Meus rescaldos de eventos BTT

17 abril 2012

2º BTT AlenTTera (Nisa)


Já no passado ano tinha estado presente em Nisa na 1º edição, este ano resolvi voltar novamente, pois gosto muitos dos trilhos daquela zona. 

A manha começou cerca das 7:20h junto ao café Telheiro, onde antes apanhei a minha namorada que nos fora fazer companhia. Tínhamos combinado nos encontrar e colocar os suportes na viatura do A. Beja Neves, onde segui mais um elemento do SDT.

Com hora marcada para a partida as 10h, por volta da 9h chegamos a esta vila, onde calmamente levantamos os dorsais onde no saco trazia uma peça de barro e uma carteira.

Antes da hora marcada já estávamos colocados na manga de partida, conjuntamente com cerca de mais 200 participantes á espera da partida para a distância de 50km e 80km.

Com a partida á hora certa percorremos algumas ruas da vila, onde tentei colocar-me o mais perto das rodas do da frente, mas rapidamente acabei por ficar no segundo grupo perseguidor, muito por culpa dos cerca de 8 quilómetros muito rápidos percorridos em estradão. 

Assim foi indo em ritmo muito elevado onde reparei que na minha roda já não  tinham á vista ninguém,  quando de um momento para o outro aparece-me um grupo com cerca de 10 participantes a um ritmo avassalador. Fiquei estupidamente parvo comigo mesmo, pois não levava ninguém atrás como é que em menos de um quilómetro me deixo ser ultrapassar por um grupo tão grande!. 
Ao fim de alguns minutos em conjunto com alguns do que ficaram mais atrás é que reparei na cor dos dorsais e á conversa com um participante fiquei a saber que aquele grupo era o da frente e que se tinham enganado.., ficando mais descansado.
Visto isto passamos por uma bonita aldeia raiana cheia de muito publico e já minha conhecida, pois já terá passado na prova dos trilhos da Açafara em 2009. Após a passagem veio o a parte mais espectacular  e muito técnica do percurso, percorrido inicialmente entre muros e pedras e depois mesmo á beira do Rio Tejo em single Track em ravina, mesmo á beira do rio (antigos caminhos do contrabando). 
Ganhei mais uns lugares e cerca do quilómetro 30km sugio a mudança de percursos numa serra com muitos eucaliptos, onde virei para os 50km e na longa subida ganhei mais uns lugares, ficando colado a mais três participantes, seguimos os quatro em conjunto por mais uns quilómetros e eles á minha boleia, até chegarmos a uma zona com duas duras subidas e muito inclinada, deixando para traz dois atletas. 

Após superarmos aquelas duras subidas ficamos os dois seguimos muito perto um do outro, ora passava eu ora ele, aos últimos 3km ficamos novamente juntos onde tentei puxar, só que o desgaste já era enorme e as "piranhas" começaram a colar-se ás pernas. Com muito sacrifício lá continuei o ultimo quilómetro antes da meta onde cortei no 5º lugar em 49km com o tempo de 02h:07m e um acumulado acima dos 900m de subidas entre 108 participantes (ver classificação).

(Que gesto seria este!!!)

Á chegada após sair da bike fiquei "colado" ao chão, pois as pernas bloquearam com a cambrias e tive de esperar algum tempo até "desprenderem".

Aguardei pela chegada dos meus companheiros, tomamos duche e fomos almoçar massa com carne, bem bom aquela hora.


Para segunda edição deste evento a organização ainda tem muitos aspectos a melhorar..

06 abril 2012

BTT Cabeço de Vide


Passados oito dias da resistência, surge mesmo aqui ao lado o primeiro BTT Cabeço de Vide onde inicialmente fiz a minha inscrição na distancia master.., só que por motivo físicos e falta de ritmo acabei por mandar um mail para a organização alterar a distancia para a meia maratona de 40km.

No sábado, dia anterior á prova o aquecimento deste as 19 horas a beber minis e comer um petisco atá as 22:30 hora no salão de festa Manuel do Catinho em Estremoz.

A manha começou por volta das 7 horas onde combinei ir com o Luis B. e posteriormente juntarmos á comitiva SDT por volta das 7:30.

Esta prova teve como novidade e originalidade do nome de equipa, Estremozbike, que resultou na junção de vinte e um atletas estremocenses presente das duas associações da terra, SDT e Rota d'Ossa unidos com apresentação igualmente com da jersey oficial da prova Estremozbike.

Á chegada com a cabeça um pouco azuada lá fomos levantar dorsal onde o bonito saco trazia uma t-shirt e papeis como vem sendo moda...  
Foi-me equipando e posteriormente as leria com o amigo Manuel Romão de Veiros. 
O grande team EstremozBike (coligação SDT/Rota d'Ossa)

Durante uma curta volta de aquecimento já que a manha estava fresca e cinquenta com ameaça de chuva ainda tivemos tempo de juntar o Team para a foto de família e então depois lá foi para o demorado controle 0 já que o agrafador que me calhou estava encravado e acabei por me atrasar para um bom lugar de a partida, mas gentilmente o pessoal do team abriu alas e deixou-me ficar uma pouco mais á frente para a partida.

A partida essa foi dada onde após uma volta guiada pelas ruas de Cabeço de Vide consegui ganhar mais uns lugares, á saída da Vila com o surgimento de um longo estradão a velocidades alucinantes na casa dos 30km/h ficou o grupo partido em três, onde eu seguia no pequeno grupo de com cerca de uma dúzia de atletas na perseguição ao primeiro. 

Com o cair de umas pingas ajudou a baixar o pó e também a mural, pois uma molha poderia ser sinónimo de broncopneumonia, por aviso do meu médico a atenção redobrada durante o primeiro ano após o tabaco. Mas lá deixou de chover e com cerca de vinte e dois quilómetros lá estava a divisão, onde a essa mesma segui no quarto lugar pelas contas de um elemento da organização e a ver o pessoal mesmo á manha frente. 
Ao saber o lugar e ver o pessoal á minha frente ganhei uma nova alma apesar de me sentir muito mal fisicamente, lá continuei o percurso sempre avistar os meus três primeiros pelo meio de terras e lavrados onde por vezes dava a sensação que estava mais perto e outras vezes mais longe devido ás pequena subidas que iam surgindo. Comei avistar Cabeço de Vide onde o meu objectivo mudou e era já manter o lugar e não ser passado. 

Mesmo á entrada da vila sugiro uma enorme subida inicialmente em terra e depois em paralelo ate perto do castelo, onde lá no cima estava um colega destas andanças o Daniel a ver o pessoal chegar e ainda me deu umas palavras de incentivo.., pensando eu que era já a chegada, voltamos a descer por um técnico trilho e espectacular novamente até ao ponto mesmo ao lado de onde iniciamos a subida anterior. Sugiro novamente mais uma subida tipo "parede"  onde constatei que o pessoal que segui a minha frente estava em dificuldades na sua ascensão  estando desmontado a fazer a sua escalada. 
Os dois primeiros já estavam lado a lado quase no cume e o terceiro mais atrás a meio da mesma subida. Então foi tempo de fazer naquela subida, o que ainda não tinha feito durante a prova toda.., "apertei" os dentes e fui por ali a cima a fazer escalda e  com muita sorte e "calo" lá fui indo sempre sem a piar, já que havia muita pedra espalhada. Mesmo antes de chegar ao cimo consegui alcançar o terceiro participante, ultrapassando onde ele segui ao lado da bicicleta em grande esforço e nível acabei por ganhar a melhor, após a subida foi mais cerca de 300m a gerir o lugar e cortar a meta no terceiro lugar com 45km e o tempo de 1h:51m a 45 segundos do primeiro entre 108 participantes a terminar, tive a estrelinha de campeão do meu lado.
(ver classificação) 

Um bonito prato, como o Guerra dizia para o meu enxoval


Após o descanso foi a entrega imediata dos prémios onde desta vez tive direito a um bonito prato com o brasão da camara de Fronteira. Foi aguardado a chegada do grande team Estremozbike, conversando com uns e com outros, já que a manha começou cinzenta em todos os aspectos, mas acabou por sorrir... 

Por volta da 13 horas e após a chegada da comitiva toda lá fomos ver do merecido banho, onde ate massagens havia e depois o belo almoço servido em camilhas tipo casamento.

26 março 2012

3 Horas Resistência Barbaris BTT Team



Apos alguns convites do pessoal amigo e colegas do pedal da freguesia de Barbacena, desta foi de vez com a minha participação nas 3 horas resistência BTT Barbaris Team.
A manha começou por volta das 7:30horas onde pela primeira vez me descolei solitariamente a um evento de BTT.

Por volta das 8:00 e pouco cheguei a esta simpática aldeia onde me juntei a comitiva do CCElvas. Fiz o levantamento do dorsal onde o saco vinha bem aviado, com uma t-shirt, porta-chaves e uma caixa de silicone pra moedas e papeis.
Lentamente e conversando com o pessoal de Elvas fui-me equipando onde antes da hora ja estava na segunda fila da frente da partida, onde estavam cerca de 100 participantes na manga aguardar a hora para três de sofrimento...

A partida foi dada onde o primeiro quilometro começara muito rolante e em altas velocidades, com a pulsação a disparar, foi lentamente me posicionado.., concluindo a primeira volta na 8 posição, a segunda e terceira volta recuperei mais um lugar, onde lentamente me ia animando pessoalmente pois o meu objectivo era o top 5 com direito a trofeu.

A quarta volta recuperei mais 2 lugares e adentei-me dos restantes que me estavam a "morder os calcagares", isto com uma hora e meia já passada e um grande ritmo onde o percurso era principalmente composto por estradão com muita areia, duas subidas mais inclinadas e algumas zonas mais técnicas, uma delas a segunda passagem de um ribeiro pelo meio de pedras e uma vala cheia de agua, local esse que foi sempre a minha maior dificuldade, pois de bike não o consegui transpor e a pé escorregavam-me os sapatos nas pedras, molhando as pernas e assim activava as "piranhas" mas enfim lá se foi passando.

Com uma hora e meia ainda para fazer á que continuar a pedalar onde me colei ao 4 classificado e em conjunto concluímos o restante tempo. Ora ia eu á frente, ora vinha ele assim sucessivamente até final do tempo, onde na oitava volta e última reservei um pouco da energia e após a passagem do dito ribeiro a cerca de 2 quilómetros da meta tentei novamente descolar e com grande esforço e espirito de sacrifício consegui ganhar a melhor concluído as 8 voltas em 3h:10m no 4 lugar, ganhando cerca de 1 minuto ao 5 classificado em menos de 2km, com 76km e uma média acima dos 24km/h.(ver classificação)

Um dos aspecto que acabei por padecer alem da maldita passagem da ribeira fora a poupança de agua, acabando por fazer a ultima volta sem uma pinga de agua, já que só havia um ponto de abastecimento, á passagem na aldeia e quem lá estava simpaticamente a dar as aguas na ultima volta a garrafas estava sem tampa, com a disputa do quarto lugar não havia tempo a perder acabei a seco.
Ao concluir a prova tive direito a entrevista ao micro feita pelo speaker de serviço o amigo Maneta, mesmo com pouca força ainda conseguir dar meia dúzia de palavras.

Após um banho juntei-me aos meus companheiros do SDT o Pedro Mendes e o João Borda d Agua, que tiverem alguns percalços com atraso de manha, onde juntamente almoçamos no belo salão da junta uma sopa de grau e uma chispalhada regada com muita cerveja. Mais uma vez e de volta aos trofeus lá foi receber o meu acrílico com uma garrafinha de azeite regional e ameixas de Elvas em calda...

Fomos fincando os três acabando por nos juntar á mesa do pessoal da organização a grande família Barbareis.



(De volta aos troféus)

13 março 2012

12º BTTTrigo "Os Gasparinhos"



Passados oito dias do meu começo em pedaladas mais competitivas neste novo ano, suje o meu próximo desafio e continuação de ganhar ritmo, desta vez em Monte do Trigo, Évora.

O ano passado tinha estado presente nesta simpática aldeia, onde gostei muito dos trilhos por onde pedalei e da organização desta gente amiga e experiente neste tipo de eventos em BTT, prova disso já lá vão uma dúzia de edições deste evento.

A manha começou cedo para variar, onde perto das 7 horas eu, a minha namorada e mais dois companheiros do SDT, o João Borralho e Luís Bilro, me fizeram companhia no meu bolinhas. Em mais três carros segui-o o resto da comitiva, no total nove elementos. 
Á chega fizemos o habitual levantamento do dorsal, onde pelos visto a crise está instalada nos sacos dos brindes, trazendo apenas uma garrafita de vinho e uns papeis, mas como "cavalo dado não se olha ao dente" (pois a minha inscrição fora gratuita) quando na anterior edição á chegada fui premiado com esta inscrição.
Esta prova que contava com as distancias de 25, 40 e 60km onde estavam confirmados perto de meio milhar de participantes. Eu quando fiz inicialmente a inscrição fora para a distancia de 40km, mas como a falta de ritmo era grande resolvi ir para a distancia dos duros..para mais rapidamente tentar entrar em forma e ultrapassar a fase sem nicotina.

Á partida e desta vez tendo em conta haver muito pessoal até fiquei bem colocado e perto da linha de meta, na terceira fila e sabia que para tentar fazer um bom resultado teria de estar “colado” ao pessoal chamado de "prós".

Já pouco passada da hora marcada, estando eu antes á conversa com o amigo Rui Alexandrino a trocar impressões de uma dor numa que tenho na virilha e que ultimamente me tem vindo a me massacrar, quando a partida foi dada. Asselarei as pernas recuperando mais uns bons lugares e ficando colocado no grupo da frente com mais de 30 atletas que durante 8km com uma média acima dos 30km e as minhas pulsações acima dos 170 p.m consegui ir acompanhando o pessoal num percurso inicialmente muito rápido e composto por estradões. 

Ao fim desse sufoco nas pedaladas loucas, iniciais comecei lentamente a perder o grupo da frente de vista com uma quebra gradual e a pagar o esforço inicial da falta do ritmo. Assim fui pedalando ate cerca do quilómetro 17 e antes da mudança de percurso onde começaram aparecer algumas subidas curtas e me comecei a sentir melhor fisicamente, começando a recuperar posições atrás de posições. 

Na mudança mantive o meu objectivo de ir para a distancia maior, onde ate ao quilometro 30 fora praticamente sempre a subir, onde eu me estava a começar a sentir com grande força até que durasse e as pernas aguentassem, só que na primeira descida com o piso muito seco por culpa da falta de chuva desde Novembro, bati violentamente com a roda traseira numa pedra, arrebentando o pneu, para minha grande tristeza e ao mesmo tempo de raiva.., já que o liquido tubeless estava seco, seguindo ao lado da bike a pé e vendo o pessoal atrás de mim a descer até que apareceram dois meus companheiros o Vítor o Dani prontamente me deixaram uma camara de ar e uma bomba, só que não tinha desmontas e muito menos vontade de descolar o pneu e tirar a válvula que estava agarrada...

O João Borralho eu e o maldito pneu
Foi continuando andar mais um bocado até que apareceu mais um companheiro, o J. Borralho e que muito prontamente e desportivamente passado "força psicológica" não me deixou desistir..,se eu desiste-se ele desistia também comigo, chegando depois o Guerra e entre os três e passado mais alguns bons minutos lá colocamos a câmara de ar na maldita roda e em conjunto seguimos viagem, onde pela frente ainda tiramos metade a concluir... 
Fiquei mais para traz, onde continuei a pedalar á conversa com o Nuno Santo, mais um companheiro de longa data quando dou com o pneu novamente em baixo, isto após 7kms do último furo... Então era o fim da minha história de 2012 em Monte do Trigo, pois já estava farto de tantos azares e ainda por cima em dia de meu aniversário.

Continuei por mais 7 km a pé sem encontrar viva alma da organização, estragando ate as solas dos sapatos onde só via era cabeços e serras.., mantive no percurso a pé até aparecer a carrinha "vassoura" que me deixou no abastecimento 2km mais há frente.

Perto das 13 horas finalmente lá cheguei numa das carrinha da organização acompanhado pelo amigo Campaniço e outro, onde toda a comitiva SDT tinha terminado a prova mas a pedalar...
Fomos ao banho e depois finalmente á melhor parte que é o almoço conviva com os combatentes finais,mas só metade da comitiva SDT é que ficou, a outra segui-o viagem... Cosido de grão é já um habitual neste evento regado com a boa da imperial e boa disposição.

Após o almoço e durante o convívio com o Filipe Matias e o pessoal da BTT-TV, ainda tive direito a ouvir o pessoal do BTTrigo a cantar-me os parabéns em jeito de cantarem alentejano, ao qual eu agradeço a dedicatória em dia tão embruxado.., pior seria se tivesse caído..


Ficará sem dúvida marcado a entrada no dia em que fiz trinta e uma primaveras...,e a esperança de melhores dias virão

06 março 2012

5º Passeio da Febra e da Mini (Nossa Sra Machede)



E já lá vão perto de quatro meses sem participar em quais querer eventos com carácter mais competitivo neste desporto de duas rodas, onde o meu único andamento se resume a umas pedaladas nos domingos com os companheiros SDT.

Com dois meses sem fumar esta seria a primeira prova de fogo para testar a "maquina" já que as pernas andam mais folgadas. 

A manha começou com o encontro no Café Telheiro as 7h:30m onde de boleia foi com o J. Borralho, sua esposa e filha e a minha namorada Lúcia, nos outros carros a comitiva era os manos Bilro, o Guerra, o Vítor o Dani e o João.

A chegada já passava das 8h:20m e em passo mais acelerado levantamos os dorsais, onde o saco vinha um pouco pobre tendo em conta o valor da inscrição (uma garrafa de vinho pequena e um queijo). 

Após me equipar e um pouco mais atrasado para os meus companheiros SDT lá segui para o local da partida, onde quase todos os participantes  se encontravam aguardar, cerca de 200 confirmados á minha frente e na sua maioria para a distância maior o raid de 50km sendo a outra passeio guiado de 25km.
Distraído á conversa não ouvi ser dada a partida. Sem o mp3 ligado lentamente  com uma mão, descontraidamente parti no fim ao ir tentando ligar o mp3, perdendo muito e muito tempo para os primeiros e não só...  embora para mim seria um teste á maquina e não uma competição. 

Até parecia que ia em passeio..

Após acertar com mp3 lá comecei então apertar mais com as pernas, mas como obstáculo teria muitos participantes mais lentos á minha frente fazendo com que continua-se a perder mais tempo. 
Assim de traz para a frente foi fazendo a minha prova num percurso de sobe e desce constante entre olivais e courelas, onde só perto do quilometro 9 consegui apanhar dois meus companheiros SDT, o Pato e o Guerra e logo uns quilómetros mais á frente o Dani que estava com problemas no selim.. 

O ponto mais alto fora ao quilómetro 22 com a subida mais longa e por sinal onde melhor me senti continuei as minhas ultrapassagens... 
Cerca do quilometro 41 onde o percurso estava apenas dividido por uma longa cerca comecei o sofrimento das combrias, de imediato bebi um liquido de magnésio, mas estupidamente atrasado pois padeci cerca de 6 km com fortes dores nas pernas e procurando a melhor pedalada para não se "agarrarem" por completo, serrando os dentes com vontade de gritar das dores, não querendo dar ponto fraco lá me aguentei, onde o magnésio acabou por aliviar a dor ao fim de cerca de 5 km e voltei á carga novamente nos últimos quilómetros ultrapassando mais três atletas mesmo na subida final. 

Com 55km finalmente conclui a prova na 21º posição com o tempo de 02h:10m (ver classificação) e um acumulado de subidas de cerca 800m entre cerca de 150 participantes, começando assim o ano com uma das minha piores classificações que me lembre. Será a falta da nicotina?
Irei ter que ser muito paciente pois pelo que sei os resultados demorarão aparecer, foram muitos anos  a fumar agora estou numa fase de limpeza e habito a este novo ciclo...

Após um bela nini e umas brincadeiras em grupo para recuperação fomos ao banho de agua fria para relaxar os músculos..

Os parolos do SDT
O almoço fora servido na casa do povo, uma carde á jardineira e regada de ninis super bock quentes..., onde o bom espirito de camaradagem e disposição comandou este a refeição.

Em geral foi bom voltar a estas andanças após quatro meses de folga e rever o pessoal amigo. Não que eu me sinta mais fraco, o pessoal é que está muito mais forte e andar muito mais onde pelo que sei os treinadores estão na moda e o doping contínuo de três em poupa. 
Na minha prestação só me resta começar a ganhar mais ritmo e ter muita paciência para este ciclo após tabaco...

Em relação a este evento gostei bastante em geral só penso que o preço esteja um pouco elevado em geral, pois faço parte de eventos...

17 fevereiro 2012

Como deixei de fumar...

Meu historial como fumador...
Quando tinha cerca de 15 anos e na chamada idade parva..., frequentando talvez o meu 8º ou 9º ano de escolaridade, com o grupo de amigos mais chegados, aqueles que nos chamamos de “irmãos” surge a fase das experiencias para mostramos que já éramos homenzinhos, surgi-o a vontade de experimentar fumar, nomeadamente quando íamos para as visitas de estudo, onde em grupo comprávamos um maço de Marlboro e Gigante e às escondidas divididamente íamos fumando...

Após passar esta primeira fase de experimentação em grupo, começou a ficar o vício de deitar fumo pela boca e pelo nariz. Na altura havia a venda tabaco avulso num café perto da escola onde passávamos os intervalos maiores e os feriados com o nome nunca mais esquecido por muitos que por ali passaram de Café o Mileu, onde diariamente comprava cerca de 4 cigarritos a 20 escudos cada já que a guita também era pouca. Ao fim de algum tempo fora proibido a venda dos cigarros avulso onde comecei a comprar um macito de vez enquanto de marca Chesterfild Light, marca esta na altura era mais em conta em boato que o Light (trocado hoje em dia pela cor azul) fazia menos mal á saúde.

Já na altura o pessoal amigo do simples cigarro falava em fumar um charrinho, principalmente quando era os finais dos períodos..., mas em relação a esse "vírus" fui sempre imune e utilizava a mentalidade e orgulho de não experimentar como vacina, pois foi coisa que nunca me passou pela cabeça experimentar.
Até aos meus 17 anos e sempre às escondidas ia fumado uns cigarritos quando me apanhava sozinho em casa, atrás da escola ou em viagens do grupo de jovens.

Em 1998, ano da Expo foi o ano em que passei a ser maior de idade fizera os meus 18 anos. Dois meses antes entrei para o kayak-Polo e na altura passei a acompanhar com o pessoal da equipa, todos eles mais velhos e fumadores, mas já pouco tempo antes por opção deixara eu de fumar, talvez porque estava a passar a idade parva, mais velhinho com mais juízo e orgulhosamente me sentia no grupo de 11 atletas onde eu e outro éramos os únicos que não fumávamos.
Com o passar do tempo acabei por sair do Kayak e um ano depois já não fazia parte da equipa, um dos motivos fora ser novamente repetente...De castigo comecei por ir bulir nas férias do verão para a loja do meu velho mas a receber guito (ordenado no bolso) assim também comecei as noitadas com o pessoal, alguns dias de férias bem longe de Estremoz e assim também o tabaco voltou novamente.., embora sempre as escondidas dos meus pais(embora por mais que pensássemos em esconder é impossível) mas mesmo com medo que me apanhassem tornei-me fumador activo.

Em 2001 foi um ano muito duro psicologicamente para mim, pois em Abril entrei para a tropa, mais precisamente para o quartel de engenharia em Tancos onde devido a levar tudo muito a peito acabei por "penar psicologicamente com o afastamento da família e dos amigos" principalmente nos primeiros três meses durante a recruta. O tabaco continuava sempre no bolso, onde antes de chegar ao quartel e todos os domingos com o pouco dinheiro de "mesada" que os meus velhos me davam (cerca de 5 contos) comprava quatro macitos e onde infelizmente acabei por aderir mais um vício mau que foi o fumar ao levantar em jejum. Nos primeiros meses nunca tive uma marca fictícia e entre várias marcas que fora experimentado ficou o Camell, que posteriormente encareceu e com um ordenado curto enverguei pelo Português Suave Azul, marca esta que fiquei fiel até desaparecer do mercado (final do ano 2010).

No ano de 2007 fiz o meu baptizo em provas de BTT, mais precisamente na meia-maratona de Estremoz, onde há partida logo adquiri novos amigos ligados as pedaladas, amigos esses que são actualmente os sócios fundadores do Sobe e Desce Team onde eu me orgulho e muito de fazer parte deste grupo.
As voltas estavam agendadas para todos os domingos de manha há semelhança do que ainda hoje acontece onde eu inicialmente levava o bom do macinho do tabaco no bolso e após fazer algumas subidas por exemplo ao Castelo ou S. Gens enquanto aguardava pelo pessoal mais atrasado aproveitava o descanso para fumar um cigarrinho..., até ao ponto do Sr. Carlos B. me dizer que era a ultima vez que fumava ao pé dele na volta domingueira, então por vergonha e respeito acabei por deixar de levar o macito nas voltas, mas o vício continuava...

Em 2010 atingi um dos meus melhores momentos físicos com a conquista de alguns pódios, onde os cigarros foram sempre um fiel companheiro meu pois tanto antes das maratonas como logo a seguir era uma presença constante na minha boca para espanto de muitos como é que eu conseguia tal proeza.
O ano seguinte em 2011, apesar de eu sentir a mesma forma física e garrado anterior ano, já não foi tão sorridente a nível de resultados, talvez por culpa de vários factores: a boa forma física dos outros atletas, a dedicação mais assídua dos mesmos, o uso de algumas sustâncias, melhores máquinas e eu acabei por ficar "parado no tempo" a viver dos bons resultados, um ano mais velho e com a continuação do cigarrinho cerca de 15 por dia para não aumentar o número nos fins-de-semana e dias de noitadas. Mesmo assim em geral nunca deixei afastar o top 10.

Ultimamente ao acordar todos os dias eram cheios de tosse, a mandar gosmas que mais parecia bocados de carvão do pulmão, por vezes com vómitos a sentir um "afogo", sintomas esses bem como a pedalar... Comecei por estipular uma data, escolha essa que no dia 01 de Janeiro iria deixar de fumar pela minha saúde, carteira e meu desempenho físico. Para tal pelo conhecimento e histórias vividas por quem largou este vício, umas conseguindo melhor, outras pior, eu sabia que iria ter uma grande batalha com a nicotina, ou falta dela.., sendo a maior maratona que irei enfrentar, mas também me conheço perfeitamente psicologicamente e sei que hoje em dia tenho "conquistado muitos" troféus graças a essa mesma mentalidade que se traduz em espírito de sacrifício...
Então comecei antes mesmo de acabar de fumar (cerca de 3 semanas antes) a me mentalizar que a partir de dia 01 Janeiro iria deixar o cigarro, bem como utilizar os sintomas maus que me estavam afectar causados pelo tabaco, como um motivo extra para deixar de fumar. Mas como eu sabendo e ouvindo a versão de pessoas que a perda de humor era um dos factores principais da falta da maldita nicotina, meti na cabeça que a solução estava nos pensos embora sendo caros (cerca 37€, pensei se consegue-se deixar de fumar iria ganhar muito mais € e saúde...).
Nos pensos existiam 3 dosagem (fases) de gramas de nicotina. Eu fiquei pela fase do meio, pensos com 14g de nicotina para quem fuma menos de um maço, mas fora-me aconselhado a fazer as 3 fases de pensos... Cada caixa independentemente da fase traz 14 pensos, ou seja para 14 dias.
Pelo que apurei de ex-fumadores, os sintomas após deixar de fumar o mais difícil seria o primeiro mês, onde a falta de nicotina possui o fumador em mau humor, o mau estar, ansiedade, bem como me aconselharam a não frequentar locais públicos onde se formasse bem como a evitar os "copos" durante as primeiras semana e bem como me avisaram que os pensos eram tanga, como todos os outros tratamentos, pois a chave era da vitória para o deixar de fumar passava pela cabeça e muita força de vontade.
Eu ao começar a minha luta sabia que apesar de conseguir não fumar as primeiras semanas iria continuar com a nicotina a "correr nas veias" pois estava sobe o efeito dos pensos (14g), já que realmente para quem fuma e não larga de um dia para o outro o cigarro posso chamar a nicotina de uma droga, já que ficamos realmente dependentes desta sustância e nos poderá alterar psicologicamente.
Mas o meu objectivo na utilização dos pensos seria tentar enganar o organismo, tentando esquecer o hábito de fumar já que no meu caso passava um pouco por um relógio biológico (ao acordar fumava um cigarro, ao pequeno-almoço, depois do almoço, lanche, antes de ir ao ginásio, depois á saída, antes das provas, logo apos os esforço físico e maior quantidade nas saídas á noite), tudo isto em média daria cerca de 15 cigarros e nos fins-de-semana cerca de 20 ou mais.

No dia 01 de Janeiro de 2012 por volta da 8 da manha saboreei o que seria o ultimo cigarro, antes de me deitar da noite da passagem de ano. No dia antes já tinha comprado os ditos pensos que me iria “alimentar” o vício. Cerca da 18h sai de casa como faço todos os fins-de-semana a ter com a minha namorada e os amigos ao bar, onde minutos antes já teria colado o dito penso. Entre muita conversa e algumas cerveja o desejo de pegar o maldito cigarro apareceu, com uma pastilha na boca foi tentando enganar o maldito vicio (superado).. Segunda-feira dia de trabalho seria um dia bem pior, pois sabia que iria estranhar e muito a falta do cigarro no já meu dito “relógio biológico”. Fui-me aguentando a manha toda só que após o café antes de ir bulir há tarde não resisti e fumei um cigarro, pois fiquei com um maço aberto que sobrou do ano novo e assim tentação ainda foi maior e não resisti. A tarde lá passou onde ia tentando desviar o pensamento do cigarro. A noite entrou e eu sai novamente até ao bar a beber unas jolas, apos o maldito café fiquei novamente desorientado, mas o meu objectivo era deixar de fumar e não queria dar o “braço a torcer”, então com mais umas pastilhas e distracção no telemóvel a escrever um texto para o jornal como costumo fazer, aguentei-me. No terceiro dia a hora de almoço novamente marchou mais um cigarro, isto aconteceu durante a semana toda mesmo com os pensos fumei sempre um cigarrito, mas sentia que estava a controlar-me e que afinal não era assim tão difícil.

Na sexta-feira a noite tive outro grande desafio na reunião semanal do pessoal SDT na sede com o combate das minis e o pessoal a fumar.., foi um serão muito mau para mim psicologicamente, mas consegui vencer mais uma grande batalha, bem como na noitada do fim de sema e assim estava ganha a primeira semana. Na segunda semana comecei a fazer dia sim, dia não aos pensos e acabando com o que restava dos cigarros do último maço de tabaco depois de almoço larguei por completo este vício e na terceira semana já pouco me lembrava que um dia tinha sido fumador…, para isso muito contribui também o eu fazer muito desporto e tentar procurar estar ocupado..
Espero que fotos como esta nunca mais ....

Em análise pessoal e já com seis semanas passadas, embora não me considere “curado desta doença”, pois sei que ainda tenho uma grande batalha, mas a pior talvez já a tenha vencido. Posso dar a minha opinião pessoal que afinal é tudo psicológico é tudo do nosso cérebro, nós é que temos que ter muito opinião ao comandamos o cérebro, não ele a nós… com muita força de vontade se consegue deixar de fumar, onde os pensos para mim acabaram por ser uma grande ajuda psicológica. Mas a principal conclusão que tirei desta experiencia é que não é assim tão difícil deixar de fumar.