Meus rescaldos de eventos BTT

14 maio 2010

2ª Maratona de Arraiolos

Após o ano passado ter participado na primeira maratona, em Outubro ter estado novamente em Arraiolos no passeio/maratona. Este ano não quis faltar há segunda edição, onde me fizeram companhia mais seis elementos SDT, a minha namorada e a Vera. 

Durante toda a madrugada chover fortemente, e a manha começou igual há noite, com muita chuva, onde inclusive no caminho para Arraiolos cerca das 7:40 ainda vi jeitos de ter que encostar o carro ao lado da estrada, pois a chuva era de loucos... 
Finalmente lá chega-mos, onde já alguns bettistas aguardavam que escapasse debaixo de um toldo, onde ponderavam a sua participação. 

Após levantarmos os dorsais, rapidamente e sem confusões aguardamos por uma aberta do tempo que teimava em não aparecer...,mesmo debaixo de alguma chuva fomos equipando, e conversando se iríamos participar ou não... Finalmente a chuva lá parou. Retiramos as nossas meninas de cima dos carros e dirigimos para o local da partida, já muito perto das 9:00 horas, onde muitos dos inscritos aguardavam sem estar equipados a partida dos cerca de 200 duros que não se negaram com aquelas as condições climatéricas, pois mais de cento e cinquenta confirmadas não chegaram a partir, e outros nem apareceram... 

Por volta das 9:15 la foi dada a partida, com um atraso de um quarto de hora, mas perfeitamente justificado..,onde mais uma vez consegui os lugares da frente. 
Os primeiros quilómetros tornou-se um enorme calvário de lama, o que por varias vezes me arrependi de ter participado, mas o mal já estava feito, e já não havia nada a fazer... Com o passar dos quilómetros ao contraio de maratonas anteriores que ia recuperando lugares, foi o enfeito contrario, foi perdendo tempo para o grupo da frente, o que demonstrou que algo se passava comigo... Inicialmente estava inscrito na meia maratona, mas durante a semana antes, e mesmo antes da partida estava a ponderar ir fazer a maratona de 70km, e foi o que acabei por fazer ao quilómetro 21 quando sugeriu a mudança de percursos e perguntei a um senhor da assistência quantos bettistas já tinha por ali passado para os 40km (cerca de 15) e para os 70km (cerca de 7), então não hesitei e acabei por ir sofrer mais um pouco para o percurso maior, já que este ano não tinha ainda feito nenhuma maratona, e já tinha essa ideia inicialmente... 

Após a minha mudança o percurso tornou-se mais rolante, mas a lama e as grandes quantidades de possas foram uma constante, bem como uma valente chuvada que caio e me fez lembrar a maratona de Veiros. 
Segui por vários quilómetros solidariamente sem avistar viva alma nem há frente nem a traz… Cerca do quilómetro 50 fora ultrapassado por um enorme grupo de talvez 6 a 7 betetistas que seguiam juntos a tentar apanhar o grupo da frente. Segui atrás deles mais uns quilómetros á boleia, mas ao poucos e pouco fui perdendo tempo para eles, pois era daqueles dias que a força de pernas e vontade era muito pouca.. Lentamente lá me fui "arrastando" onde há faltarem cinco quilómetros para o final e lá estava o "homem da marreta". 

Mais um empeno
Acabei por fazer alguns bocados ao lado da bicicleta, inclusive a subida final ao castelo de Arraiolos, e que me custou a perda de mais duas posições mesmo no último quilómetro, acabei nem sequer por reagir, pois o meu objectivo estava cumprido e eu complemente rôto, mas mesmo assim consegui a 15ª posição com o tempo de 3h:20m uma media muito perto dos 20km/hora e um acumulado de cerca de 1100m, fraco para o meu objectivo, mas tento em conta as grandes dificuldades do estado pesadíssimo do piso onde apenas 44 bettistas concluíram o mesmo percurso. 

Todo o percurso esteve excelentemente bem marcado/sinalizado e desta vez não me enganei :-). Os banhos foram de água bem quentinha no pavilhão desportivo. 

O almoço fora Self-service no multiusos acompanhado de um grupo de cantares, sorteio de vários prémios e regado com bastante imperial, sendo mais uma vez os últimos abalar e a fechar o almoço. 

Ainda tentei combater a virose com esta aspirina
Fica mais uma excelente maratona que o núcleo ciclo turismo de Arraiolos nos tem vindo a brindar, bem como um valente empeno que apanhei em voltar as maratonas, talvez muito por culpa da minha fragilidade física (e minha desconhecida), que foi um prenúncio de uma virose que me mandou para cama no dia seguinte, e mais uns a seguir com problemas na barriga.

04 maio 2010

PortalegreBTT 2010

Inicialmente não fazia parte das minhas maratonas para 2010 a 9ª edição de Portalegre, mas como tive um mês sem pedalar em ritmo de competição muito por culpa de pertencer a 5ª maratona de Estremoz que me "roubou" uns fim de semanas, achei por bem para tentar novamente recuperar o ritmo ir fazer esta dura maratona pelo terceiro ano consecutivo. 

O grande team SDT presente em portalegre
Como companhia tive uma grande representação SDT (João Dias, João Marques, João Garcia, Pedro Guerra, Pedro Perdigão, Flávio Cóias, Nelson Santos, Vítor Catambas, Acácio Pucarinhas e José Júlio), bem como mais um amigo do Flávio de S. Bento do Cortiço.

Mas para isso primeiro tive que arranjar uma inscrição que permite a minha participação na maior maratona nacional. 
Uma semana antes fui ao Assumar buscar um dorsal do amigo Paulo Saião (ao qual eu deixo o muito obrigado), já que não pode estar presente acabando eu por o representar. 

A manha começou por volta das 6h:30m, onde combinamos todos nos encontrar na estação da Repsol, tento em conta abertura do controle 0 as 7:00 e sabendo que á partida estariam cerca de 3500 participantes, a entrada no controle 0 teria que ser o mais cedo possível para não partir-mos muito de traz. 

Fui com o Acácio a sua esposa Tânia e a Lúcia a minha namorada. 
Por volta das 7h:20m já estávamos em Portalegre e rapidamente nos apressamos em colocar as bikes no dentro do controlo, onde já estariam talvez mais de 500 participantes á nossa frente... 
Durante a prova..
Após a colocação das bikes, regressamos novamente aos carros da comitiva SDT, onde nos fomos equipando com vagar e trocando algumas piadas em ambiente de boa disposição, já habitual ate perto das 9:00 que em ponto fora dada a partida. 
Anteriormente já tinha dado uma vista de olhos no percurso dos 55km que me pareceu muito igual ao do ano anterior. E não foi preciso esperar muito para o comprovar.., os primeiros 13km foram em alcatrão a subir até há separação dos dois percursos, sendo igualzinho ao anterior ano. Ai tentei recuperar alguns, muitos lugares e conseguido ate a entrada da terra... 

Cerca do quilometro 19 segui atrás de vários betetistas, que por nossa culpa passamos ao lado do percurso marcado, seguindo em frente alguns metros ate duas "paredes", quando a cimo dessas mesma "paredes" já estavam alguns a voltar para traz. Rapidamente retomei o caminho certo onde tive novamente que voltar a passar alguns dos betetistas que quilómetros antes já os tinhera passado, perdendo assim talvez mais de 30 lugares, já que o pessoal era muito e seguia todo junto em grupo... 

Lentamente fui recuperando, no percurso como já referi 95% igual ao ano anterior (descidas muito rápidas com muita pedra solta e com uma subida ate quase as antenas com cerca se 15km, mas sempre devidamente bem marcado/sinalizado e muito publico e pessoal da organização sempre presente).

Os últimos cinco quilómetros filos com um enorme esforço físico e com uma magana de uma cambria na perna esquerda, devido ao grande desgaste físico que sofri em 56km e com um acumulado de 1400 metros. 

Finalmente lá cheguei há meta com o tempo de 2h:49m, melhorando o meu tempo do ano anterior, mas piorando na classificação, terminando em 48ª posição entre 1592 participantes nos 55km fora os que estavam inscritos para os 100km e que acabando por fazer esta distancia mais curta (que não contaram na classificação final). 
Após a minha chegada foi aguardando a chegada dos meus colegas SDT com a companhia e apoio da Lúcia, da Tânia, Maria João e da Vera e o Sacarrabos que nos foram ver chegar e que me acompanhou a beber umas minis. 

Que liquido seria aquela na garrafa da agua?


Após a chegada do pessoal cause todo, a excepção do duro Vítor que foi fazer os 100kms fomos tomar um banho e almoçar quanto baste onde podemos repor as energia e a conversa em dia.

Fica mais uma maratona de Portalegre registada no meu currículo pedonal, embora com um percurso muito idêntico ao ano passado que acabou por se tornar monótono, mas que acabou por ser muito positivo e rentável a nível físico.

29 março 2010

III Maratona do Sardoal

Pelo segundo ano consecutivo estive presente neste evento desportivo na Vila do Sardoal. 
Esta maratona foi organizada pelo grupo BTTSardoal, grupo este inserido na colectividade do Grupo Desportivo e Recreativo “ Os Lagartos” no Sardoal distrito de Santarém. 

Esta edição contou com cerca de quatrocentos e cinquenta participantes divididos por dois percursos: 35 e 65 quilómetros. Desta vez tive a companhia de quatro colegas e amigos SDT a participar,Pedro Guerra, João Marques, João Garcia e Carlos Bilro, bem como acompanhante a minha namorada, a mulher do Jorge, do J. Marques os filhos. 

A chegada já passavam das 8 horas, onde procedemos de imediato ao levantamento dos dorsais, de forma rápida e organizada com oferta de um ace tea, um lenço para cabeça, uma barra e um frasco energético, uma caneta, um cubo de marmelada e um chapéu para o acompanhante, nada mau para 12,5€ de inscrição. 

A concentração fora as 8h:45m ao pé da escola, onde fomos brindados com um bonito dia com temperatura amena para a pratica do BTT. 
Após percorremos alguns metros pelas ruas do Sardoal chegamos ao local da partida verdadeira/chegada. 

As nove e depois de um minuto de silencio em memória de um colega nosso que falecera no passado domingo numa prova de BTT, lá partimos para um percurso onde se adivinhava duro e com cerca de 900 metros de acumulado para os 35km onde eu participei... Cedo pode constatar essa verdade com muitas subidas iniciais pelos eucaliptais onde rodei sempre os primeiros 20 lugares. Quando se sobe muito também se desce e foi o que aconteceu, num piso bastante degradado por culpa das chuvadas, mas devidamente sinalizadas. 

Ao quilometro 18 surgido a mudança de direcção, segui para os 35km rapidamente me apercebi pelos poucos rodados no piso, que estava muito bem classificado. Entusiasmei sabendo eu que haveria troféus ate ao 10 lugar, só que mais a frente na passagem de um cruzamento de estrada de alcatrão ia deitando tudo a perder quando não me apercebi (talvez por não ter ouvido o pessoal da organização, por ir a ouvir musica) que tinha de virar á esquerda, acabando por segui em frente fazendo mais algumas dezenas de metros,  perdendo mais de 3 minutos até voltar novamente ao ponto onde me tinha engano. 

Retomei o percurso sempre em grande velocidade, já que aquela zona e tipo de  percurso era-me favoráveis a fim de tentar diminuir o meu engano. 
A cerca de 2 quilómetros para a chegada e com enorme esforço consegui recuperar mais duas posições antes de um single espectacular por uma zona bastante bonita ao lado de varias hortas e jardins (dai chamarem ao Sardoal a vila jardim). 
Os últimos metros foram novamente a subir por uma inclinada e duríssima rua histórica em paralelo ate á meta onde aumentei mais a distancia para os dois betetistas que anteriormente tinha passado. 

Um agradecimento especial "as minhas namoradas"
Todo o percurso esteve devidamente bem marcado/sinalizado com muito pessoal da organização sempre presente e onde eu me senti muito bem/forte fisicamente e para provar isso ficou o meu tempo de 1h:50m em 38 km na 6ª posição com um acumulado que rondou os 900m e mais de 270 participantes a concluírem os 36km de prova(ver classificação). 

No final da meia maratona há que dar destaque a excelente classificação dos meus companheiros SDT que concluírem a prova nos cinquenta primeiros lugares. 

Entrega do trofeu pelas mãos do José Tereso

Os banhos e o almoço foram na escola e estiveram igualmente de grande nível onde toda a comitiva SDT ficou bastante agradada com o porco no espeto e regado com muita imperial e convívio, ate a entrega de mais um troféu para mim, apesar de me ter sabido a pouco... 

Em resumo fica positivamente mais um excelente evento pela organização, simpatia e percurso. Para o ano lá estarei novamente :-)

16 março 2010

Trilhos de Açafa 2010 (Vila Velha de Rodão)

Após já ter recomposto da fraca maratona de Tomar, passados oito dias foi tempo de ir pedalar pelos trilhos da Açafa em Vila Velha de Ródão, já que nunca tinha pedalado pela aquela zona e as fotos que vi no fórum deixaram-me maravilhado pela paisagem e com uma enorme vontade de pedalar por aqueles trilhos...

Esta prova teve a organização do grupo desportivo dos B. V. de Vila Velha Ródão e que contou com mais de quatrocentos e cinquenta participantes. Nove bettistas eram os estremocenses e meus colegas do SDT (J. Marques, J. Garcia,J. Silva, V. Catambas, D. Cochicho, P. Perdigão, P. Guerra e o A. Pucarinhas), e como mais alguns familiares. 

Para V. Velha fui á boleia com o P. Guerra, o Perdigão e o Calimero, um pouco atrasada em relação á hora combinada, o que costuma ser normal... 
O dia nascera de sol e calor, ficando assim reunidas todas as condições para um excelente dia de BTT. 

Uma "bomba"
Logo á chegada fomos brindados com um pequeno-almoço muito diversificado e em grande quantidade de bolos, doces queijos, paios, etc., feitos pelas pessoas da terra/organização, mas como o tempo para a partida já não era muito, levantamos os dorsais rapidamente com oferta de um frasco de mel e umas bolachas da região. 

Há partida e como ultimamente iria participar na meia-maratona de 35km, onde já esperava alguma dificuldade inicialmente pelo gráfico da altimetria (cerca de 800m), bem como a zona situada nas margens do Tejo. 

Desta vez não consegui partir dos lugares da frente como tem sido habitual, atrasando-me um pouco para os primeiros.  Ao quilometro 6 começamos logo a subir uma grande e longa subida que mais fazia lembrar estarmos na nossa Serra d'Ossa com mais de 4km, onde fui recuperando algumas posições. Após essa penosa subida aparecer um single muito técnico e espectacular pelo meio do eucaliptal, bem como seguidamente uma enorme descida que ate fez doer as mão e os braços, com tanto travar..  

Com metade dos quilómetros já percorridos, passamos pela aldeia de Salavessa onde a quantidade de público nos surpreendeu e nos incentivou para os restantes quilómetros, esses que foram mesmo há beira do rio Tejo por mais um magnífico e longo single track que deixou todos os participantes encantados e eu fui continuando a subir mais uns lugares. 
As marcações/sinalizações e abastecimentos foram igualmente de grande nível, onde a presença dos bombeiros fora uma constante durante todo o percurso bem como o pessoal da organização. 

A minha chegada a V.Velha ainda consegui no alcatrão ganhar mais dois ou três lugares sentido-me muito bem fisicamente e com pena de não haver mais cinco quilometros para tentar subir mais alguns lugares. Ao fim de trinta e seis quilómetros, conclui a minha participação com trezentos e vinte e sete bettistas neste percurso, acabando no 7º lugar a três minutos do primeiro com o tempo de 1h:53mim.(ver classificação

Após a minha chegada e lavagem da bike, onde só existia uma maquina de pressão, aguardei pela chegada dos meus companheiros SDT, e depois veio o banho de agua gelada...

Após almoço, no belo espaço
O almoço fora servido debaixo de uma tenda, mesmo ao lado de onde fora a partida/chegada dos participantes onde as gentes da terra com enorme simpatia prepararam um magnífico almoço em fartura e diversidade.

Fica em resumo uma magnífica maratona onde todos os participantes saíram de certeza bastante satisfeitos pela excelente organização e simpatia com que nos acolheram, bem como as marcações e magníficos trilhos por onde pedalamos, fica só um pequeno senão para os banhos de água fria. Fica a promessa que para o ano estarei novamente presente...

10 março 2010

2ª Maratona de Tomar

Esta foi a segunda maratona da cidade de Tomar, organizada com a parceria de uma loja de bicicletas e com a Associação TT Minjoelho que contou com a presença de cerca de trezentos e cinquenta participantes antes da partida. 

A partida de Estremoz em direcção a Tomar ficou marcada para 6 da matina onde me fizeram companhia e representação do SDT o Carlos Bilro, João Garcia e o João Marques, bem como a sua família e a minha namorada Lucia.

A chegada fomos levantar os habituais dorsais sem grandes demoras onde o brinde eram uma t-shirt alusiva ao evento. 

A partida começara logo mal com meia hora de atraso, pois estava marcada para 8:45 e acabara por ser as 9:15 deixando os participantes muito impacientes, pois as condições climatéricas eram de frio e ameaça de chuva. Após alguns assobios lá foi dada a partida onde já tinha conseguido um lugar mesmo há frente, partindo nos primeiros onde demos uma volta por dentro de Tomar. 

Á saída do alcatrão começou logo o lamaçal que já era de se esperar devido á grande quantidade de chuva que tem caído nos ultimos dias. O que não era de esperar era as más marcações do percurso onde as fitas faltaram em alguns pontos que fez com que os participantes se perdessem várias vezes. 

Esta prova começou logo mal para mim quanto nos primeiros quilometro dei pela falta do meu contra-quilometro sigma que me tinha custado os "olhos da cara", bem como na minha estreia das piratas que as rompi num pau... 

Os quilómetros foram passando e eu ia beneficiado do grupo que seguia a minha frente que algumas vezes se iam perdendo, onde o percurso estava muito pesado, com subidas curtas mas duras e um single espectacular, muito técnico mesmo ao lado do rio Nabão. 
A ausência de placas de direcção e placas de perigo também foi uma nota negativa pois simplesmente não existiram bem como uma viatura de primeiros socorros nem pontos de controlo. 
Dos melhores momentos do percurso
A meio do percurso qual o meu espanto quando o pessoal da minha frente (cerca de 10 elementos) estavam parados e não encontravam as fitas. 
Seguimos todos juntos por mais uns quilómetros sem marcação há espera de as encontrar..,mas nada e tivemos que voltar novamente para traz onde o pessoal que vinha atrás começou-se a juntar naquele ponto. 
Esperamos mais um pouco, até que apareceu uma moto da organização e este também não sabia por onde devíamos seguir... 

Esperei mais um pouco e o grupo começou cada vez a aumentar mais com mais. Por estar parado comecei arrefecer, onde voltei uns metros mais atrás com mais 2 ou 3 companheiros, que acabaram por seguir em direcção a Tomar pelo alcatrão. Eu com a esperança de encontrar as fitas mais abaixo e aproveitar que o pessoal estava todo parado mais acima, mas em vão.., pois acabei por ter de voltar novamente para o local onde nos tínhamos perdido, local esse onde já estava uma pessoa da organização com um jipe indicando ao pessoal o caminho certo...

Ate final fui recuperando algumas posições que já me tinham pertencido, bem como me voltei a perder mais a frente novamente. 
Os últimos quilómetros filos com mais um companheiro, onde a entrada em Tomar foi feita sem marcações pelo trânsito local, onde reinada a marcação do "desenrasca",cada participante ia chegando há zona da meta vindo de direcções diversas  o que demonstrou mais uma vez a falta de organização. 

Tratamento de beleza á pele
A minha chegada, nem cortei a meta, ficando logo ao pé da minha namorada, apenas mostrei o dorsal de longe, pois tinha-me já caído durante a prova.

Mesmo com tanto azar consegui o 15º lugar com o tempo de 2h:57mim onde grande número de participantes acabou por desistir e outros mesmo nem se quer cortaram a linha de meta

Outro erro após a chegada foi a falta de lavagem de bicicletas onde a quantidade de lama nas nossas máquinas e em nós era mais que muita e que necessitavam de ser lavadas, tive de ir a uma estação de serviço e pagar 1€... 

Após o merecido banho foi tempo de ir repor as energias no almoço que fora servido na freguesia de Minjoelho a alguns quilómetros de Tomar e onde tivemos muitas dificuldades de encontrar o local... 
O almoço fora servido debaixo de uma alpendorada em self-service por pessoas e familiares da associação TT. 

Em resumo fica na memória os magníficos trilhos na zona de Tomar, bem como a má marcação/sinalização dos mesmos.

28 fevereiro 2010

2º Maratona BTT Veiros

Esta foi a 2º Maratona BTT em Veiros, organizada pela AJOV (Associação de Jovens Veirenses) e teve como objectivo principal a angariação de fundos para uma cadeira de rodas.

A data inicial desta prova era dia 6 Março, mas estando eu inscrito na maratona de Tomar, estava fora de questão a minha participação na terra onde o meu pai nasceu.
Acabou por ser alterada para o ultimo fim-de-semana de Fevereiro e era para contar com a presença do vice-campeão do mundo de juniores, Ricardo Marinheiro que vinha apadrinhar este evento, mas que acabou por não poder vir, e eu com alteração de data já pode participar...

No dia antes (sexta-feira) a previsão de tempo era a pior que se poderia esperar para o sábado, com alerta vermelho de ventos e chuvas fortes.
Na manhã de sábado antes da partida, confirmamos que o instituto não se tinha enganado. 
Esta prova contou com cerca de oitenta participantes com a inscrição paga, mas face ao dia invernal só compareceram cinquenta e seis participantes onde nove bravos eram do SDT. 


Bem visível a quantidade de agua/lama
Após o levantamento do dorsal de forma rápida, outros aguardavam a hora da partida abrigados debaixo das varandas e sacada das casas. Antes da partida já se adivinhava um percurso muito duro e pesado e não foi preciso esperar muito para constatar-mos isso, bastou ser dado o sinal da partida há hora pontual mesmo do centro da vila, para começarem as dificuldades, pois além de um percurso completamente alagado as marcações/sinalização foram uma nota negativa onde em algumas zonas não existiam e quando existiam eram muito pequenas e de fraca visibilidade. 
Como era de esperar deu origem a que muitos participantes se perdessem, eu não fui excepção á regra. 
Desde o inicio que rolei na frente, nunca perdendo de vista os primeiros cinco lugares, depois do quilometro 20 passei para segundo lugar onde permaneci até ao final, fazendo um enorme esforço contra o vento forte se se sentia, por vezes debaixo de grandes carga de agua em terrenos completamente alagados que mais pareciam pântanos onde os regatos deram origem a ribeiras enormes e com grande caldal. 

Ao quilómetro 40 (inicialmente era para ser de cinquenta quilómetros,á ultima hora  acabou por ser alterado sem menos 10 quilómetros  devido há grande quantidade de água que os ribeiros transportavam), lá estava a chegada, onde o sol começara aparecer bem como alguns espectadores que esperavam os bravos.
Fiz o 2º lugar com tempo de 2h:12m, mais três que o primeiro e menos 6 min que o 3º.  No final o percurso terminaram quarenta e seis participantes, havendo muitas desistências por problemas mecânicos e físicos. 

Após a minha chegada aguardei pela conclusão de mais alguns participantes e fui para a junta de freguesia para lavar o meu “ frigorífico”, antes aproveitei e tive a lavar os sapatos e as pernas, acabando por perdendo a vez na enorme  fila das lavagem da bike se se criou entretando. 
Acabei por ir novamente para local da chegada procurar uma fonte para mais calmamente lavar a minha branquinha que muito o merecia. 

O banho era o que mais se desejava, onde inicialmente eram na junta de freguesia e que foram de água fria, mudando depois para as fracas instalações nas casas de banho do rossio, mas desta vez já de água quente. 


O trio vencedor em dia de alerta vermelho..
O almoço fora servido no salão da junta Freguesia onde a comitiva esteve toda presente a conviver a Vera, o André e o Geadas num bar mesmo ao pé de onde fora feita a chegada. 

Fica o esforço e simpatia sempre presente por parte da organização (do Ricardo mais conhecido por Bob e do Nuno que tive o prazer de conhecer) pela maneira como fomos recebidos e que se esforçaram para que tudo corre-se bem, mas onde a falta de alguns meios, estruturas e bem como a falta de experiência marcaram negativamente esta prova invernal...