Meus rescaldos de eventos BTT

21 outubro 2013

1ª Maratona BTT "cidade de Moura"

Continuando a "politica" de pedalar só de quinze em quinze dias.., este domingo dia 20 de Outubro era fim de semana de pedalar, desta vez a escolhida foi a 1ª maratona BTT Casa do Benfica de Moura, prova que já tinha na minha agenda desde fora anunciada a promoção do evento, devido a não ser muito distante de Estremoz e ter curiosidade de pedalar por aqueles lados..

A alvorada começo ainda de noite, por volta das 6h onde aguardei que o Luís Bilro me fosse buscar, bem como depois apanhamos o A. Beja Neves na Gloria e seguimos os três em direcção a Moura, onde sabíamos que teríamos a representação de mais cinco elementos da Rota e um do SDT..

A chegada fora por volta das 8h onde o sol teimava em aparecer. Levantamos os frontais onde como brinde principal era uma garrafa de vinho. Fomos deixar o carro junto ao local dos banhos/ lavagem de bikes..
Nas calmas fomos nos equipando e conversando com alguns amigos e conhecidos que também por ali estavam. Sem grandes pressas desloquei-me para junto do local da partida, onde já circulavam alguns grupos de betetistas..

Para esta primeira edição estavam confirmados cerca de 130 atletas para as duas distâncias, na maioria para a minha de 45km e cerca de três dezenas para os 70km.
Antes da partida ouvira por alguns participantes das redondezas que choveria muito no dia antes e que se esperava muita lama e alguns zonas.

As 9:05h fora dada a partida após o briefing, onde percorremos alguns metros atrás do carro da polícia e de imediato ganhei-a melhor recuperando para uma melhor posição.
A saída do alcatrão já seguia na primeira posição, mas onde ninguém se quis poupar de inicio começamos logo a fundo para tentar dissipar o pulutao.., O amigo José Miguel foi o primeiro a dar o esticão, onde a frio o fui acompanhando com mais dois ou três atletas que não me largaram a roda.. A passagem por uma ribeira com grande caudal a maioria dos atletas fazia a pé, montando do outro lado e logo com um subida pequena frente, subida essa que sérvio para partir o grupo, eu fiquei isolado com o José a poucos metros á minha frente mas lentamente ganhei alguns segundo para os meus perseguidores mais directos.
Percorremos mais alguns quilómetros onde foi ganhando uma vantagem mais confortante mas com alguma dificuldade física, pois dava cinco ou seis pedaladas fortes.., tinha que dar uma mais fraca para aliviar a carga, pois sentia nos quadricípites junto aos joelhos uma dor… talvez devido a excesso de corrida com pouco descanso.

A descer para a vitoria desde os primeiros quilómetros
Cerca do quilometro 18 consegui colar ao Almeida numa zona de muito barro que duplicou o diâmetro dos pneus e o peso da bike. Juntos e nos apoiando um ao outro fomos até á separação de percursos, onde ele seguido para os 70km e eu para os 45km. Ainda faltavam cerca de 15km para o final e naquele ponto a dificuldade era redobrada com estrada a subir ligeiramente por meio do olivar completamente cheia de lama, onde continuava as pedaladas aos bocejos mas solidariamente onde atenção era redobrada á procura das marcações ..

Mais uns quilómetros em sobe e desce desta com piso mais seco e apareceu o ultimo abastecimento, onde parei para comer uma banana e molhar a corrente que estava cheia de lama..
Já com Moura á vista, embora ainda longe baixei o ritmo pois se não tivesse nenhum problema mecânico ou de me enganar, com a vantagem que tinha do participante a traz a vitoria estava assegurada.. Antes de terminar ainda apanhei um valente "susto" quanto a cerca de cinco quilómetros do fim o percurso se cruzava e retomava com o inicial, pois tinha uma seta num sentido esquerdo e nas costas de frente!!!.., sem a mota como referencia lembrei-me que tinha visto o track no google que o final era coincidente com o inicial, só que não sabia bem de qual a direcção, já que estava num entroncamento e havia rodados de bikes nos dois sentidos. Só havia uma solução, confiar na placa... Mais com receio de estar enganado fui seguindo as fitas até entrada de uma estrada de alcatrão, ponto esse onde era o inicio da prova e onde o carro da policia nos deixara no inicio..
A partir daí já não havia fitas ate encontrar um escuteiro que estava ao serviço da organização me indicou (e descansou) do local da chegada onde ao fim de 45km com o tempo de 01:48h cortei a meta isolado com lugar mais que merecido.
Tratamento de beleza á minha Cannondale F29
Se não tive mais concorrência directa á disputa do primeiro lugar tivesse havido, pois eu e mais cerca de uma centena de participantes estávamos lá nos 45km também e também com muita lama e onde a prova de Santarém não é desculpa para não participarem no outro dia em Moura, falo por mim já fiz dois pódios com intervalo de 14horas descanso.

Esperei pela chegada dos restantes participantes, principalmente pelo meu team..
Fomos lavar a bike onde apenas existia uma mangueira e uma fila.de pessoal á espera de retirar a maior parte do barro. Depois do banho da bike e do meu banho fomos para o parque de feiras onde fora servido o almoço servido em self-service atenciosamente por pessoal do staff..

Mais um original e bonito troféu em era da Troika..
Após o almoço houve a entrega de prémios, algo confusa e com troca de classificações entre o 2º lugar e o 4º lugar da minha distancia, mas nada que eu tivesse respeito.
Para finalizar ainda dei uma entrevista para o canal Benfica TV..

Em resumo e tendo em conta ser a primeira edição, gostei bastante, todo o pessoal da organização mostrou vontade me melhorar alguns erros, claramente por falta de experiencia e que para o ano com certeza serão corrigidos.

08 outubro 2013

V Maratona BTT Cocheiros

Este é daqueles eventos que todos os anos faz parte da minha agenda, onde conta já com cinco edições realizadas e onde apenas falhei uma, o ano passado.

Um dos motivos da minha participação em S. Aleixo da Restauração, simpática aldeia perto de Barrancos é amizade e conhecimento que estimo por alguns elementos da organização, bem como o excelente evento/ organização e os magníficos trilhos onde a palavra de ordem é dureza, mantida a tradição este ano e esperados cerca de 1200m de subidas nos 45km..

A manha/madrugada começou com o ponto de encontro ao meu portão as 6:00, onde o desta vez o P. Guerra me deu boleia. A comitiva neste carro só ficou completa com a minha namorada e a amiga do Pedro que nos acompanharam. Entretanto juntamo-nos a mais dois elementos SDT que também foram participar, o L. Bilro e o Beja Neves.

Apos a cafezada com cheirinho, já que pisei uma bosta de cão saímos em direcção a S. Aleixo. Como uma viagem bem perfumada chegamos a esta simpática aldeia ainda não eram oito horas.., onde fomos dos primeiros a levantar o dorsal.
Com tempo fomos deixar as viaturas no campo de futebol, local onde eram os banhos banhos e que fui novamente brindado com outra bosta de cão, desta vez no outro pé.

Representação Estremocense em S. Aleixo da Restauração
Vinte minutos antes da partida já nos encontrava-mos no coração da aldeia, praça principal onde fica localizada a partida/chegada. Lentamente com o passar dos minutos a praça foi ganhando mais cor com a chegada dos participantes, no total eram esperados cerca de duas centenas.

As 9:00 fora dada a partida onde descemos pela rua principal da aldeia, apanhando dois atletas mais lentos a minha frente, fez-me perder preciosos segundos para a frente da corrida, pois umas boas rodas eram uma preciosa ajuda para os duros quilómetros que tinha pela frente..
Lentamente recuperei lugares, onde a partir do quilómetro 4 estavam esperados 10km sempre a subir, e nesse mesmo início e começo da longa subida ainda consegui avistar a frente da corrida, mas não passou de uma miragem... Aqueles dez quilómetros pareciam infinitos onde solitariamente fui pedalando e avistando dois participantes que seguiam alguns metros mais atrás e outros dois uns metros mais á frente..
Sorrindo as dificuldades..
Ao fim dessa grande subida começou o meu calvário, uma seri de sobe e desces sucessivos numa zona muito bonita de pinheiros ate ao controlo, cerca do quilómetro 20, onde o amigo Marcelino me informara que era o 4 classificado da minha distância. Voltei a ganhar algum alento, mas rapidamente o perdi com mais uma sucessão de sobe e desces, tipo este de percurso que não faz nada o meu género até porque é um alimento forte para as cambrias.. Mais uns quilómetros solitariamente sem avistar viva alma naqueles cumes. Veio uma descida onde deu para recuperar um pouco, e depois mais duas duras subidas, onde a minha esperança era de encontrar alguém furado ou com uma avaria mecânica, pois assim eu subiria para o provisório terceiro lugar.. Mas ate ao final isso não aconteceu o que aconteceu foi o que já esperava, nos últimos 5km a tentar "enganar" as cambrias..

Desta vez não tive direito a pódio, mas tive direito apoio..;-)
Ao fim de 47km lá esta S. Aleixo á vista mas metros antes da meta surgio mais uma subida inclinada, desta vez em alcatrão, onde lentamente a fui subindo e cumprimentando os habitantes da aldeia, pois o 4 lugar estava assegurado onde terminei com o tempo por mim previsto 02:03...

Apos a chegada recuperei os líquidos com umas minis enquanto aguardei a chegada dos meus companheiros..

 O almoço fora servido ao ar livre com uma arrozada, bifinhos com cogumelos, salada e uma caldosa verde.. Apos o almoço convívio viemos puxando em passeio pelo Alqueva, com paragem obrigatória e na Marina da Amieira, onde apreciamos e comtemplamos a paisagem da barragem e matamos a sede, não com agua, mas sim com cerveja..


Em suma fica um domingo marcado pelo convívio, passeio e penatório na parte do pedal, onde deixo os parabéns a todo o pessoal responsável pelo V Maratona Cocheiros

16 setembro 2013

IV Maratona do Trilho do Lobo

Com poucas horas passadas após as 2 horas muito intensas da resistência de Vila Viçosa, ainda faltava o meu segundo desafio pessoal para este fim-de-semana. A IV maratona do Fojo ao Rossio ao Sul do Tejo, prova organizada por gente simpática onde preservo alguns amigos, por isso fiz questão de estar presente pela terceira vez.

Apesar de uma noite muito mal dormida, a manha começou por volta das 6:30 onde me dirigi ao Café Telheiro, local do ponto de encontro, onde tive a boleia do Sr. A. B. Neves e a companhia do C. Bilro.
Carregamos as bike e enchemos grande parte da mala do jeep de garrafões e sacos com tampinhas, já que mais um ano estava a decorrer da parte da organização a angariação de tampas plásticas para uma criança que nasceu com uma deficiência.

Por volta das 8:15 chegamos ao Fojo, local já nosso conhecido de anteriores edições. Descarregamos as tampas junto ao secretariado e de imediato levantamos os dorsais.

Dez minutos antes já tinha passado o controle 0, embora não estivesse muito junto ao pessoal da frente, estava num bom lugar para saída. Antes de começar dei por mais uma falha técnica e imprescindível para mim, o meu mp3 estava sem pilhas, sendo um dos objectos que nunca prescindo em qualquer exercício físico. Estava a começar mal a prova ainda antes de partir..

Para esta edição fiz a minha escolha na distância intermédia de 35km, pois além de não ter qualquer hipótese de pódio na distância maior o desgaste físico também era esperado.

Em serviços mínimos..
A partida foi dada á hora certa, onde seguimos por alcatrão atras de uma viatura da GNR cerca de três quilómetros, onde ganhei mais umas posições. Á saída do alcatrão estava montada uma enorme armadilha, com algumas dezenas de metros de muita areia, onde os participantes pareciam "tordos" a cair e outros a parar no meio do areal, eu como raposa velha fui fazendo gincanas por entre os participantes onde ganhei de imediato ainda mais lugares.

Os primeiros quilómetros eram esperados quase sempre a subir onde notei que as minhas pulsações estavam muito baixas em relação ao normal e que seria o primeiro sintoma do apos resistência.

Ao fim de 7 quilómetros já seguia sozinho, sem avistar ninguém nem á minha frente nem atrás, o que achava estranho. Ao passar por uma pessoa da organização disse-me a posição em qual eu seguia, e fiquei com a sensação que disse nos 15 primeiros. Segui a pensar que até não era mau, só tinha que tentar manter aquele resultado, pois estava a pedalar em " serviços mínimos".

Já cheira á meta..
Nas zonas mais rolantes e que costuma ser a minha "onda" era onde sentia as pernas mais “pesadas” e mais “agarradas” e para ajudar nas descidas não podia pedalar mais devido a um pau que entrou entre desviador e a bicha, acabando por me estragar o encache da bicha do desviador e que me deixou sem as ultima três mudanças, ainda me podia dar por feliz, pois se fosse o contrário tinha que apear nas subidas.

Ao chegar á separação cerca do quilómetro 25 existia uma picagem onde o pica, me informou que era o segundo classificado para os 35km e que o primeiro ia 2 minutos á minha frente. Ganhei nova força física pois afinal ia e sempre andei nos 5 primeiros e não nos quinze como tinha parecido ouvir antes.
Então a minha preocupação passou a ser em manter o segundo lugar nos dez últimos quilómetros que ainda tinha pela frente, com mais umas descidas, subidas, singles um pouco de tudo...


Ao fim de 01h:36m em um percurso muito irregular com um sobe, desce, a rolar, com zonas de muita areia, pedras e lixo de eucaliptos, o acumulado chegou aos 600m com uma pulsação media e anormal para mim de apenas 155 rpm, lá cortei a meta na segunda posição da geral e 1º do meu escalão, com uma enorme salva de palmas do amigo Renato e Carlos, um premio mais que merecido com os serviços mínimos assegurados.

Mais um pódio da dupla Cannondale/Merino
Por ali fiquei a beber umas minis e as lerias com alguns elementos da organização enquanto aguardava a entrega dos dois trofeus e a chegada do Carlos e do Beja Neves que participaram na distancia maior.

Apos a chegada das velhadas, onde o Carlos também fez pódio no 3º lugar de veteranos C, fomos tomar um belo duche e almoçar.

Mais uma edição de sucesso dos simpáticos amigos do Fojo Zybex, este ano com os erros da má marcação do ano passado.

2 Horas Resistência Papatrilhos

Com quinze dias sem pedalar, devido ao anoitecer mais cedo, o meu único exercício físico é agora a corrida e o ginásio. E para que não basta-se a última vez que pedalei foram a penas 18km, já que foi obrigado a desistir na prova de Barbacena devido ao descolamento do pneu traseiro. Mesmo assim quis desafiar-me a mim próprio em realizar dois eventos no mesmo fim-de-semana.

Sendo o primeiro desafio aqui bem perto, em Vila Viçosa com 2 Horas de Resistência, organizada pelos Papa trilhos. Esta prova despertou-me atenção após saber algum feedback muito positivos da primeira edição do ano passado, bem como o percurso ser realizar no castelo e zonas envolventes, tendo em conta a realização das festas dos Capuchos

Com o horário da partida marcado para as 17:00, sem grande pesa desloquei caminho de Vila Viçosa por volta da 16:15. Tive como companheiro de viagem o A. Arvana. O Guerra fora sozinho e a minha namorada fora lá ter também depois para tirar umas fotos e prestar apoio
.
As 17h com uma temperatura ainda estava acima dos 30 graus foi dada a partida para cerca de 40 atletas que se apresentaram, na maioria sócios do Papatrilhos. Os primeiros metros foram atrás do carro da GNR, para que o pessoal de dividisse melhor e se posicionar-se.
Eu sem fazer nenhuma volta de reconhecimento antes, limitei-me a ir com atenção redobrada mas sem perder a frente da corrida. Ainda antes do final da primeira volta já estávamos cerca de cinco atletas na frente.
Ainda na minha F29 a voar baixinho..

Apos a primeira volta onde o percurso era composto por cerca de 5km de piso misto. A primeira parte em volta do castelo, com algumas pequenas e curtas subidas, curva em gancho, uma descida mais técnica e trilhos apertados, a outra parte em estrada de paralelo e pelo passeio de algumas ruas, bem com descida em um alqueve.
Logo me apercebi que seria uma prova de muita intensidade, não pela dificuldade técnica, mas sim pela alto e constante trabalho de cardio, devido haver muitas poucas zonas descanso.
Lentamente os minutos foram passando e á terceira volta já seguia na segunda posição isolada com Tiago á minha frente e que mais uma vez mostrou que está em grande forma. Conhecendo minhas capacidades físicas só conseguiria apanhar o Tiago se ele tivesse algum problema mecânico, fora isso era impossível... Então a minha preocupação estava virada para outro lado de traz, manter a segunda posição, isto com cerca de 30mim percorridos já sentia um cansaço brutal e a vontade era mesmo desistir.

Mais uma volta e tentei gerir melhor o esforço, já que estava isolado era só manter o ritmo. Cerca dos 50mim de prova já estava a dobrar pessoal, só que numa zona mais estreita junta ao castelo não consegui ultrapassar um atleta, mas assim que apanhei mais espaço sai do trilho e fiz a ultrapassagem, só que era uma zona de pasto e não vi o que estava por baixo, fazendo um corte no pneu traseiro e estava novamente em maus lençóis a reviver o que me aconteceu á quinze dias...
Ainda fiz mais uns metros a ver se o liquido selava o corte, mas cada vez estava mais vazio..
Então senti o meu enorme esforço ate ali ir novamente por "agua abaixo".. Só podia ser praga…

A minha nova maquina "de Guerra"
Ao fim de alguns metro estava o meu “anjo da guarda”, o Guerra, ao qual eu pedi uma bomba para tentar encher o pneu na esperança de vedar o rasgo, ele de imediato se prontificou e em vez da bomba de ar, ofereceu-me a sua nova bomba mas sem ser de ar, a Cannondale F29 onde andava a lhe tirar os 3. Sem hesitar saltei-lhe para cima e acabei por ser eu a lhe fazer o test drive á maquina.

Não notando muitas diferenças de posição continuei novamente a prova pois ainda tinha mais de uma hora para sofrer embora não sabendo se a nível de regulamento a troca de bike não dava direito a desclassificação. Uma das passagem junto á meta apareceu-me á frente o Guerra com um alicate, o meu dorsal e umas abraçadeiras a mandar-me parar para trocarmos os dorsais, mas com tanto stress retirou seu dorsal e não sei como voltou a recolocar novamente o dele!!.. Mais uma perca de tempo para nada.
Coloquei meu dorsal dentro da jersey e com o 3º e 4º lugar a me "morder os calcanhares" segui novamente para mais umas voltas e desta vez já nem o gps tinha para me mostra o tempo de prova, pois o Guerra também o tinha removido na troca de dorsal..

Os cinco primeiros classificados 
A agua também já não tinha, pois não conseguia por o bidon no único suporte da bike debaixo da suspensão., andado com o bidon que já tinha pouca agua no bolso da jersey., estava tudo a "bater no ceguinho", ate o mp3 resolveu falhar.

Cada minuto parecia uma hora, mas mantendo o mesmo ritmo certo, mantive a mesma distância e lá consegui acabar na 2º posição ao fim de 2:09h com um total de 10 volta.


Após entrega dos prémios, que me calhou uma medalha e uma bomba de ar (por ironia do destino lol), tomei um duche rápido e vim de imediato para Estremoz, afim de não empatar e apanhar a minha bicicleta que tinha vindo com o Pedro Pereira par (ao qual eu agradeço a disponibilidade do trabalho fora de horas), pela troca do pneu para que a minha F29 estivesse novamente pronta para o segundo desafio do fim-de-semana.

Em geral gostei muito do percurso, só me resta agradeçer aos Papatrilhos por mais um excelente evento e simpatia.

02 setembro 2013

5ª Maratona barbaris BTT team

Esta foi a 5º maratona de Barbacena, organizada pelo magnífico grupo de BTT local Barbaris, onde eu estimo muito algumas amizades por lá criadas. Como tal já fazia parte do meu calendário para este do ano, onde só por algum motivo de força maior não viria participar.

Com as distancia e altimetrias finais relevadas, ainda ponderei minha participação na distancia maior de 65km, mas com o objectivo da classificação no top 5 seria mais difícil de alcançar o objectivo final, pois a minha preparação física só dá para "bombar" a maior ritmo cerca de duas horas, a partir dai.., por falta de tempo em andar mais de bike, seria sofrer para acabar..
Então mesmo com grande concorrência nesta distância mantive-me para os 40km.

A manha começou perto das sete da manha onde tive a boleia e companhia do João Garcia. Chega-mos á terra do José Lito Maia pouco passava das oito, onde de imediato fui ao secretariado levantar o meu dorsal, já que o meu amigo e colega de equipa Pato tinha ido de propósito levantar os dorsais no dia anterior e não reparou que faltava o meu (começou logo azarada a minha participação).

Apos o rápido levantamento, apressei-me em equipar e desloquei-me para a zona da meta cerca de 20 minutos antes da hora. Com a bike ensarilhada com a do Tainhas, ali permaneci junto a zona de meta a conversa com o pessoal. Para esta prova estavam confirmados mais de 350 participantes.

A partida foi dada a hora certa e após o briefing percorremos duas ou três ruas dentro de Barbacena e entramos no "calvário'.
Seguia no grupo da frente e rapidamente me apercebi da dureza dos trilhos, com muita pedra, valas/regos, curvas muito apertadas e muita areia/saibre para ajudar mais á festa.

A pedalar para os 18km
Estupidamente e fazendo contas com o piso mais rolante, esqueci-me dessas "armadilhas" espalhadas pelo terreno deixando maior pressão nos pneus. Era rara a curva em que não era projectado para fora da estrada devido á pouca estabilidade do da roda da frente, apanhando mais um valente susto numa descida perigosa, ao sair mais uma vez fora do trilho, entrei dentro de uma vala funda, a sorte foi que ela era longa e consegui parar sem cair.. Com isto tudo continuava dentro dos dez primeiros da geral e 5º da minha distancia.

Com dez quilómetro percorridos, alguns sustos e um ritmo era muito elevando não conseguindo baixar as pulsações, muito por culpa das muitas cervejolas da noite interior e  algum cansaço acumulado da semana, com todas estas “desculpas” nunca baixei o ritmo, onde já tinha perdido de vista os primeiros lugares, mas como " ate lavar os cestos á vindima"  estava numa boa posição em melhorar o 5º lugar, pois seguia na roda do 4º classificado e mesmo á frente tinha mais dois participantes a escassos metros da mesma distancia.., só o pequeno grande Diogo é que era quase impossível " agarra-lo " pois estava endiabrado.

Ao quilometro 18, seguindo eu nesse quarteto com as mesmas posições, terminou a prova para mim quando numa curva embati com a roda traseira numas pedras e ouvindo um enorme barulho, saindo o pneu do aro…
Voltei para traz, ao lado da "boneca" percorrendo o caminho inverso, onde foram passando por mim todos os participantes, onde em geral todos demonstraram vontade de ajudar, palavra de incentivo e apoio. Mas como é normal para mim a prova tinha perdido o meu interesse, só me resta agradecer a todos os que trocaram palavras de apresso, principalmente ao Carlos Santos que quase me obrigou a colocar uma câmara de ar, só que o pneu estava cheio de terra e pastos colados no líquido.

Continuei mais uns metros e lá apareceu a carrinha vassoura, já eu tinha percorrido mais de 3 km a pé com a roda de traz no ar, ao contrario do fim de semana anterior que andei com a roda da frente no ar da bike de estrada e que no final borrei habilidade com uma valente queda..lol

De carrinha em carrinha foi "saltando" ate chegar a Barbacena já passava do meio dia..
Fui para tomar um duche apanhei um enorme engarrafamento  com o meu pessoal SDT á minha espera acabei por tomar um belo duche com as mangueiras da lavagem das bike..

Após o belo duche do "homem nu".. Fomos para o almoço, servido no salão onde sentados fomos muito bem servidos, só levantávamos cu para irmos as frescas..

Em resumo pelos 18kms que percorri, só tenho apontar o mesmo defeito do anterior ano, na cor prateada das fitas, por vezes não as conseguíamos ver. Em relação as marcações no chão e setas estavam impecáveis. Penso que poderiam ter aliviado/eliminado algumas das zonas do percurso(nas terras lavradas) onde existiam muitas valas perigosas.,embora compreendo que quisessem impor maior dificuldade  


Muito mais leve sem o Race King e o liquido.. lol

Em relação a todo o grande staff, só resta dar os parabéns e agradeçer mais uma vez a hospitalidade e apoio.  Estiveram mais uma ano impecável com muito pessoal  espalhado sempre disposto ajudar com um sorriso nos lábios..

O almoço impecável, muita variedade e qualidade como sempre..


Para o ano lá estarei novamente mas antes vou á bruxa..

05 agosto 2013

2º Maratona do Redondo (Ruas Floridas)

Após quase um mês depois da minha última participação em provas BTT, estava mais que no tempo de voltar ao espirito mais competitivo. Ainda estive duvidas se iria participar, ou não, devido a uma semana de má vida..lol as ferias..
Para este fim-de-semana estava na agenda a 2º Maratona Ruas Floridas, evento onde seria a minha estreia. Esta prova é mesmo aqui ao lado na Vila de Redondo e que coincide com as festas das ruas enfeitadas pelo povo.

A manha começou cerca das 7:40, onde dei boleia ao companheiro J. Garcia e me juntei a mais alguns elementos SDT, no total estivemos 9 elementos presentes do outro lado da serra.

Á chega ao Redondo, já não precisamos de levantar os frontais, já que o amigo Buinho já nos tinha poupado esse precioso tempo.
Um quarto de hora antes já estava na zona de partida já com muita bicicleta á minha frente, eram esperados pouco mais de duas centenas de participantes na maioria para os 45km como sempre e onde eu iria igualmente participar.

A partida foi pontual onde seguimos muito lentamente atrás de um carro da organização e que em vez dispersar mais o pessoal acabou por o juntar/afunilar, dando origem a quedas.
Á saída do alcatrão já me tinha posicionado melhor, mas mesmo assim ainda tinha muita roda na frente para ultrapassar caso as pernas assim o quisessem.

Para limpar o pó...
Os primeiros quilómetros foram muito rolantes e de grande velocidades  onde a maior dificuldade fora a grande quantidade de pó que nos "cegava" completamente o trilho.
Ao quilómetro 10 já me encontrava junto do grupo perseguidor de dois fugitivos. Com o surgir de um single track muito porreiro e agradável numa zona mais fechada e verde seguia com o Marco Metre, Lavadelas e outro companheiro que me informaram de eu ser o primeiro dos 45km.

Mas ainda havia muitos quilómetros para pedalar e ainda faltava a parte pior que se chamava Serra D Ossa, sentindo-me muito bem fisicamente e com o apoio do grupo onde seguia, engrenei na frente e puxei um pouco por eles para que o ajudasse a chegar mais perto do dois fugitivos do início da prova. Numa zona mais limpa ainda os avistamos na nossa frente.

Cerca do quilómetro 15 começaram as dificuldades com a subida sucessiva de corta- fogos sem praticamente ponta de sombra onde comecei a ver a "minha vidinha" a pedalar para traz, pois as subidas eram de grande inclinação. Aos poucos foi perdendo o contacto fisico com os meus companheiros da frente mas avistando-se. Numa das ultima subidas, quando já terminava essa mesma cerca do quilometro 24 reparo que no inicio da mesma subida vinha um grupo perseguidor embora parecessem perto estava no inicio da subida, enquanto eu já no final, tendo margem de manobra par gerir e como ajuda foi que a partir daí até á divisão das distancias eram quase sempre a descer. Cerca de 5km, onde voltei a ganhar tempo para a frente da corrida e para traz.

Uma zona muito bonita e bem trabalhada pela organização
Calculando que daí para a frente seria mais rolante e moralizado com o primeiro lugar sabia que era só gerir até final e para mais sem nenhum adversário á vista de recuperar distancia, voltando novamente acelerar na minha praia (rolar) ate Redondo, onde ainda tive mesmo na ponta final ameaça de cambrias.
A entrada dentro da Vila foi feita ate chegar ao local da meta tive de ter atenção redobrada já que não havia nenhuns elementos da organização apenas uns fitas algo confusas e com muitas pessoas a circular na zona que estava destinada para nos com pinos..

Ao fim de 01h:41m com 43km pedalados em um acumulado de subidas que passou os 800m lá estava a chegada e com ela o meu primeiro lugar isolado.
Aguardei pela chegada do pessoal quando constatei que a organização já tinha atribuído o 1º lugar a um outro participante que por ali passou antes de mim, mas nem sequer ali permaneceu, bem como nem os elementos da organização confirmaram as picagens no frontal... Sabendo eu que nunca andou ninguém da minha distância á minha frente só poderia ter sido um elemento que desisti-o e passou pela meta involuntariamente, tendo a organização falhado em o classificar como primeiro.
Assunto resolvido fez-se a entrega de prémios, onde recebi do conhecido ciclista Bruno Pireis mais um bonito trofeu.

Mais um troféu original...
Após a chegada do pessoal SDT e antes do banho ainda fui beber duas minis com o amigo Saca que nos foi ver a chegar. Tomei duche e fomos para o local do almoço onde posemos a conversa em dia sobre o evento e bebemos umas litrosas. Para digerir fomos dar um giro pelas ruas floridas mas o calor era mais que muito e acabou por nos fazer recolher mais rapidamente. Mas nem todos pois eu esqueci-me de entregar umas compras de bens essenciais como donativo á santa casa, voltando novamente ao local do almocei e proceder á entrega, acabando por beber mais duas litrosas..


Em geral gostei muito do evento, com trilhos muito diversificados, duros, singles, estradões, um pouco de tudo.. bem marcados, e sinalizados no campo, só mesmo á chegada dentro da vila muito confusa. Muitos quilómetros sem avistar ninguém da organização/apoio/segurança um ponto a rever. Penso que são pequenos pormenores que fazem a diferença e que o pessoal organizativo facilmente os resolverá..