem era composta por eucaliptos.
Tudo que se sobe, desce...,descemos um corta-fogo de grande inclinação, fazendo uso da técnica descida. Ao fim era no esperado um ribeiro com muita pedra e mais á frente umas subidas paisagisticamente brutal..

Ao quilometro 15 estava mais uma zona de abastecimento, controle e divisão de percursos, animada por um grupo de matrafonas..

Á separação acabei praticamente por ficar sozinho, pois ate ai tive sempre companhia das duas distâncias. Com mais de metade percorrida, já me estava a sentir mais ambientado e psicologicamente menos fatigado... O melhor do trail surgi-o apos a separação, na passagem por dentro de uma ribeira grande tipo cascata, entre muita pedra com auxílio de cordas, saltamos de pedra em pedra algumas dezenas de metros, por vezes tínhamos que nos molhar ate aos joelhos.

Uma das várias pessoas que estavam auxiliar os participantes dentro da ribeira, informou-me que estava na 14º posição o que não era mau, mas eu queria melhor e ainda faltavam cerca de cinco quilómetros para o fim.
Á saída da ribeira surgiram mais umas hortas e mais uma subida onde comecei a dar sinal de cambrias e do homem da marreta sendo obrigado mais uma vez a trocar a corrida pelo andar..

Fui alcançado por mais dois participantes, que juntos fomos ate ao último abastecimento cerca do quilómetro 18. Já faltando pouco para a meta e sabendo que era quase sempre a descer ate Portalegre ganhei alguma vantagem na descida, mas por pouco tempo, pois surgiu mais uma subida embora curta que acabei por ser ultrapassado por um dos atletas.

Ao fim de 21km com 800m de subida, cortei a meta em 11º lugar com um tempo de 01h:59 entre 189 participantes., era assim a minha estreia no trail..

Tomei duche e voltei para o local do evento, onde aguardei mais a minha namorada Lúcia pela abertura do self-service ou reforço alimentar, pois não é considerado almoço ate porque faz todo o sentido, quando só temos direito a uma bebida, uma sopa de couve com feijão e a bola (fatia de pão com carne misturada).a sobremesa foi um mini doce de açúcar com mel....
Acho que era preferível pagar mais e comer melhor.

Em resumo a nível de organização é basicamente como no BTT. Este muito bem marcado e sinalizado, com muitas fitas e placas, mais zonas de espectáculo do que no BTT como por exemplo subidas por muros e pedras, auxílio de cordas, passagem por ribeiros, casas pontes estreitas, arvoredos etc.., é verdade que o magnifico parque natural de S. Mamede também ajudou. 





A nível paisagisticamente, brutal, do melhor que vi, muita diversidade de paisagens e verdura. Aconselho vivamente a experimentar, quem não conseguir corre faz andar.

A nível físico para que vai tentar competir e dar o seu máximo é bastante duro e desgastante principalmente a nível muscular, os joelhos e tornozelos são os mais massacrados. Durante dois dias fiquei a saber que tenho músculo que desconhecia, devidas as dores que ressaquei.

01 janeiro 2014

Rescaldo do ano desportivo de 2013

Com 2014 a entra da pior maneira possível, com um problema muito grave de saúde do meu pai, adivinha-se um ano muito mau…, de ma venho aqui deixar um pequeno resumo do meu ano desportivo de 2013.

Comecei o presente ano com a batalhar de perca de peso, onde dei continuação a corrida.
Para tentar acompanhar a "concorrência" tinha que ter uma máquina á altura, entrando eu também no mundo das 29er, adquirindo uma grande máquina Cannondale que me fez renascer novamente o gosto pelo BTT.

Em Março o primeiro desafio foi a participação em grupo no Geo Tour, evento de dois dias orientados por GPS, onde pedalamos em grupo mais de 150km com um acumulado de subidas superior a 3500m. A semana que se segui foi de grande reviravolta, sendo nomeado presidente do Sobe e Desce..
Passados quinze dias com a minha estreia mais competitiva em provas, "assentei praça em general" com um primeiro lugar.

Os meses que seguiram continuei a mostrar grande forma com mais alguns pódios e uma presença constante nas frentes das corridas, acabando por ser prejudicado em alguns resultados pelo desgaste físico inicial de ir na frente a puxar.. Duas semanas de virose no final de Maio início de Junho também não ajudaram em nada. Mas como nunca baixo os braços no mês de Julho, Agosto e Setembro estive imparável, continuado a conquistar pódios, sendo em Setembro um duplo pódio.., sábado e domingo.
Em Outubro resolvi fechar o ano betetista em eventos competitivos, da melhor maneira com mais um primeiro lugar.

No total terminei treze dos 14 eventos de BTT onde participei, conquistei 11 troféus, subindo ao lugar mais alto do pódio 6 vezes.

Como chave dos bons resultados que obtive no presente ano 2013, desconhecendo o futuro que se segue, só me resta agradecer de forma muito sincera e humilde a alguns pessoas que indirectamente tiveram influência no que considero do meu sucesso.


Aqui deixo o somatório anual dos quilómetros pedalados na bike de montanha, bike de estrada e corrida, COM DESTAQUE PARA PROPORCIONALMENTE TER MAIS QUILÓMETROS DE CORRIDA DO QUE TENHO DE BTT..



Contagem:94 Actividades

Distância:4,093.03 km

Hora:172:16:01 h:m:s

Ganho de elevação:57,244 m

Veloc. média:23.8 km/h

RC méd.:146 bpm

Cadência média de bicicleta:82 rpm

Calorias:119,106 C


Contagem: 35 Actividades

Distância:1,538.82 km

Hora:85:49:27 h:m:s

Ganho de elevação:31,411 m

Veloc. média:17.9 km/h

RC méd.:151 bpm

Calorias:54,854 C




Contagem: 97 Actividades

Distância:1,131.49 km

Hora:83:34:49 h:m:s

Ganho de elevação:15,966 m

Veloc. média:13.5 km/h

RC méd.:158 bpm

Calorias:61,684 C



Contagem: 202 Actividades

Distância:5,242.52 km

Hora:262:15:50 h:m:s

Ganho de elevação:73,209 m

Veloc. média:20.3 km/h

RC méd.:151 bpm

Cadência média de bicicleta:82 rpm

Calorias:180,790 C

08 novembro 2013

Gosto, dedicação e evolução no desporto..

Na vida até morrermos estaremos sempre em constante aprendizagem, por vezes até com os nossos próprios erros.

Resolvi escrever este artigo onde irei partilhar a minha vida desportiva, evolução, retardamento, minhas voltas de bike de estrada, bike de BTT entre outros exercícios físicos que pratico regularmente. Começando pela simples explicação e minha opinião pessoal de eu dizer que pratico exercício físico regularmente e não lhe chamar "treinar"... 
Para começar não tenho nem nunca tive treinador, alguém que me oriente ou me diga o que tenha ou não a fazer, como o fazer, o que tomar, o que não devo beber ou comer, etc..
Todas aquelas paneleirices que ouço comentar de quem leva mais "a peito" os treinos desportivos. Como tal considero-me uma pessoa autónoma e faço o que acho ser o melhor para me sentir bem fisicamente e mentalmente, algumas das vezes possivelmente faço mal, abuso mas faço á minha maneira, não ao que outros dizem, ou dos "livros", revistas, net etc..


Minha primeira aparição no BTT em Abril de 2007
Comecei no BTT em Abril de 2007 onde participei na meia-maratona de Estremoz na distância de 50km, onde o meu peso na altura era cerca de 87kg. Sem qualquer andamento, experiência e muito menos conhecimento básico do BTT, apresentei-me na minha Scott de 15kg, de ténis e um capacete do tempo da Maria Cachucha. O meu único andamento de bike era de casa para a loja e vice-versa. Escusado será dizer que levei um empeno brutal, com os últimos quilómetros percorridos praticamente ao lado da bicicleta devido a fraqueza e cansaço. Mas com o espirito de sacrifício consegui acabar a prova entre os 60 primeiros, ficando impressionado com a magnífica beleza da Serra d' Ossa e com o espirito betetista.




Esboço por mim criado do logótipo SDT
Voltas domingueiras sempre muito animadas...

Foi nessa mesma prova em que na partida conheci os primeiros elementos e posteriormente fundadores do grupo Sobe e Desce Team. No domingo seguinte á prova estava de novo na serra com esses mesmos amigos onde nas primeiras vezes o maço de tabaco era mais um objecto a levar na jersey, quando parávamos para comer uma barrinha eu queimava um “prego”.

Na altura já frequentava o ginásio durante a semana, mas com o objectivo de criar "cabedal", força de braços e peitos, nunca viria a imaginar em largar o “trabalho” da cintura para cima e começar a trabalhar o da cintura para baixo..


Ai que grande empeno.., mas consegui terminar;-)
Em 2008 participei nos 100km da maratona de Portalegre onde o objectivo era terminar, bem como nesse mesmo ano todas a provas onde participei fora sempre na distância maior.

"O Final foi feito por mim completamente esgotado, rôto, arrebentado mas com forças ainda para fazer as ultimas subidas em cerca de 7km até ao Jardim de Portalegre onde fora a meta, ultrapassando pessoal da meia maratona, pois os percursos juntavam-se novamente no final. Eu dou com a quantidade de pessoal tudo a  a subir ao lado das bikes... e saber que só tinha pedalado 54 km e estavam naqueles estado de "esvaecimento", o que me deu-me uma força psicológica para o resto que faltava, sempre montado na minha Scott de quase 15 kg após 97km e fazer os 102km até há meta. 

Onde só conclui um objectivo que tinha pois foi o termina a prova. 
As 5:00 horas passaram a ser 05h:40 os 200 primeiros a 203º....mas acabei sem quedas e problemas de maior... "


O primeiro dorsal do Troféu de Évora 2009
Minha nova maquina MSC

Em 2009 já tinha perdido cerca de 13kg da minha massa gorda e já tinha trocado a Scott por uma MSC. No início desse ano participei na primeira edição do trofeu de Évora, concluído quatro provas das cinco, no 7º lugar do meu escalãoMas o melhor resultado desse troféu ainda estava para aparecer, com a grande preparação que por lá ganhei, amizades, experiência e muita técnica (ganhei para um bom "kit de unhas").






Minha primeira grande vitória em Elvas
No início desse verão resolvi 
seguir o conselho do meu pai que me disse para eu deixar de participar nas distâncias maiores e começar a participar nas mais pequenas. Ao que parece ele tinha toda a razão e em pleno verão conquistei o primeiro lugar do pódio na vitória dos 55km em Elvas, logo a seguir a este mais alguns surgiram sempre nas distâncias mais curtas. Afinal o meu pai sabia onde estava escondido o meu potencial, provas de curtas distâncias umas das causas. O meu melhor desempenho tem a ver com a falta de preparação para bons resultados nas distâncias maiores já que o meu horário de trabalho não me permite preparar para longas distâncias ao contrário de muitos outros atletas desta andanças..


A nicotina continuava a ser o meu aquecimento pulmonar preferido
 Em 2010 continuei a subir aos pódios, mantendo a minha imagem de marca em fumar antes e depois das provas, deixando muito pessoal incrédulo com minha resistência. Penso que o meu segredo estava e está na minha capacidade psicológica de sofrimento, pois durante os meses de Inverno e Outono poucos quilómetros de bicicleta pedalo, apenas nas aulas de spinning uma vez por semana e mais uns cardidos no ginásio.

Em 2011 os pódios começaram a ser uma miragem e minha prestação nas provas já era conhecido pelo 6º, na generalidade das provas em que participei nesse mesmo ano conclui praticamente sempre na 6º posição.
Mantendo os mesmos exercícios físicos dos anos anteriores (Segunda- folga; Terça- ginásios e spinning, Quarta; as vezes piscinas; Quinta- ginásios; Sexta- relax; Domingos- prova ou volta com o pessoal SDT), excepção para alguns domingos que quando não ia com o pessoal SDT ia dar uma volta maior de bike de estrada fazer quilómetros.

O meu fast recovery preferido até aos dias de hoje..
Mantendo os mesmos exercícios dos anos anteriores, bem como mantendo a vida boémia e de tabagismo, algo estava a falhar. Conclui que não era eu que estava pior., o pessoal é que estava muito melhor.., possivelmente a falta de emprego também ajudou, havendo cada vez mais pessoal andar/treinar, mais dedicados ao BTT.. Mesmo assim ainda consegui arrecadar dois trofeus, mas muito longe do anterior ano.

Início de 2012 resolvi perder a "cabeça" e ao contrário do que muita gente poderia imaginar e acreditar comecei o ano deixando de fumar, mas nunca as belas das cervejolas.

Acreditando que o ano de 2012, após o tabagismo seria o meu ano de voltar novamente aos pódios, continuando eu os meus exercícios físicos da mesma maneira como no ano anterior, com excepção ao ter acrescentado a corrida mais intensa e em maior número de vezes. A corrida além de ser um excelente exercício de pernas era uma grande ajuda para "limpar" os pulmões já que as voltas de bike eram poucas ou nenhumas.

No final de Fevereiro tanto abusei na passadeira a correr que comecei a sentir uma dor muito forte na virilha que rapidamente me obrigou a por pausa a corrida. Numa ida ao médico de família, sem exames médicos, diagnosticou-me uma hérnia inguinal..., sendo a solução proposta pelo médico, fazer a minha vida normalmente, se agravar (rompimento da parede abdominal) então aí teria de ser operado.
Mas para mim a vida normal á fazer todos os exercícios físicos que gosto e me dão prazer e sendo, assim sendo a corrida acabara por ficar de fora dos meus planos devido as dores que sentia, ou por vezes até com um certo movimento no dia a dia.

Em Março comecei as provas de BTT onde os resultados finais falharam minhas expectativas, com péssimos resultados, tendo o mural ficando em baixa. Então grande sacrifício do início do ano em deixar de fumar não se estava exprimir em bons resultados. Vários amigos me alertaram que devia ter mais paciência e saber esperar, pois não é de um dia para o outro que os resultados aparecem.


Eram só mais 7 kilos de gordura..eheh
No inicio do verão comecei a notar a minha barriga aumentar e com ela a massa gorda. É verdade que as cervejas tinham uma certa percentagem nesse resultado.., mas foi coisa que sempre bebi... Então a culpa estava virada para uma das consequências habituais de quem deixa de fumar.
Sem saber o que fazer para combater o aumento de peso, tive que me rebaixar e começar a tomar o que eu chamo de "drogas", (suplementos desportivos), esses para ajudar na perca de peso, foram eles o CLA, Extreme Cut Explosion e L-Carnitina.
O CLA acabou por ser o meu preferido e único suplemento que tomei cerca de oito meses.





Em meados do verão, sendo altura com mais calor seria a melhor fase para perder peso, onde as voltas de bike depois das 19:30 estavam de volta, mas a queima das gordura não me estava ajudar nesta luta contra a balança.

Resolvi combinar com um velho amigo a experimentar ir correr novamente apesar do receio da dor voltar, pois já tinha passado cerca de 3 meses. Devagar na mesma semana corri 7 km e na segunda já fui sozinho, aumentando o ritmo, só no final da corrida é que sentia dor na virilha mas suportável. Dor essa que foi desaparecendo lentamente e no final do verão já conseguia correr 17km..
Finalmente estava num bom caminho para a perca de peso, pois os bons resultados passam também pelo peso.

Em Outubro participei na que seria a ultima prova de 2012 onde me deparei com um outro obstáculo a transpor.. as bike roda 29er...


O meu CLA.. (correr, correr e correr.., com sinta)
Com os dias a anoitecerem mais cedo, estava de volta ao ginásio duas vezes por semana, uma das vezes era spinning a outra cardio. Nos dias que não ia ao ginásio, continuei as minhas corridas, duas 2x por semana distância acima dos 8km, ignorando completamente a meteorologia, pois estava focado em perder peso, continuando com os comprimidos de CLA e a bike só entrava nos domingos e não todos..

Ate final de Novembro os resultado teimavam em não aparecer na balança que continuava nos 78kg. Com o tempo mais chuvoso a prática do BTT e as provas estavam em standy by.

Inicio de 2013 continuei a minha luta á procura de retomar a minha passada forma física e onde finalmente e para meu espanto apesar de ser uma altura contraditória á perca de peso (natal/ano novo), constatei ter finalmente perdido cerca de 3kg, nunca abdicando de certos alimentos e claro muito menos da cervejolas.
Alem de querer perder peso e ganhar forma física tinha outra ideia metida na cabeça.., a 29er, pois estava a ver toda a “concorrência” a se munir das 29er para atacar o ano de 2013, como prova da minha desvantagem tinha em mente a maratona de Outubro no Alvito em que os "tractores" arrasaram completamente nas zonas planas.
Antes de perder mais dinheiro fiz contas á vida e investi na Cannondale F29 alumínio 1... Agora sim uma bike á altura, mas para isso e ao contrario de muitos tinha que fazer conta era com as minhas pernas e não com a bike..

Estreia gloriosa da Cannondale F29 em provas de BTT.
Em Março continuava as minhas grandes corridas, ginásio e aproveitava para relaxar com uma ida semanal as piscinas, procurando pessoalmente o que me fazia sentir bem e ao mesmo tempo motivado fisicamente e psicologicamente. Embora talvez subcarregado de exercícios físicos semanalmente onde o objectivo principal da perca de peso passou. Passou a ser um vício fazer actividade física.

Na falta de preparação com andamento de bike, contava com uma "carta na cartola", o meu novo amor F29 e que no início do ano me devolveu novamente o gosto pelo btt devido a um maior conforto, mais velocidade e segurança. Tinha finalmente a bike com as minhas características principalmente a rolar. Só que ainda faltava uma coisa!!.., um teste a serio que já estava agendado para meados de Março na meia-maratona de Monte do Trigo. Com o mural em alta e a barriga finalmente em baixa, reapareci, pedalei e venci. Não podia ter começado de melhor forma as provas neste 2013.


Não poderia ser melhor a minha aparição em 2013
Possivelmente muita gente não queria acreditar que o mito do Carlos Merino estaria de volta e desta vez em grande forma física, ou então tinha tido apenas a sorte de vencer, mas quando o corpo já não consegue, a alma ajuda...

Em suma até á data presente tem sido o ano em que melhores resultados tenho realizado, como chave do meu sucesso passa pela minha nova maquina, pelos muitos quilómetros de corrida que resultou na minha nova forma física, mais leve, mais forte e sem quais quer produtos. O CLA e ZMA desde Março que ficaram em suspensão. 

O meu verdadeiro CLA que me ajudou a perder peso, está escondido debaixo das minhas blusas/t-shirt/jersey.., é uma cinta com velcro que queima a gordura na zona abdominal, zona essa muito critica no meu corpo, já que bebo grande quantidade de cerveja..

Como resumo deste meu grande texto/historial e sendo uma pessoa muito sincera e honesta vou deixar aqui escrito o que para muitos chamam de treino e suplementos e substancia.


Semana sem eventos BTT durante os meses de Setembro a Abril.

Segunda: Descanso
Terça: Ginásio exercícios manutenção e 45 minutos spinning
Quarta: Corrida pela cidade
Quinta: 45 minutos de natação
Sexta: Ginásio/exercícios de manutenção
Sábado: Corrida longa ao final da tarde (mínimo 12km)
Domingo: Passeio domingueiro com o pessoal SDT ou volta de bike estrada sozinho dependendo da noitada de sábado.


Semana com eventos BTT durante os meses de Setembro a Abril.

Segunda: Descanso
Terça: Ginásio exercícios manutenção e 45 minutos spinning
Quarta: Corrida pela cidade
Quinta: 45 minutos de natação
Sexta: Ginásio/exercícios de manutenção
Sábado: Volta curta de bike de estrada com mais cadência
Domingo: Prova.

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Semana sem eventos BTT durante os meses a Abril a Agosto.

Segunda: Bike de Estada (cerca de 1:30)
Terça: Corrida em média com mais de 10km pelo campo
Quarta: Descanso
Quinta: Bike de Estada (cerca de 1:30)
Sexta: Bike de Estada (cerca de 1:30)
Sábado: Corrida longa ao final da tarde (mínimo 15km)
Domingo: Passeio domingueiro com o pessoal SDT ou volta de bike estrada sozinho dependendo da noitada de sábado..
  

Semana com eventos BTT durante os meses a Abril a Agosto.

Segunda: Bike de Estada (cerca de 1:30)
Terça: Corrida em media com mais de 10km pelo campo
Quarta: Descanso
Quinta: Corrida em média com mais de 10km pelo campo
Sexta: Bike de Estada (cerca de 1:30)
Sábado: Volta curta de bike de estrada com muita cadência
Domingo: Prova

Bike BTT: Só é utilizada para como meio de transporte da parte da tarde de casa para o trabalho e nos fins de semana, ou para o passeio domingueiro com o pessoal do Sobe e Desce ou então nas provas..

Bike de Estrada: Em relação as volta que faço na bike de estrada nos meses de Abril-Agosto, tento ir uma vez por semana á Aldeia da Serra e voltar sempre em red line. Outro tipo de volta é tipo á contra-relógio onde tento bater e melhorar os KOM (programa do strava), bem como este ano tenho-me preocupado em fazer cadencia sempre alta)

Corrida: Na corrida tento sempre variar nos percursos para não se tornarem monótomos. O meu objectivo é definido por mim antes da partida, onde umas vezes passa por fazer longas distancias, outras mais pequenas mas sempre com o mínimo de tempo por quilómetros…


Suplementos e bebidas nos dias de provas:  Pequeno-almoço como uma sandes e bebo dois copos de sumo ou coca-cola, antes da partida bebo meio bidon de fast recover enquanto me equipo. Nos bidons da bike levo um com água (para quando bebo os géis) e um com bebida isotónica. Nos bolsos do jersey é sempre obrigatório o MP3, cerca de 4 géis e quando á na sede, um shot e um tubo de manganésio. Após a conclusão das prova antes do almoço como uma sandes e quando tenho alguma tabanca ao pé bebo umas mini para abrir o apetite..

Suplementos e bebidas durante a semana: Quando não me esqueço, tomo diariamente um magnésio efervescente (LIDL), no ginásio cerca de dois bidons só com agua del cano, quando vou correr mais de 15 km e está muito calor levo na mão um garrafa de agua e por vezes apenas um gel..
Nas voltas domingueiras com o pessoal SDT, nos bidons, agua del cano e no jersey 3-4 barras do lidl. Nos meses de verão na curta e rápida volta de bike de estrada depois do trabalho, simplesmente agua del cano nos bidons. Quando me sinto mais fatigado e tenho ZMA em casa tomo, o CLA já faz parte do passado e para ser sincero enquanto tomei não vi grandes resultados directos de emagrecimento.



Um brinde á amizade e companheirismo..
O meu grande suplemento é na verdade a cerveja onde tendo uma vida monótona e de solteiro (mas comprometido..lol) passa pelo consumo semanal em 5 dias dos 7 da semana, em media consumo 7 jolas medias, com tendências aumentar nos sábados/feriados em que no outro dia de manha não preciso ir bulir.. 
Excepção nas noites depois de jantar que antecedem as provas.
A minha mãe e meu pai em 2009 após falecimento da minha avo..



A finalidade deste texto resume-se em partilhar, o meu rescaldo desportivo dos ultimos seis anos, da minha grande força de vontade, espirito de sacrifício e do apoio psicológico dos que me são mais querido  ..         
Minha namorada Lúcia que me acompanha quase sempre..








No meu caso em particular passa pelos meus pais, a minha namorada e os meus amigos...


Ainda existe amor á camisola... Grupo SDT 4 ever..






De forma simbólica mas sincera e sentida quero aqui deixar os meus agradecimentos a todos eles que me tem vindo a dar apoio durante estes anos.. Pois devo muito do meu sucesso e bem estar psicológico a estas pessoas que já mais esquecerei e que tem sido determinastes em algumas fases boas e mas da vida minha..

21 outubro 2013

1ª Maratona BTT "cidade de Moura"

Continuando a "politica" de pedalar só de quinze em quinze dias.., este domingo dia 20 de Outubro era fim de semana de pedalar, desta vez a escolhida foi a 1ª maratona BTT Casa do Benfica de Moura, prova que já tinha na minha agenda desde fora anunciada a promoção do evento, devido a não ser muito distante de Estremoz e ter curiosidade de pedalar por aqueles lados..

A alvorada começo ainda de noite, por volta das 6h onde aguardei que o Luís Bilro me fosse buscar, bem como depois apanhamos o A. Beja Neves na Gloria e seguimos os três em direcção a Moura, onde sabíamos que teríamos a representação de mais cinco elementos da Rota e um do SDT..

A chegada fora por volta das 8h onde o sol teimava em aparecer. Levantamos os frontais onde como brinde principal era uma garrafa de vinho. Fomos deixar o carro junto ao local dos banhos/ lavagem de bikes..
Nas calmas fomos nos equipando e conversando com alguns amigos e conhecidos que também por ali estavam. Sem grandes pressas desloquei-me para junto do local da partida, onde já circulavam alguns grupos de betetistas..

Para esta primeira edição estavam confirmados cerca de 130 atletas para as duas distâncias, na maioria para a minha de 45km e cerca de três dezenas para os 70km.
Antes da partida ouvira por alguns participantes das redondezas que choveria muito no dia antes e que se esperava muita lama e alguns zonas.

As 9:05h fora dada a partida após o briefing, onde percorremos alguns metros atrás do carro da polícia e de imediato ganhei-a melhor recuperando para uma melhor posição.
A saída do alcatrão já seguia na primeira posição, mas onde ninguém se quis poupar de inicio começamos logo a fundo para tentar dissipar o pulutao.., O amigo José Miguel foi o primeiro a dar o esticão, onde a frio o fui acompanhando com mais dois ou três atletas que não me largaram a roda.. A passagem por uma ribeira com grande caudal a maioria dos atletas fazia a pé, montando do outro lado e logo com um subida pequena frente, subida essa que sérvio para partir o grupo, eu fiquei isolado com o José a poucos metros á minha frente mas lentamente ganhei alguns segundo para os meus perseguidores mais directos.
Percorremos mais alguns quilómetros onde foi ganhando uma vantagem mais confortante mas com alguma dificuldade física, pois dava cinco ou seis pedaladas fortes.., tinha que dar uma mais fraca para aliviar a carga, pois sentia nos quadricípites junto aos joelhos uma dor… talvez devido a excesso de corrida com pouco descanso.

A descer para a vitoria desde os primeiros quilómetros
Cerca do quilometro 18 consegui colar ao Almeida numa zona de muito barro que duplicou o diâmetro dos pneus e o peso da bike. Juntos e nos apoiando um ao outro fomos até á separação de percursos, onde ele seguido para os 70km e eu para os 45km. Ainda faltavam cerca de 15km para o final e naquele ponto a dificuldade era redobrada com estrada a subir ligeiramente por meio do olivar completamente cheia de lama, onde continuava as pedaladas aos bocejos mas solidariamente onde atenção era redobrada á procura das marcações ..

Mais uns quilómetros em sobe e desce desta com piso mais seco e apareceu o ultimo abastecimento, onde parei para comer uma banana e molhar a corrente que estava cheia de lama..
Já com Moura á vista, embora ainda longe baixei o ritmo pois se não tivesse nenhum problema mecânico ou de me enganar, com a vantagem que tinha do participante a traz a vitoria estava assegurada.. Antes de terminar ainda apanhei um valente "susto" quanto a cerca de cinco quilómetros do fim o percurso se cruzava e retomava com o inicial, pois tinha uma seta num sentido esquerdo e nas costas de frente!!!.., sem a mota como referencia lembrei-me que tinha visto o track no google que o final era coincidente com o inicial, só que não sabia bem de qual a direcção, já que estava num entroncamento e havia rodados de bikes nos dois sentidos. Só havia uma solução, confiar na placa... Mais com receio de estar enganado fui seguindo as fitas até entrada de uma estrada de alcatrão, ponto esse onde era o inicio da prova e onde o carro da policia nos deixara no inicio..
A partir daí já não havia fitas ate encontrar um escuteiro que estava ao serviço da organização me indicou (e descansou) do local da chegada onde ao fim de 45km com o tempo de 01:48h cortei a meta isolado com lugar mais que merecido.
Tratamento de beleza á minha Cannondale F29
Se não tive mais concorrência directa á disputa do primeiro lugar tivesse havido, pois eu e mais cerca de uma centena de participantes estávamos lá nos 45km também e também com muita lama e onde a prova de Santarém não é desculpa para não participarem no outro dia em Moura, falo por mim já fiz dois pódios com intervalo de 14horas descanso.

Esperei pela chegada dos restantes participantes, principalmente pelo meu team..
Fomos lavar a bike onde apenas existia uma mangueira e uma fila.de pessoal á espera de retirar a maior parte do barro. Depois do banho da bike e do meu banho fomos para o parque de feiras onde fora servido o almoço servido em self-service atenciosamente por pessoal do staff..

Mais um original e bonito troféu em era da Troika..
Após o almoço houve a entrega de prémios, algo confusa e com troca de classificações entre o 2º lugar e o 4º lugar da minha distancia, mas nada que eu tivesse respeito.
Para finalizar ainda dei uma entrevista para o canal Benfica TV..

Em resumo e tendo em conta ser a primeira edição, gostei bastante, todo o pessoal da organização mostrou vontade me melhorar alguns erros, claramente por falta de experiencia e que para o ano com certeza serão corrigidos.