Meus rescaldos de eventos BTT

26 março 2012

3 Horas Resistência Barbaris BTT Team



Apos alguns convites do pessoal amigo e colegas do pedal da freguesia de Barbacena, desta foi de vez com a minha participação nas 3 horas resistência BTT Barbaris Team.
A manha começou por volta das 7:30horas onde pela primeira vez me descolei solitariamente a um evento de BTT.

Por volta das 8:00 e pouco cheguei a esta simpática aldeia onde me juntei a comitiva do CCElvas. Fiz o levantamento do dorsal onde o saco vinha bem aviado, com uma t-shirt, porta-chaves e uma caixa de silicone pra moedas e papeis.
Lentamente e conversando com o pessoal de Elvas fui-me equipando onde antes da hora ja estava na segunda fila da frente da partida, onde estavam cerca de 100 participantes na manga aguardar a hora para três de sofrimento...

A partida foi dada onde o primeiro quilometro começara muito rolante e em altas velocidades, com a pulsação a disparar, foi lentamente me posicionado.., concluindo a primeira volta na 8 posição, a segunda e terceira volta recuperei mais um lugar, onde lentamente me ia animando pessoalmente pois o meu objectivo era o top 5 com direito a trofeu.

A quarta volta recuperei mais 2 lugares e adentei-me dos restantes que me estavam a "morder os calcagares", isto com uma hora e meia já passada e um grande ritmo onde o percurso era principalmente composto por estradão com muita areia, duas subidas mais inclinadas e algumas zonas mais técnicas, uma delas a segunda passagem de um ribeiro pelo meio de pedras e uma vala cheia de agua, local esse que foi sempre a minha maior dificuldade, pois de bike não o consegui transpor e a pé escorregavam-me os sapatos nas pedras, molhando as pernas e assim activava as "piranhas" mas enfim lá se foi passando.

Com uma hora e meia ainda para fazer á que continuar a pedalar onde me colei ao 4 classificado e em conjunto concluímos o restante tempo. Ora ia eu á frente, ora vinha ele assim sucessivamente até final do tempo, onde na oitava volta e última reservei um pouco da energia e após a passagem do dito ribeiro a cerca de 2 quilómetros da meta tentei novamente descolar e com grande esforço e espirito de sacrifício consegui ganhar a melhor concluído as 8 voltas em 3h:10m no 4 lugar, ganhando cerca de 1 minuto ao 5 classificado em menos de 2km, com 76km e uma média acima dos 24km/h.(ver classificação)

Um dos aspecto que acabei por padecer alem da maldita passagem da ribeira fora a poupança de agua, acabando por fazer a ultima volta sem uma pinga de agua, já que só havia um ponto de abastecimento, á passagem na aldeia e quem lá estava simpaticamente a dar as aguas na ultima volta a garrafas estava sem tampa, com a disputa do quarto lugar não havia tempo a perder acabei a seco.
Ao concluir a prova tive direito a entrevista ao micro feita pelo speaker de serviço o amigo Maneta, mesmo com pouca força ainda conseguir dar meia dúzia de palavras.

Após um banho juntei-me aos meus companheiros do SDT o Pedro Mendes e o João Borda d Agua, que tiverem alguns percalços com atraso de manha, onde juntamente almoçamos no belo salão da junta uma sopa de grau e uma chispalhada regada com muita cerveja. Mais uma vez e de volta aos trofeus lá foi receber o meu acrílico com uma garrafinha de azeite regional e ameixas de Elvas em calda...

Fomos fincando os três acabando por nos juntar á mesa do pessoal da organização a grande família Barbareis.



(De volta aos troféus)

13 março 2012

12º BTTTrigo "Os Gasparinhos"



Passados oito dias do meu começo em pedaladas mais competitivas neste novo ano, suje o meu próximo desafio e continuação de ganhar ritmo, desta vez em Monte do Trigo, Évora.

O ano passado tinha estado presente nesta simpática aldeia, onde gostei muito dos trilhos por onde pedalei e da organização desta gente amiga e experiente neste tipo de eventos em BTT, prova disso já lá vão uma dúzia de edições deste evento.

A manha começou cedo para variar, onde perto das 7 horas eu, a minha namorada e mais dois companheiros do SDT, o João Borralho e Luís Bilro, me fizeram companhia no meu bolinhas. Em mais três carros segui-o o resto da comitiva, no total nove elementos. 
Á chega fizemos o habitual levantamento do dorsal, onde pelos visto a crise está instalada nos sacos dos brindes, trazendo apenas uma garrafita de vinho e uns papeis, mas como "cavalo dado não se olha ao dente" (pois a minha inscrição fora gratuita) quando na anterior edição á chegada fui premiado com esta inscrição.
Esta prova que contava com as distancias de 25, 40 e 60km onde estavam confirmados perto de meio milhar de participantes. Eu quando fiz inicialmente a inscrição fora para a distancia de 40km, mas como a falta de ritmo era grande resolvi ir para a distancia dos duros..para mais rapidamente tentar entrar em forma e ultrapassar a fase sem nicotina.

Á partida e desta vez tendo em conta haver muito pessoal até fiquei bem colocado e perto da linha de meta, na terceira fila e sabia que para tentar fazer um bom resultado teria de estar “colado” ao pessoal chamado de "prós".

Já pouco passada da hora marcada, estando eu antes á conversa com o amigo Rui Alexandrino a trocar impressões de uma dor numa que tenho na virilha e que ultimamente me tem vindo a me massacrar, quando a partida foi dada. Asselarei as pernas recuperando mais uns bons lugares e ficando colocado no grupo da frente com mais de 30 atletas que durante 8km com uma média acima dos 30km e as minhas pulsações acima dos 170 p.m consegui ir acompanhando o pessoal num percurso inicialmente muito rápido e composto por estradões. 

Ao fim desse sufoco nas pedaladas loucas, iniciais comecei lentamente a perder o grupo da frente de vista com uma quebra gradual e a pagar o esforço inicial da falta do ritmo. Assim fui pedalando ate cerca do quilómetro 17 e antes da mudança de percurso onde começaram aparecer algumas subidas curtas e me comecei a sentir melhor fisicamente, começando a recuperar posições atrás de posições. 

Na mudança mantive o meu objectivo de ir para a distancia maior, onde ate ao quilometro 30 fora praticamente sempre a subir, onde eu me estava a começar a sentir com grande força até que durasse e as pernas aguentassem, só que na primeira descida com o piso muito seco por culpa da falta de chuva desde Novembro, bati violentamente com a roda traseira numa pedra, arrebentando o pneu, para minha grande tristeza e ao mesmo tempo de raiva.., já que o liquido tubeless estava seco, seguindo ao lado da bike a pé e vendo o pessoal atrás de mim a descer até que apareceram dois meus companheiros o Vítor o Dani prontamente me deixaram uma camara de ar e uma bomba, só que não tinha desmontas e muito menos vontade de descolar o pneu e tirar a válvula que estava agarrada...

O João Borralho eu e o maldito pneu
Foi continuando andar mais um bocado até que apareceu mais um companheiro, o J. Borralho e que muito prontamente e desportivamente passado "força psicológica" não me deixou desistir..,se eu desiste-se ele desistia também comigo, chegando depois o Guerra e entre os três e passado mais alguns bons minutos lá colocamos a câmara de ar na maldita roda e em conjunto seguimos viagem, onde pela frente ainda tiramos metade a concluir... 
Fiquei mais para traz, onde continuei a pedalar á conversa com o Nuno Santo, mais um companheiro de longa data quando dou com o pneu novamente em baixo, isto após 7kms do último furo... Então era o fim da minha história de 2012 em Monte do Trigo, pois já estava farto de tantos azares e ainda por cima em dia de meu aniversário.

Continuei por mais 7 km a pé sem encontrar viva alma da organização, estragando ate as solas dos sapatos onde só via era cabeços e serras.., mantive no percurso a pé até aparecer a carrinha "vassoura" que me deixou no abastecimento 2km mais há frente.

Perto das 13 horas finalmente lá cheguei numa das carrinha da organização acompanhado pelo amigo Campaniço e outro, onde toda a comitiva SDT tinha terminado a prova mas a pedalar...
Fomos ao banho e depois finalmente á melhor parte que é o almoço conviva com os combatentes finais,mas só metade da comitiva SDT é que ficou, a outra segui-o viagem... Cosido de grão é já um habitual neste evento regado com a boa da imperial e boa disposição.

Após o almoço e durante o convívio com o Filipe Matias e o pessoal da BTT-TV, ainda tive direito a ouvir o pessoal do BTTrigo a cantar-me os parabéns em jeito de cantarem alentejano, ao qual eu agradeço a dedicatória em dia tão embruxado.., pior seria se tivesse caído..


Ficará sem dúvida marcado a entrada no dia em que fiz trinta e uma primaveras...,e a esperança de melhores dias virão

06 março 2012

5º Passeio da Febra e da Mini (Nossa Sra Machede)



E já lá vão perto de quatro meses sem participar em quais querer eventos com carácter mais competitivo neste desporto de duas rodas, onde o meu único andamento se resume a umas pedaladas nos domingos com os companheiros SDT.

Com dois meses sem fumar esta seria a primeira prova de fogo para testar a "maquina" já que as pernas andam mais folgadas. 

A manha começou com o encontro no Café Telheiro as 7h:30m onde de boleia foi com o J. Borralho, sua esposa e filha e a minha namorada Lúcia, nos outros carros a comitiva era os manos Bilro, o Guerra, o Vítor o Dani e o João.

A chegada já passava das 8h:20m e em passo mais acelerado levantamos os dorsais, onde o saco vinha um pouco pobre tendo em conta o valor da inscrição (uma garrafa de vinho pequena e um queijo). 

Após me equipar e um pouco mais atrasado para os meus companheiros SDT lá segui para o local da partida, onde quase todos os participantes  se encontravam aguardar, cerca de 200 confirmados á minha frente e na sua maioria para a distância maior o raid de 50km sendo a outra passeio guiado de 25km.
Distraído á conversa não ouvi ser dada a partida. Sem o mp3 ligado lentamente  com uma mão, descontraidamente parti no fim ao ir tentando ligar o mp3, perdendo muito e muito tempo para os primeiros e não só...  embora para mim seria um teste á maquina e não uma competição. 

Até parecia que ia em passeio..

Após acertar com mp3 lá comecei então apertar mais com as pernas, mas como obstáculo teria muitos participantes mais lentos á minha frente fazendo com que continua-se a perder mais tempo. 
Assim de traz para a frente foi fazendo a minha prova num percurso de sobe e desce constante entre olivais e courelas, onde só perto do quilometro 9 consegui apanhar dois meus companheiros SDT, o Pato e o Guerra e logo uns quilómetros mais á frente o Dani que estava com problemas no selim.. 

O ponto mais alto fora ao quilómetro 22 com a subida mais longa e por sinal onde melhor me senti continuei as minhas ultrapassagens... 
Cerca do quilometro 41 onde o percurso estava apenas dividido por uma longa cerca comecei o sofrimento das combrias, de imediato bebi um liquido de magnésio, mas estupidamente atrasado pois padeci cerca de 6 km com fortes dores nas pernas e procurando a melhor pedalada para não se "agarrarem" por completo, serrando os dentes com vontade de gritar das dores, não querendo dar ponto fraco lá me aguentei, onde o magnésio acabou por aliviar a dor ao fim de cerca de 5 km e voltei á carga novamente nos últimos quilómetros ultrapassando mais três atletas mesmo na subida final. 

Com 55km finalmente conclui a prova na 21º posição com o tempo de 02h:10m (ver classificação) e um acumulado de subidas de cerca 800m entre cerca de 150 participantes, começando assim o ano com uma das minha piores classificações que me lembre. Será a falta da nicotina?
Irei ter que ser muito paciente pois pelo que sei os resultados demorarão aparecer, foram muitos anos  a fumar agora estou numa fase de limpeza e habito a este novo ciclo...

Após um bela nini e umas brincadeiras em grupo para recuperação fomos ao banho de agua fria para relaxar os músculos..

Os parolos do SDT
O almoço fora servido na casa do povo, uma carde á jardineira e regada de ninis super bock quentes..., onde o bom espirito de camaradagem e disposição comandou este a refeição.

Em geral foi bom voltar a estas andanças após quatro meses de folga e rever o pessoal amigo. Não que eu me sinta mais fraco, o pessoal é que está muito mais forte e andar muito mais onde pelo que sei os treinadores estão na moda e o doping contínuo de três em poupa. 
Na minha prestação só me resta começar a ganhar mais ritmo e ter muita paciência para este ciclo após tabaco...

Em relação a este evento gostei bastante em geral só penso que o preço esteja um pouco elevado em geral, pois faço parte de eventos...

17 fevereiro 2012

Como deixei de fumar...

Meu historial como fumador...
Quando tinha cerca de 15 anos e na chamada idade parva..., frequentando talvez o meu 8º ou 9º ano de escolaridade, com o grupo de amigos mais chegados, aqueles que nos chamamos de “irmãos” surge a fase das experiencias para mostramos que já éramos homenzinhos, surgi-o a vontade de experimentar fumar, nomeadamente quando íamos para as visitas de estudo, onde em grupo comprávamos um maço de Marlboro e Gigante e às escondidas divididamente íamos fumando...

Após passar esta primeira fase de experimentação em grupo, começou a ficar o vício de deitar fumo pela boca e pelo nariz. Na altura havia a venda tabaco avulso num café perto da escola onde passávamos os intervalos maiores e os feriados com o nome nunca mais esquecido por muitos que por ali passaram de Café o Mileu, onde diariamente comprava cerca de 4 cigarritos a 20 escudos cada já que a guita também era pouca. Ao fim de algum tempo fora proibido a venda dos cigarros avulso onde comecei a comprar um macito de vez enquanto de marca Chesterfild Light, marca esta na altura era mais em conta em boato que o Light (trocado hoje em dia pela cor azul) fazia menos mal á saúde.

Já na altura o pessoal amigo do simples cigarro falava em fumar um charrinho, principalmente quando era os finais dos períodos..., mas em relação a esse "vírus" fui sempre imune e utilizava a mentalidade e orgulho de não experimentar como vacina, pois foi coisa que nunca me passou pela cabeça experimentar.
Até aos meus 17 anos e sempre às escondidas ia fumado uns cigarritos quando me apanhava sozinho em casa, atrás da escola ou em viagens do grupo de jovens.

Em 1998, ano da Expo foi o ano em que passei a ser maior de idade fizera os meus 18 anos. Dois meses antes entrei para o kayak-Polo e na altura passei a acompanhar com o pessoal da equipa, todos eles mais velhos e fumadores, mas já pouco tempo antes por opção deixara eu de fumar, talvez porque estava a passar a idade parva, mais velhinho com mais juízo e orgulhosamente me sentia no grupo de 11 atletas onde eu e outro éramos os únicos que não fumávamos.
Com o passar do tempo acabei por sair do Kayak e um ano depois já não fazia parte da equipa, um dos motivos fora ser novamente repetente...De castigo comecei por ir bulir nas férias do verão para a loja do meu velho mas a receber guito (ordenado no bolso) assim também comecei as noitadas com o pessoal, alguns dias de férias bem longe de Estremoz e assim também o tabaco voltou novamente.., embora sempre as escondidas dos meus pais(embora por mais que pensássemos em esconder é impossível) mas mesmo com medo que me apanhassem tornei-me fumador activo.

Em 2001 foi um ano muito duro psicologicamente para mim, pois em Abril entrei para a tropa, mais precisamente para o quartel de engenharia em Tancos onde devido a levar tudo muito a peito acabei por "penar psicologicamente com o afastamento da família e dos amigos" principalmente nos primeiros três meses durante a recruta. O tabaco continuava sempre no bolso, onde antes de chegar ao quartel e todos os domingos com o pouco dinheiro de "mesada" que os meus velhos me davam (cerca de 5 contos) comprava quatro macitos e onde infelizmente acabei por aderir mais um vício mau que foi o fumar ao levantar em jejum. Nos primeiros meses nunca tive uma marca fictícia e entre várias marcas que fora experimentado ficou o Camell, que posteriormente encareceu e com um ordenado curto enverguei pelo Português Suave Azul, marca esta que fiquei fiel até desaparecer do mercado (final do ano 2010).

No ano de 2007 fiz o meu baptizo em provas de BTT, mais precisamente na meia-maratona de Estremoz, onde há partida logo adquiri novos amigos ligados as pedaladas, amigos esses que são actualmente os sócios fundadores do Sobe e Desce Team onde eu me orgulho e muito de fazer parte deste grupo.
As voltas estavam agendadas para todos os domingos de manha há semelhança do que ainda hoje acontece onde eu inicialmente levava o bom do macinho do tabaco no bolso e após fazer algumas subidas por exemplo ao Castelo ou S. Gens enquanto aguardava pelo pessoal mais atrasado aproveitava o descanso para fumar um cigarrinho..., até ao ponto do Sr. Carlos B. me dizer que era a ultima vez que fumava ao pé dele na volta domingueira, então por vergonha e respeito acabei por deixar de levar o macito nas voltas, mas o vício continuava...

Em 2010 atingi um dos meus melhores momentos físicos com a conquista de alguns pódios, onde os cigarros foram sempre um fiel companheiro meu pois tanto antes das maratonas como logo a seguir era uma presença constante na minha boca para espanto de muitos como é que eu conseguia tal proeza.
O ano seguinte em 2011, apesar de eu sentir a mesma forma física e garrado anterior ano, já não foi tão sorridente a nível de resultados, talvez por culpa de vários factores: a boa forma física dos outros atletas, a dedicação mais assídua dos mesmos, o uso de algumas sustâncias, melhores máquinas e eu acabei por ficar "parado no tempo" a viver dos bons resultados, um ano mais velho e com a continuação do cigarrinho cerca de 15 por dia para não aumentar o número nos fins-de-semana e dias de noitadas. Mesmo assim em geral nunca deixei afastar o top 10.

Ultimamente ao acordar todos os dias eram cheios de tosse, a mandar gosmas que mais parecia bocados de carvão do pulmão, por vezes com vómitos a sentir um "afogo", sintomas esses bem como a pedalar... Comecei por estipular uma data, escolha essa que no dia 01 de Janeiro iria deixar de fumar pela minha saúde, carteira e meu desempenho físico. Para tal pelo conhecimento e histórias vividas por quem largou este vício, umas conseguindo melhor, outras pior, eu sabia que iria ter uma grande batalha com a nicotina, ou falta dela.., sendo a maior maratona que irei enfrentar, mas também me conheço perfeitamente psicologicamente e sei que hoje em dia tenho "conquistado muitos" troféus graças a essa mesma mentalidade que se traduz em espírito de sacrifício...
Então comecei antes mesmo de acabar de fumar (cerca de 3 semanas antes) a me mentalizar que a partir de dia 01 Janeiro iria deixar o cigarro, bem como utilizar os sintomas maus que me estavam afectar causados pelo tabaco, como um motivo extra para deixar de fumar. Mas como eu sabendo e ouvindo a versão de pessoas que a perda de humor era um dos factores principais da falta da maldita nicotina, meti na cabeça que a solução estava nos pensos embora sendo caros (cerca 37€, pensei se consegue-se deixar de fumar iria ganhar muito mais € e saúde...).
Nos pensos existiam 3 dosagem (fases) de gramas de nicotina. Eu fiquei pela fase do meio, pensos com 14g de nicotina para quem fuma menos de um maço, mas fora-me aconselhado a fazer as 3 fases de pensos... Cada caixa independentemente da fase traz 14 pensos, ou seja para 14 dias.
Pelo que apurei de ex-fumadores, os sintomas após deixar de fumar o mais difícil seria o primeiro mês, onde a falta de nicotina possui o fumador em mau humor, o mau estar, ansiedade, bem como me aconselharam a não frequentar locais públicos onde se formasse bem como a evitar os "copos" durante as primeiras semana e bem como me avisaram que os pensos eram tanga, como todos os outros tratamentos, pois a chave era da vitória para o deixar de fumar passava pela cabeça e muita força de vontade.
Eu ao começar a minha luta sabia que apesar de conseguir não fumar as primeiras semanas iria continuar com a nicotina a "correr nas veias" pois estava sobe o efeito dos pensos (14g), já que realmente para quem fuma e não larga de um dia para o outro o cigarro posso chamar a nicotina de uma droga, já que ficamos realmente dependentes desta sustância e nos poderá alterar psicologicamente.
Mas o meu objectivo na utilização dos pensos seria tentar enganar o organismo, tentando esquecer o hábito de fumar já que no meu caso passava um pouco por um relógio biológico (ao acordar fumava um cigarro, ao pequeno-almoço, depois do almoço, lanche, antes de ir ao ginásio, depois á saída, antes das provas, logo apos os esforço físico e maior quantidade nas saídas á noite), tudo isto em média daria cerca de 15 cigarros e nos fins-de-semana cerca de 20 ou mais.

No dia 01 de Janeiro de 2012 por volta da 8 da manha saboreei o que seria o ultimo cigarro, antes de me deitar da noite da passagem de ano. No dia antes já tinha comprado os ditos pensos que me iria “alimentar” o vício. Cerca da 18h sai de casa como faço todos os fins-de-semana a ter com a minha namorada e os amigos ao bar, onde minutos antes já teria colado o dito penso. Entre muita conversa e algumas cerveja o desejo de pegar o maldito cigarro apareceu, com uma pastilha na boca foi tentando enganar o maldito vicio (superado).. Segunda-feira dia de trabalho seria um dia bem pior, pois sabia que iria estranhar e muito a falta do cigarro no já meu dito “relógio biológico”. Fui-me aguentando a manha toda só que após o café antes de ir bulir há tarde não resisti e fumei um cigarro, pois fiquei com um maço aberto que sobrou do ano novo e assim tentação ainda foi maior e não resisti. A tarde lá passou onde ia tentando desviar o pensamento do cigarro. A noite entrou e eu sai novamente até ao bar a beber unas jolas, apos o maldito café fiquei novamente desorientado, mas o meu objectivo era deixar de fumar e não queria dar o “braço a torcer”, então com mais umas pastilhas e distracção no telemóvel a escrever um texto para o jornal como costumo fazer, aguentei-me. No terceiro dia a hora de almoço novamente marchou mais um cigarro, isto aconteceu durante a semana toda mesmo com os pensos fumei sempre um cigarrito, mas sentia que estava a controlar-me e que afinal não era assim tão difícil.

Na sexta-feira a noite tive outro grande desafio na reunião semanal do pessoal SDT na sede com o combate das minis e o pessoal a fumar.., foi um serão muito mau para mim psicologicamente, mas consegui vencer mais uma grande batalha, bem como na noitada do fim de sema e assim estava ganha a primeira semana. Na segunda semana comecei a fazer dia sim, dia não aos pensos e acabando com o que restava dos cigarros do último maço de tabaco depois de almoço larguei por completo este vício e na terceira semana já pouco me lembrava que um dia tinha sido fumador…, para isso muito contribui também o eu fazer muito desporto e tentar procurar estar ocupado..
Espero que fotos como esta nunca mais ....

Em análise pessoal e já com seis semanas passadas, embora não me considere “curado desta doença”, pois sei que ainda tenho uma grande batalha, mas a pior talvez já a tenha vencido. Posso dar a minha opinião pessoal que afinal é tudo psicológico é tudo do nosso cérebro, nós é que temos que ter muito opinião ao comandamos o cérebro, não ele a nós… com muita força de vontade se consegue deixar de fumar, onde os pensos para mim acabaram por ser uma grande ajuda psicológica. Mas a principal conclusão que tirei desta experiencia é que não é assim tão difícil deixar de fumar.

05 fevereiro 2012

Arnes para maquina GoPro

A associação BTTMOZ-SDT, mais conhecida pelo Sobe e Desce Team adqueri-o esta magnifica maquina para promoção dos nos eventos em Estremoz.. mas como qual quer uma só trazia alguns acessorios básicos para sua utilização, onde para nós SDT o arnes parece-me ser a melhor opção para filmar zonas mais técnicas e com pormenores da condução do rider.Só que em media o custo de um arnes Gopro custa cerca de 45€, o que acho um preço muito elevado para esse acessorio.

Arnes original GoPro 45.00€


Então porque não fazer um!

Pus o cérebro a funcionale mãos há obra, aproveitando o plastico quadrado que vem a segurar a maquina na embalagem.

Com cerca de 3.00€ comprei os objectos na foto abaixo

cerca de 3 metros de fita para os estores, uma dúzia de botões rápidos e 4 encaixes plásticos


O produto final foi este...
Com o suporte GOPro preso as fitas...
As fitas são ajustáveis...

Costas..
Agora é testa-lo nas nas filmagens... ;-)

Espero ter ajudado o pessoal com esta dita..,que está a pensar em comprar este acessorio, mas que com a crise está duvidoso...

Cmps e boas filmagens

07 novembro 2011

II Raid Vila Nova da Barquinha


Após uma semana do passeio em Evoramonte de 50km muito duros onde fui o primeiro a chegar de forma muito categórica este fim-de-semana na Barquinha sérvio para por fim as pedaladas para este ano, pois além das condições climatéricas estarem a pior eu e a minha carteira também precisamos de descanso.

Este raid teve a particularidade de termos presentes 9 elementos SDT, bem como alguns respectivos familiares, aproveitando o dia para o convívio.
Eu fui com a companhia da minha namorada e do Luís.A partida de Estremoz foi um pouco atrasada saindo cerca das 6h:50m e chegada a Vila Nova da Barquinha por volta das 20 para 9 horas.
Após rapidamente levantarmos os dorsais onde vinha uma estatueta, um porta-chaves e uma t-shirt fomos logo para a zona da meta, onde ja muitos aguardavam a partida. Cerca de 120 participantes para a distancia única de 50km, poucos mas bons..

Após alguns minutos depois da 9 horas foi dada a partida onde ainda dentro da vila tentei recuperar alguns lugares.., á entrada da terra seguia dentro dos primeiros 15 participantes onde se começou logo a subir por um meio de eucaliptais.. Cerca do quilómetro 20 já tinha recuperado mais alguns lugares com percurso que para mim estava a começar a ser muito monótono sempre em sobe desce por meio de eucaliptos, com a marcação também a merecer atenção redobrada pois as fitas eram curtas e por vezes de fraca visibilidade. 

Passado mais alguns quilómetros, a meio da distância e sempre avistar dois participantes á minha frente, uma pessoa da organização na picagem avisou-me que era o 12º ou 13º..., Foi o mesmo que me ter dado uma "marretada", pois não era dos meus melhores dias e com aquelas palavras afectaram-me muito psicologicamente, fazendo com que perdesse por completo o espírito competitivo, embora me parecesse que estava em melhor posição...
Já tinha ido ao chão...

Abrandei mais o ritmo e limitei-me a tentar concluir a prova com o objectivo de não ser passado por ninguém, onde os trilhos mudaram paisagisticamente com o aparecimento de espaços mais abertos, passagens por aldeias e alguns singles onde surgi-o também mais lama e ainda tive tempo para uma pequena queda sem gravidade por derrapagem da roda da frente devido a lama agarrada, antes ainda passara dois participantes.

Muito perto da chegada e á passagem  uma estrada mais um elemento da organização me dissera o lugar em que ia, mais precisamente em 7º lugar.., o que vim a concluir que inicialmente fora enganado da minha posição e que poderia ter feito melhor.. Mas o mal já estava feito e o fim de 47km calmamente lá cortei a meta no dito 7º lugar com o tempo de 02h:18m (ver classificação) com um acumulado de cerca de 750m e uma media de batimentos de 160 que era o espelho do meu pouco esforço.

Com uma manha de sol muito agradável fui esperando pelos meus companheiros SDT onde antes de irmos almoçar e depois de um belo banho nos melhores balneários onde até hoje tomei duche, entregamos as tampinhas plásticas para a Inês, criança no qual tem decorrido uma campanha de solidariedade.
Team SDT com a contribuição de tampinhas para a pequena Inês


O almoço foi simpaticamente servido nos camarotes da praça de touros com porco no espeto e muita imperial, onde ainda assistimos a uma garraiada...

Em geral fica uma boa organização de pessoas muito simpáticas que nos receberam muito bem, embora com algumas arestas para limar no meu ver na parte das marcações e sinalizações.