Meus rescaldos de eventos BTT

06 março 2012

5º Passeio da Febra e da Mini (Nossa Sra Machede)



E já lá vão perto de quatro meses sem participar em quais querer eventos com carácter mais competitivo neste desporto de duas rodas, onde o meu único andamento se resume a umas pedaladas nos domingos com os companheiros SDT.

Com dois meses sem fumar esta seria a primeira prova de fogo para testar a "maquina" já que as pernas andam mais folgadas. 

A manha começou com o encontro no Café Telheiro as 7h:30m onde de boleia foi com o J. Borralho, sua esposa e filha e a minha namorada Lúcia, nos outros carros a comitiva era os manos Bilro, o Guerra, o Vítor o Dani e o João.

A chegada já passava das 8h:20m e em passo mais acelerado levantamos os dorsais, onde o saco vinha um pouco pobre tendo em conta o valor da inscrição (uma garrafa de vinho pequena e um queijo). 

Após me equipar e um pouco mais atrasado para os meus companheiros SDT lá segui para o local da partida, onde quase todos os participantes  se encontravam aguardar, cerca de 200 confirmados á minha frente e na sua maioria para a distância maior o raid de 50km sendo a outra passeio guiado de 25km.
Distraído á conversa não ouvi ser dada a partida. Sem o mp3 ligado lentamente  com uma mão, descontraidamente parti no fim ao ir tentando ligar o mp3, perdendo muito e muito tempo para os primeiros e não só...  embora para mim seria um teste á maquina e não uma competição. 

Até parecia que ia em passeio..

Após acertar com mp3 lá comecei então apertar mais com as pernas, mas como obstáculo teria muitos participantes mais lentos á minha frente fazendo com que continua-se a perder mais tempo. 
Assim de traz para a frente foi fazendo a minha prova num percurso de sobe e desce constante entre olivais e courelas, onde só perto do quilometro 9 consegui apanhar dois meus companheiros SDT, o Pato e o Guerra e logo uns quilómetros mais á frente o Dani que estava com problemas no selim.. 

O ponto mais alto fora ao quilómetro 22 com a subida mais longa e por sinal onde melhor me senti continuei as minhas ultrapassagens... 
Cerca do quilometro 41 onde o percurso estava apenas dividido por uma longa cerca comecei o sofrimento das combrias, de imediato bebi um liquido de magnésio, mas estupidamente atrasado pois padeci cerca de 6 km com fortes dores nas pernas e procurando a melhor pedalada para não se "agarrarem" por completo, serrando os dentes com vontade de gritar das dores, não querendo dar ponto fraco lá me aguentei, onde o magnésio acabou por aliviar a dor ao fim de cerca de 5 km e voltei á carga novamente nos últimos quilómetros ultrapassando mais três atletas mesmo na subida final. 

Com 55km finalmente conclui a prova na 21º posição com o tempo de 02h:10m (ver classificação) e um acumulado de subidas de cerca 800m entre cerca de 150 participantes, começando assim o ano com uma das minha piores classificações que me lembre. Será a falta da nicotina?
Irei ter que ser muito paciente pois pelo que sei os resultados demorarão aparecer, foram muitos anos  a fumar agora estou numa fase de limpeza e habito a este novo ciclo...

Após um bela nini e umas brincadeiras em grupo para recuperação fomos ao banho de agua fria para relaxar os músculos..

Os parolos do SDT
O almoço fora servido na casa do povo, uma carde á jardineira e regada de ninis super bock quentes..., onde o bom espirito de camaradagem e disposição comandou este a refeição.

Em geral foi bom voltar a estas andanças após quatro meses de folga e rever o pessoal amigo. Não que eu me sinta mais fraco, o pessoal é que está muito mais forte e andar muito mais onde pelo que sei os treinadores estão na moda e o doping contínuo de três em poupa. 
Na minha prestação só me resta começar a ganhar mais ritmo e ter muita paciência para este ciclo após tabaco...

Em relação a este evento gostei bastante em geral só penso que o preço esteja um pouco elevado em geral, pois faço parte de eventos...

17 fevereiro 2012

Como deixei de fumar...

Meu historial como fumador...
Quando tinha cerca de 15 anos e na chamada idade parva..., frequentando talvez o meu 8º ou 9º ano de escolaridade, com o grupo de amigos mais chegados, aqueles que nos chamamos de “irmãos” surge a fase das experiencias para mostramos que já éramos homenzinhos, surgi-o a vontade de experimentar fumar, nomeadamente quando íamos para as visitas de estudo, onde em grupo comprávamos um maço de Marlboro e Gigante e às escondidas divididamente íamos fumando...

Após passar esta primeira fase de experimentação em grupo, começou a ficar o vício de deitar fumo pela boca e pelo nariz. Na altura havia a venda tabaco avulso num café perto da escola onde passávamos os intervalos maiores e os feriados com o nome nunca mais esquecido por muitos que por ali passaram de Café o Mileu, onde diariamente comprava cerca de 4 cigarritos a 20 escudos cada já que a guita também era pouca. Ao fim de algum tempo fora proibido a venda dos cigarros avulso onde comecei a comprar um macito de vez enquanto de marca Chesterfild Light, marca esta na altura era mais em conta em boato que o Light (trocado hoje em dia pela cor azul) fazia menos mal á saúde.

Já na altura o pessoal amigo do simples cigarro falava em fumar um charrinho, principalmente quando era os finais dos períodos..., mas em relação a esse "vírus" fui sempre imune e utilizava a mentalidade e orgulho de não experimentar como vacina, pois foi coisa que nunca me passou pela cabeça experimentar.
Até aos meus 17 anos e sempre às escondidas ia fumado uns cigarritos quando me apanhava sozinho em casa, atrás da escola ou em viagens do grupo de jovens.

Em 1998, ano da Expo foi o ano em que passei a ser maior de idade fizera os meus 18 anos. Dois meses antes entrei para o kayak-Polo e na altura passei a acompanhar com o pessoal da equipa, todos eles mais velhos e fumadores, mas já pouco tempo antes por opção deixara eu de fumar, talvez porque estava a passar a idade parva, mais velhinho com mais juízo e orgulhosamente me sentia no grupo de 11 atletas onde eu e outro éramos os únicos que não fumávamos.
Com o passar do tempo acabei por sair do Kayak e um ano depois já não fazia parte da equipa, um dos motivos fora ser novamente repetente...De castigo comecei por ir bulir nas férias do verão para a loja do meu velho mas a receber guito (ordenado no bolso) assim também comecei as noitadas com o pessoal, alguns dias de férias bem longe de Estremoz e assim também o tabaco voltou novamente.., embora sempre as escondidas dos meus pais(embora por mais que pensássemos em esconder é impossível) mas mesmo com medo que me apanhassem tornei-me fumador activo.

Em 2001 foi um ano muito duro psicologicamente para mim, pois em Abril entrei para a tropa, mais precisamente para o quartel de engenharia em Tancos onde devido a levar tudo muito a peito acabei por "penar psicologicamente com o afastamento da família e dos amigos" principalmente nos primeiros três meses durante a recruta. O tabaco continuava sempre no bolso, onde antes de chegar ao quartel e todos os domingos com o pouco dinheiro de "mesada" que os meus velhos me davam (cerca de 5 contos) comprava quatro macitos e onde infelizmente acabei por aderir mais um vício mau que foi o fumar ao levantar em jejum. Nos primeiros meses nunca tive uma marca fictícia e entre várias marcas que fora experimentado ficou o Camell, que posteriormente encareceu e com um ordenado curto enverguei pelo Português Suave Azul, marca esta que fiquei fiel até desaparecer do mercado (final do ano 2010).

No ano de 2007 fiz o meu baptizo em provas de BTT, mais precisamente na meia-maratona de Estremoz, onde há partida logo adquiri novos amigos ligados as pedaladas, amigos esses que são actualmente os sócios fundadores do Sobe e Desce Team onde eu me orgulho e muito de fazer parte deste grupo.
As voltas estavam agendadas para todos os domingos de manha há semelhança do que ainda hoje acontece onde eu inicialmente levava o bom do macinho do tabaco no bolso e após fazer algumas subidas por exemplo ao Castelo ou S. Gens enquanto aguardava pelo pessoal mais atrasado aproveitava o descanso para fumar um cigarrinho..., até ao ponto do Sr. Carlos B. me dizer que era a ultima vez que fumava ao pé dele na volta domingueira, então por vergonha e respeito acabei por deixar de levar o macito nas voltas, mas o vício continuava...

Em 2010 atingi um dos meus melhores momentos físicos com a conquista de alguns pódios, onde os cigarros foram sempre um fiel companheiro meu pois tanto antes das maratonas como logo a seguir era uma presença constante na minha boca para espanto de muitos como é que eu conseguia tal proeza.
O ano seguinte em 2011, apesar de eu sentir a mesma forma física e garrado anterior ano, já não foi tão sorridente a nível de resultados, talvez por culpa de vários factores: a boa forma física dos outros atletas, a dedicação mais assídua dos mesmos, o uso de algumas sustâncias, melhores máquinas e eu acabei por ficar "parado no tempo" a viver dos bons resultados, um ano mais velho e com a continuação do cigarrinho cerca de 15 por dia para não aumentar o número nos fins-de-semana e dias de noitadas. Mesmo assim em geral nunca deixei afastar o top 10.

Ultimamente ao acordar todos os dias eram cheios de tosse, a mandar gosmas que mais parecia bocados de carvão do pulmão, por vezes com vómitos a sentir um "afogo", sintomas esses bem como a pedalar... Comecei por estipular uma data, escolha essa que no dia 01 de Janeiro iria deixar de fumar pela minha saúde, carteira e meu desempenho físico. Para tal pelo conhecimento e histórias vividas por quem largou este vício, umas conseguindo melhor, outras pior, eu sabia que iria ter uma grande batalha com a nicotina, ou falta dela.., sendo a maior maratona que irei enfrentar, mas também me conheço perfeitamente psicologicamente e sei que hoje em dia tenho "conquistado muitos" troféus graças a essa mesma mentalidade que se traduz em espírito de sacrifício...
Então comecei antes mesmo de acabar de fumar (cerca de 3 semanas antes) a me mentalizar que a partir de dia 01 Janeiro iria deixar o cigarro, bem como utilizar os sintomas maus que me estavam afectar causados pelo tabaco, como um motivo extra para deixar de fumar. Mas como eu sabendo e ouvindo a versão de pessoas que a perda de humor era um dos factores principais da falta da maldita nicotina, meti na cabeça que a solução estava nos pensos embora sendo caros (cerca 37€, pensei se consegue-se deixar de fumar iria ganhar muito mais € e saúde...).
Nos pensos existiam 3 dosagem (fases) de gramas de nicotina. Eu fiquei pela fase do meio, pensos com 14g de nicotina para quem fuma menos de um maço, mas fora-me aconselhado a fazer as 3 fases de pensos... Cada caixa independentemente da fase traz 14 pensos, ou seja para 14 dias.
Pelo que apurei de ex-fumadores, os sintomas após deixar de fumar o mais difícil seria o primeiro mês, onde a falta de nicotina possui o fumador em mau humor, o mau estar, ansiedade, bem como me aconselharam a não frequentar locais públicos onde se formasse bem como a evitar os "copos" durante as primeiras semana e bem como me avisaram que os pensos eram tanga, como todos os outros tratamentos, pois a chave era da vitória para o deixar de fumar passava pela cabeça e muita força de vontade.
Eu ao começar a minha luta sabia que apesar de conseguir não fumar as primeiras semanas iria continuar com a nicotina a "correr nas veias" pois estava sobe o efeito dos pensos (14g), já que realmente para quem fuma e não larga de um dia para o outro o cigarro posso chamar a nicotina de uma droga, já que ficamos realmente dependentes desta sustância e nos poderá alterar psicologicamente.
Mas o meu objectivo na utilização dos pensos seria tentar enganar o organismo, tentando esquecer o hábito de fumar já que no meu caso passava um pouco por um relógio biológico (ao acordar fumava um cigarro, ao pequeno-almoço, depois do almoço, lanche, antes de ir ao ginásio, depois á saída, antes das provas, logo apos os esforço físico e maior quantidade nas saídas á noite), tudo isto em média daria cerca de 15 cigarros e nos fins-de-semana cerca de 20 ou mais.

No dia 01 de Janeiro de 2012 por volta da 8 da manha saboreei o que seria o ultimo cigarro, antes de me deitar da noite da passagem de ano. No dia antes já tinha comprado os ditos pensos que me iria “alimentar” o vício. Cerca da 18h sai de casa como faço todos os fins-de-semana a ter com a minha namorada e os amigos ao bar, onde minutos antes já teria colado o dito penso. Entre muita conversa e algumas cerveja o desejo de pegar o maldito cigarro apareceu, com uma pastilha na boca foi tentando enganar o maldito vicio (superado).. Segunda-feira dia de trabalho seria um dia bem pior, pois sabia que iria estranhar e muito a falta do cigarro no já meu dito “relógio biológico”. Fui-me aguentando a manha toda só que após o café antes de ir bulir há tarde não resisti e fumei um cigarro, pois fiquei com um maço aberto que sobrou do ano novo e assim tentação ainda foi maior e não resisti. A tarde lá passou onde ia tentando desviar o pensamento do cigarro. A noite entrou e eu sai novamente até ao bar a beber unas jolas, apos o maldito café fiquei novamente desorientado, mas o meu objectivo era deixar de fumar e não queria dar o “braço a torcer”, então com mais umas pastilhas e distracção no telemóvel a escrever um texto para o jornal como costumo fazer, aguentei-me. No terceiro dia a hora de almoço novamente marchou mais um cigarro, isto aconteceu durante a semana toda mesmo com os pensos fumei sempre um cigarrito, mas sentia que estava a controlar-me e que afinal não era assim tão difícil.

Na sexta-feira a noite tive outro grande desafio na reunião semanal do pessoal SDT na sede com o combate das minis e o pessoal a fumar.., foi um serão muito mau para mim psicologicamente, mas consegui vencer mais uma grande batalha, bem como na noitada do fim de sema e assim estava ganha a primeira semana. Na segunda semana comecei a fazer dia sim, dia não aos pensos e acabando com o que restava dos cigarros do último maço de tabaco depois de almoço larguei por completo este vício e na terceira semana já pouco me lembrava que um dia tinha sido fumador…, para isso muito contribui também o eu fazer muito desporto e tentar procurar estar ocupado..
Espero que fotos como esta nunca mais ....

Em análise pessoal e já com seis semanas passadas, embora não me considere “curado desta doença”, pois sei que ainda tenho uma grande batalha, mas a pior talvez já a tenha vencido. Posso dar a minha opinião pessoal que afinal é tudo psicológico é tudo do nosso cérebro, nós é que temos que ter muito opinião ao comandamos o cérebro, não ele a nós… com muita força de vontade se consegue deixar de fumar, onde os pensos para mim acabaram por ser uma grande ajuda psicológica. Mas a principal conclusão que tirei desta experiencia é que não é assim tão difícil deixar de fumar.

05 fevereiro 2012

Arnes para maquina GoPro

A associação BTTMOZ-SDT, mais conhecida pelo Sobe e Desce Team adqueri-o esta magnifica maquina para promoção dos nos eventos em Estremoz.. mas como qual quer uma só trazia alguns acessorios básicos para sua utilização, onde para nós SDT o arnes parece-me ser a melhor opção para filmar zonas mais técnicas e com pormenores da condução do rider.Só que em media o custo de um arnes Gopro custa cerca de 45€, o que acho um preço muito elevado para esse acessorio.

Arnes original GoPro 45.00€


Então porque não fazer um!

Pus o cérebro a funcionale mãos há obra, aproveitando o plastico quadrado que vem a segurar a maquina na embalagem.

Com cerca de 3.00€ comprei os objectos na foto abaixo

cerca de 3 metros de fita para os estores, uma dúzia de botões rápidos e 4 encaixes plásticos


O produto final foi este...
Com o suporte GOPro preso as fitas...
As fitas são ajustáveis...

Costas..
Agora é testa-lo nas nas filmagens... ;-)

Espero ter ajudado o pessoal com esta dita..,que está a pensar em comprar este acessorio, mas que com a crise está duvidoso...

Cmps e boas filmagens

07 novembro 2011

II Raid Vila Nova da Barquinha


Após uma semana do passeio em Evoramonte de 50km muito duros onde fui o primeiro a chegar de forma muito categórica este fim-de-semana na Barquinha sérvio para por fim as pedaladas para este ano, pois além das condições climatéricas estarem a pior eu e a minha carteira também precisamos de descanso.

Este raid teve a particularidade de termos presentes 9 elementos SDT, bem como alguns respectivos familiares, aproveitando o dia para o convívio.
Eu fui com a companhia da minha namorada e do Luís.A partida de Estremoz foi um pouco atrasada saindo cerca das 6h:50m e chegada a Vila Nova da Barquinha por volta das 20 para 9 horas.
Após rapidamente levantarmos os dorsais onde vinha uma estatueta, um porta-chaves e uma t-shirt fomos logo para a zona da meta, onde ja muitos aguardavam a partida. Cerca de 120 participantes para a distancia única de 50km, poucos mas bons..

Após alguns minutos depois da 9 horas foi dada a partida onde ainda dentro da vila tentei recuperar alguns lugares.., á entrada da terra seguia dentro dos primeiros 15 participantes onde se começou logo a subir por um meio de eucaliptais.. Cerca do quilómetro 20 já tinha recuperado mais alguns lugares com percurso que para mim estava a começar a ser muito monótono sempre em sobe desce por meio de eucaliptos, com a marcação também a merecer atenção redobrada pois as fitas eram curtas e por vezes de fraca visibilidade. 

Passado mais alguns quilómetros, a meio da distância e sempre avistar dois participantes á minha frente, uma pessoa da organização na picagem avisou-me que era o 12º ou 13º..., Foi o mesmo que me ter dado uma "marretada", pois não era dos meus melhores dias e com aquelas palavras afectaram-me muito psicologicamente, fazendo com que perdesse por completo o espírito competitivo, embora me parecesse que estava em melhor posição...
Já tinha ido ao chão...

Abrandei mais o ritmo e limitei-me a tentar concluir a prova com o objectivo de não ser passado por ninguém, onde os trilhos mudaram paisagisticamente com o aparecimento de espaços mais abertos, passagens por aldeias e alguns singles onde surgi-o também mais lama e ainda tive tempo para uma pequena queda sem gravidade por derrapagem da roda da frente devido a lama agarrada, antes ainda passara dois participantes.

Muito perto da chegada e á passagem  uma estrada mais um elemento da organização me dissera o lugar em que ia, mais precisamente em 7º lugar.., o que vim a concluir que inicialmente fora enganado da minha posição e que poderia ter feito melhor.. Mas o mal já estava feito e o fim de 47km calmamente lá cortei a meta no dito 7º lugar com o tempo de 02h:18m (ver classificação) com um acumulado de cerca de 750m e uma media de batimentos de 160 que era o espelho do meu pouco esforço.

Com uma manha de sol muito agradável fui esperando pelos meus companheiros SDT onde antes de irmos almoçar e depois de um belo banho nos melhores balneários onde até hoje tomei duche, entregamos as tampinhas plásticas para a Inês, criança no qual tem decorrido uma campanha de solidariedade.
Team SDT com a contribuição de tampinhas para a pequena Inês


O almoço foi simpaticamente servido nos camarotes da praça de touros com porco no espeto e muita imperial, onde ainda assistimos a uma garraiada...

Em geral fica uma boa organização de pessoas muito simpáticas que nos receberam muito bem, embora com algumas arestas para limar no meu ver na parte das marcações e sinalizações.



24 outubro 2011

Maratona BTT 100 trilhos- Castro Verde



A minha ida a Castro Verde foi quase em cima da hora, pois estava dependente de ter bike para este dia, ou não, já que o meu quadro MSC estava estalado junto a soldadura da pedaleira, ou seja "não morreu da cura acabou por morrer do mal"...

Três dias antes já cá tinha a minha nova maquina de guerra, um quadro Orbea Alma de carbono 2012 e a estreia para a minha adaptação foi mesmo no baixo Alentejo, onde com a companhia do João Garcia arrancamos de Estremoz cerca das 6h da matina.

Por volta das 8h chegamos ao destino, onde após levantarmos os dorsais, no saco vinha uma t-shirt um lápis e mais umas papeladas fomos convivendo com o pessoal... Antes da partida e ao colocar os bidons da água nos suportes constatei que algo estava mal, pois as grades de bidon novas e eram muito apertadas para os meus bidons, pois custava muito a tira-los, mas como eram novas pensei que iriam alargando com o uso.

Á partida fiquei mesmo debaixo da manga na linha da frente ao lado do meu amigo Sequeira, onde estavam inscritos cerca de 300 participantes nas três distâncias, eu fui a distância anunciada pela organização de 56km.

Com a partida dada percorremos cerca de 5km pelas apertadas ruas de Castro Verde onde a entrada do percurso seguia no grupo dos 15 primeiros.
Rapidamente ganhei mais uns lugares, quando cerca do quilometro 17 surgiu a primeira subida maior onde continuava avistar o pessoal da frente, só que a seguir veio um espectacular e técnico single onde me comecei atrasar por culpa do pessoal que seguia a minha frente e que tinha menos técnica.

A partir dai percorri muitos quilómetros no grupo perseguidor aos primeiros, com cerca de 7 elementos, onde cada vez que tinha de beber agua me atrasava, já que quase tinha de parar para conseguir tirar o bidon do suporte...


Apresentação da minha nova Maquia de Guerra
Á mudança de percurso o grupo começou a ficar partido pois já íamos com mais de 30km..., segui a meu ritmo onde nos últimos 10km comecei a puxar mais por mim, a semelhança das ultimas provas e onde ganhei mais três lugares, antes ainda fizemos mais umas boas centenas de metros em single, desta vez a subir.

Os últimos 3km fi-los a mandar os bofos pela boca onde avistei mais dois participantes e lentamente foi ganhando encurtamento de distancia, só que já era tarde.., acabei por cortar a meta mais uma vez em 6º lugar a cerca de 30 segundos do quarto e quinto e a três minutos dos três primeiros que chegaram juntos, embora os tempos da classificação da organização não estejam correctos. Foram 57km pedalados num acumulado perto dos 900m...

Aguardei pela chegada do meu companheiro de equipa e fomos ao merecido banho.
A parte melhor como sempre para mim é o almoço, servido na escola com uma sopa e uma massa com carne, regada por imperial super bock


Bom evento para a primeira organização do 100 trilhos, onde já muito não fazia tantos singles traks técnicos como espectaculares com alguns pormenores..., onde ate pintaram as pedras para melhor visualização do trilho

Em resumo fica a minha estreia do meu novo quadro que para ser sincero não achei grandes diferenças para já, só no conforto e na carteira, pois em peso é quase o mesmo do meu antigo MSC...


Foto com que apareceu na Reavista O Praticante

03 outubro 2011

3º Maratona BTT Cocheiros


Pelo terceiro ano consecutivo marquei a minha presença em Santo Aleixo da Restauração, sendo a terceira edição, não faltei a nenhuma, pois como se costuma dizer "quanto mais me bates, mais eu gosto de ti".. Esta zona tem como principal característica o chamado "rompe pernas", onde este ano alem da dureza anunciada pela organização tinha mais um psicológico afectar-me..., o meu quadro MSC que dias antes detectei uma estaladela junto á soldadura dos rolamentos do pedaleiro e que estava a por em causa a bike se aguentar bem como a minha segurança...

Mais um MSC despachado..


A manha começou perto da 6 da matinha onde ao pé do café Ze Russo a comitiva se reunião, composta por mim no meu carro, pela minha namorada Lúcia e pelo Sacarrabos, nos outros carros seguiram o Humberto e a família, o J. Burralho e a família e o A. B. Neves com o J. Camões e atrás os pais do J. C...

A chegada á simpática e acolhedora aldeia de de S. Aleixo da Restauração foi pouco já passava das 8hras, onde nos  dirigimos-nos ao habitual levantamento do dorsal.., onde trazia uma jersy, um bidon, caneta, papeis e o meu em excepção com um mini Sagres do meu amigo Nuno Valente.., ao qual eu agradeço tanta simpatia, só que estava quente...

Nas calma fomos nos equipando e 20 minutos antes da hora já estávamos despachados, seguindo para o cento da aldeia, zona da partida, onde já muitos participantes aguardavam pela hora.

Para esta prova já tinha sido avisado pelo pessoal da organização e meu conhecido que ha semelhança das anteriores edições a dureza era esperada e maior que os passados, com cerca de 1000m de acumulado para os 45km, e sabendo eu bem o que "penei" nas anteriores, este ano a atenção era redobrada, ja que só agora estou a ganhar melhor forma física e este tipo de percurso iria ser uma "briga" com as cambrias... Uns minutos depois da hora foi dada a partida onde cerca de 300 participantes seguiram para as duras distancias...

Parti nas calmas sem grandes velocidades e loucuras á espera de começar aquecer os músculos com receio dos trilhos bem como do meu quadro se aguentaria sem partir... Lentamente num inicial sobe e desce começei a recuperar alguns lugares que deixei perder ao inicio e que tinham partido há minha frente, mas sempre de olho no quadro e nas pernas... Com o passar dos quilómetros constatei e o percurso era de sobe e desces mas longos e com boas zonas a rolar para recuperar ao contrário do que inicialmente esperava... Aos poucos comecei a apertar comigo e a comecei a subir lugares atrás de lugares sem cambrias e sem grandes dificuldades. 

Chegando ao quilometro 42, ponto da divisão de percursos avistar muito perto participantes da mesmo distancia, onde em conjunto com o Luís Campanhiço fizemos uma grande e inclinada subida de pedra solda, subidos mais dois lugares. 
O último quilómetro numa zona mais técnica adiantei-me ao luís, voltando a me juntar com ele dentro da aldeia num inclinadíssima subida de alcatrão com a chegada quase a vista, onde de mãos dadas curtamos a meta em 5º e 6º lugar com 49km em 02h:07m e menos 2 minutos do 2º lugar entre 207 participantes, onde tinha a comitiva estremocense aguardar a nossa chegada.(ver classificação)
Alguns elementos da comitiva Estremocense..

Fui aguardando os meus companheiros, onde ainda tive muito tempo de beber uma mini com o Saca que acabou por não participar por problemas físicos e o Tobias do BTT-TV.

Após a chegada do pessoal foi um belo e merecido banho e depois o belo almoço, muito diversificação, em quantidade e apaladado onde convivendo e relatando fomos almoçando e conversando as peripécias de mais um grande evento.
A vinda para Estremoz foi em passeio família com passagem pela barragem do Alqueva e Amieira.

Em geral fica mais uma grande edição do pessoal dos Cocheiros, ao qual eu mais um anos os felicito e agradeço a simpatia, bem como o despedir do meu quadro MSC em maratonas que se aguentou em terreno tão duro.

Em relação ao balanço dos percursos em três anos, este foi o ano em que achei o percurso mais acessível e menos duro...