Meus rescaldos de eventos BTT

28 fevereiro 2010

2º Maratona BTT Veiros

Esta foi a 2º Maratona BTT em Veiros, organizada pela AJOV (Associação de Jovens Veirenses) e teve como objectivo principal a angariação de fundos para uma cadeira de rodas.

A data inicial desta prova era dia 6 Março, mas estando eu inscrito na maratona de Tomar, estava fora de questão a minha participação na terra onde o meu pai nasceu.
Acabou por ser alterada para o ultimo fim-de-semana de Fevereiro e era para contar com a presença do vice-campeão do mundo de juniores, Ricardo Marinheiro que vinha apadrinhar este evento, mas que acabou por não poder vir, e eu com alteração de data já pode participar...

No dia antes (sexta-feira) a previsão de tempo era a pior que se poderia esperar para o sábado, com alerta vermelho de ventos e chuvas fortes.
Na manhã de sábado antes da partida, confirmamos que o instituto não se tinha enganado. 
Esta prova contou com cerca de oitenta participantes com a inscrição paga, mas face ao dia invernal só compareceram cinquenta e seis participantes onde nove bravos eram do SDT. 


Bem visível a quantidade de agua/lama
Após o levantamento do dorsal de forma rápida, outros aguardavam a hora da partida abrigados debaixo das varandas e sacada das casas. Antes da partida já se adivinhava um percurso muito duro e pesado e não foi preciso esperar muito para constatar-mos isso, bastou ser dado o sinal da partida há hora pontual mesmo do centro da vila, para começarem as dificuldades, pois além de um percurso completamente alagado as marcações/sinalização foram uma nota negativa onde em algumas zonas não existiam e quando existiam eram muito pequenas e de fraca visibilidade. 
Como era de esperar deu origem a que muitos participantes se perdessem, eu não fui excepção á regra. 
Desde o inicio que rolei na frente, nunca perdendo de vista os primeiros cinco lugares, depois do quilometro 20 passei para segundo lugar onde permaneci até ao final, fazendo um enorme esforço contra o vento forte se se sentia, por vezes debaixo de grandes carga de agua em terrenos completamente alagados que mais pareciam pântanos onde os regatos deram origem a ribeiras enormes e com grande caldal. 

Ao quilómetro 40 (inicialmente era para ser de cinquenta quilómetros,á ultima hora  acabou por ser alterado sem menos 10 quilómetros  devido há grande quantidade de água que os ribeiros transportavam), lá estava a chegada, onde o sol começara aparecer bem como alguns espectadores que esperavam os bravos.
Fiz o 2º lugar com tempo de 2h:12m, mais três que o primeiro e menos 6 min que o 3º.  No final o percurso terminaram quarenta e seis participantes, havendo muitas desistências por problemas mecânicos e físicos. 

Após a minha chegada aguardei pela conclusão de mais alguns participantes e fui para a junta de freguesia para lavar o meu “ frigorífico”, antes aproveitei e tive a lavar os sapatos e as pernas, acabando por perdendo a vez na enorme  fila das lavagem da bike se se criou entretando. 
Acabei por ir novamente para local da chegada procurar uma fonte para mais calmamente lavar a minha branquinha que muito o merecia. 

O banho era o que mais se desejava, onde inicialmente eram na junta de freguesia e que foram de água fria, mudando depois para as fracas instalações nas casas de banho do rossio, mas desta vez já de água quente. 


O trio vencedor em dia de alerta vermelho..
O almoço fora servido no salão da junta Freguesia onde a comitiva esteve toda presente a conviver a Vera, o André e o Geadas num bar mesmo ao pé de onde fora feita a chegada. 

Fica o esforço e simpatia sempre presente por parte da organização (do Ricardo mais conhecido por Bob e do Nuno que tive o prazer de conhecer) pela maneira como fomos recebidos e que se esforçaram para que tudo corre-se bem, mas onde a falta de alguns meios, estruturas e bem como a falta de experiência marcaram negativamente esta prova invernal...


11 fevereiro 2010

3º Maratona do Cartaxo

Pelo segundo fim-de-semana consecutivo estive presente a pedalar por solo Ribatejano, com a companhia de mais um elemento SDT, o João Garcia na terceira maratona da Cidade do Cartaxo, organizada pelo Clube de Ciclismo José Maria Nicolau de Almeida e pela Casa do Benfica que doaram uma pequena percentagem da verba das inscrições para uma criança de 19 meses que nasceu prematura e com graves problemas de saúde e que necessita de um tratamento em Cuba. 

Entre perto de trezentos participantes estavam presente o nosso amigo e colega de pedal Nuno Gil. 
Comitiva Estremocense no cartaxo
Esta cidade não só é conhecida pela boa pinga mas também pela terra de grandes ciclistas, alguns deles vencedores da volta a Portugal em bicicleta tais como José Nicolau Almeida, Alfredo Trindade, Francisco Valada e o Marco Chagas. Este último que há semelhança da maratona de Salvaterra também esteve presente como "padrinho" deste evento e participante na meia-maratona, pois apesar dos seus 53 anos, continua a pedalar e a encantar com a sua simplicidade e simpatia. 

A partida foi perto das 6 da matina em direcção ao Cartaxo onde há chegada fomos fazer o levantamento do dorsal, no saco vinha alem da papelada de PUB uma mini garrafa de vinho e uma t-shirt. 

A partida fora feita as nove horas e vinte cinco minutos apenas para as oito senhoras presentes, e cinco minutos mais tarde a partida para os cento e noventa e sete participantes masculinos do percurso de quarenta quilómetros onde eu estava inscrito. 
Comecei logo abrir, mas mesmo assim atrasei-me um pouco para os primeiros lugares, prosseguindo quase sempre no grupo perseguidor..,fui ganhando alguns lugares nas subidas curtas iniciais, mas nunca consegui avistar o primeiro grupo. 
Logo inicialmente a lama foi uma presença constante e que provocou um enorme desgaste de material mas habitual nesta altura do ano. 
O percurso fora composto como subidas/descidas curtas com alguns singles tracks em paisagem diversificadas e muita passagens por povoações. 

Em relação as marcações/sinalizações é de salientar a falta de algumas setas nas mudanças de direcção, bem como a ausência de fitas em alguns locais nomeadamente dentro das localidades, onde por volta do quilometro 19 fez com que o pessoal se engana-se e se perdesse, voltando para traz e onde para mim até me deu jeito, pois ganhei mais um lugares e onde ganhei mais algum animo.

Os últimos 15 quilometros acelerai após passar a mudança de percurso pois fiquei sozinho mais um atleta e como não avistava mais ninguém á minha frente ainda cheguei a pensar em estar nos primeiros lugares...,mas no ultimo posto de controle foi avisado que era 15º, onde o mantive ate final com o tempo de 1h:37m. Com um acumulado de 650m. (ver classificação)

Não é todos os dias que nos encontramos um grande homem
Após o almoço servido no mercado pelo pessoal da organização e com direito só a uma bebida,tivemos a companhia do Gil e da sua esposa Sofia. 

Após o almoço eu e o Calimero tivemos há conversa com o Marco Chagas que se mostrou muito receptivo ao nosso convite para participar na 5º Maratona da "Cidade de Estremoz", que tem data marcada para dia 18 de Abril e que conta com a organização conjunta do SDT e do CCE, onde já estão abertas as inscrições no site Houve ainda entrega de prémios, no qual conseguimos trazer o da equipa de mais longe. 

Em resumo foi uma prova bem organizada, só que a nível de marcação poderia ter sido melhor, e fica a nota negativa mais uma vez para a minha prestação por terras ribatejana, já que os primeiros lugares me rodaram longe das minhas últimas prestações.

2ª Maratona BTT Vencer o Cancro

Esta maratona contou com mais de oitocentos participantes, que aderiram em massa a uma causa humanitária e que fizera render com suas inscrições cerca de 1600€ para a União Humanitária dos Doentes com Cancro e que contou com alguns nomes bastantes conhecidos do ciclismo nacional, como por exemplo o Vítor Gamito e o Marco Chagas este ultimo que apadrinhou esta iniciativa. 

Não podia ficar de fora desta maratona e que servir de teste para a preparação física neste inicio de ano após ter engordado mais de três quilos em Dezembro... 
A partida fora feita as 5h:30m da matina e me fiz acompanhar com a minha namorada, o amigo e senhor José Albano que foi visitar o primo que mora em Salvaterra, e mais dois elementos e colegas do SDT, o Pedro Perdigão e o Carlos Bilro. 

Á chegada fora feito o habitual levantamento dos dorsais rapidamente sem confusões e filas, pois também fomos dos primeiros a chegar, onde as ofertas ficaram um pouco a quem das expectativas (um saco da antena 1 que continha um lápis, uns pesos para as borregas, uma t-shirt da sport zone e os habituais folhetos...). 

No controle Anti-Doping
Esta maratona contou com dois percursos, a maratona de sessenta quilómetros, e a meia maratona de quarenta quilómetros ontem estiveram presentes os nossos atletas estremocenses, pois nesta inicio de ano a preparação física não é ainda a melhor. 
A partida fora as 9 horas e 30 minutos em ponto para os trezentos e um participantes da maratona e meia hora mais tarde partiram os quinhentos e cinquenta e cinco participantes que terminaram a meia maratona, percurso este onde eu participei bem como o pessoal do SDT. 

Antes da partida do pessoal da maratona já eu estava há porta do controle zero mais o meu amigo Nuno Sequeira do Algarve, á espera que abrissem o controlo para sermos dos primeiros a ir para a manga da partida, já que a quantidade de participantes era elevada. 

As 10:00 horas e após o habitual briefing e a entrega simbólica do dinheiro angariado nesta prova ao responsável pela U. H. Doentes com Cancro, foi dada a partida, onde eu estava distraído demorando arrancar, perdendo alguns lugares tão preciosos logo ao inicio. 

Logo ao fim dos primeiros quilómetros onde a media de velocidade eram muita já me estavam a fartar/aborrecer do percurso, pois era só estradões sempre muito longos e parecia não ter fim, compostos por mais de 70% de piso de areia e em algumas zonas autênticas praias que se tornou mais difícil tecnicamente. 
paisagem fora monótona e triste e por vezes vinha uma brisa de mau cheiro derivado há enorme quantidade de vacarias que existem naquela zona, as subidas foram escassas e se não se subiu também não se desceu. Como prova disso ficou no final apenas um acumulado de cerca de 150 metros. 

Uma das zonas piores
Os quilómetros finais foram quase todos feitos por alcatrão, há excepção do quilómetro final numa zona muito saturada de lama/barro e que com alguma experiência e manhosice consegui ganhar mais três lugares no imenso lamaçal...

Durante quase todo os quilómetros poucos atletas passeio e me passaram, onde destaco a grande forma do Sequeira que andou quase sempre há minha frente. 

A sinalização/marcação de todo o percurso poderia ter sido melhor, já que muitos participantes acabaram por se enganar. 
Há chegada onde no final o vencedor foi o Vítor Gamito consegui a 20º posição com o tempo de 1h:43m, e onde finalmente as cambrias me deram descanso. 

O resto do meu pessoal SDT também obtiveram uma prestações bastantes positivas ficando entre os cem primeiros em mais de meio milhar de participantes sendo e tendo em conta que este tipo de terreno menos favorável e o grande numero de bttistas presentes. 

Os banhos foram no complexo desportivo e o almoço servido no restaurante razoavelmente bem sem esperas nem filas, servido em camilhas redondas, na base do despacha, sem tempo para grande concretização pelos bttistas presentes, embora eles também fossem poucos o que foram almoçar, talvez devido há proximidade de suas casas. 

Fica a nota positiva para o grande número de participantes betetistas que aderiram a esta causa e a nota negativa para a organização pela fraca verba disponibilizada e doada a esta instituição tendo em conta o que cada participante pagou pela inscrição tirando os dois euros doados não justifica o valor total desta prova.

20 janeiro 2010

Sobe e Desce Team faz o balanço de 2009

O ano de 2009 foi um ano de grande evolução e crescimento para o Sobe e Desce Team, equipa estremocense que se dedica à prática da modalidade BTT, tendo os atletas desta associação participado em mais de cinquenta provas, entre maratonas, passeios e troféus.
Em 2010, e à semelhança do anterior ano, em Maio a associação vai organizar o segundo passeio “Cidade de Estremoz/SDT” e em Julho o passeio nocturno, eventos que têm contado com uma grande adesão dos amantes desta modalidade.
De norte a sul do país “carregamos” o nome da nossa cidade, Estremoz, e, se de início a equipa era composta apenas por treze atletas, actualmente contamos já com cerca de três dezenas.
Todos os atletas se encontram devidamente equipados com as cores do clube, equipamentos que tiveram um custo de cerca de quatro mil euros e que só foi possível com a ajuda de alguns patrocinadores. A eles deixamos o nosso sincero agradecimento.
Porém, os patrocínios têm sido insuficientes e todas as despesas inerentes à participação dos atletas nos eventos têm sido suportadas por estes.
Com o objectivo de nos desvincularmos da Associação Juvenil de Estremoz, que nos recebeu e apoio durante cerca de um ano e meio, e de formarmos uma associação autónoma, no ano passado criámos a associação BTTMOZ–SDT e temos agora a nossa própria sede.
Para além dos eventos e iniciativas que promovemos, recebemos o convite do Clube Ciclomontanha de Estremoz (CCE) e este ano iremos organizar em conjunto com este clube a 5ª maratona BTT ”Cidade de Estremoz”. Esta prova realizar-se-á no próximo dia 18 de Abril e constituirá um grande desafio e, ao mesmo tempo, um reconhecimento do nosso pequeno/grande valor. Esta iniciativa, que em anos anteriores trouxe à nossa cidade centenas de atletas e acompanhantes, visa ser o maior evento desportivo anual da nossa cidade.

Podem acompanhar todos os rescaldos das nossas pedaladas no nosso site em http://www.sobedesceteam.com ou no nosso blog http://sobeedesce-team.blogspot.com.
Para aqueles que pretendem começar a dar umas pedaladas fica a informação que todos os domingos de manhã, por volta das 9h00, o SDT tem ponto de encontro no Rossio Marquês de Pombal, junto ao café “O Telheiro”.

Para o ano que agora entrou, o SDT deseja continuar a levar o nosso nome por este país fora, à semelhança dos anteriores, e espera manter este grupo unido e coeso, onde a amizade e o gosto pelo BTT tem criado esta grande família betetista...

Tudo de bom para o ano 2010 para os nossos amigos, atletas do SDT e leitores deste jornal.
»» Carlos Merino ( jornal Brados do Alentejo)

Cima (esq/dir) - Marco Lourenço, João Catarino, Pedro Guerra, Luís Dias, Daniel Cochicho, Jorge Pereira; José Júlio, Paulo Marques, Ricardo André, André Camões e Acácio Pucarinhas.
Baixo (esq/dir) - André Arvana, Luís Santana, Jorge Silva, Vítor Catambas, João Marques, João Dias, Carlos Merino, Carlos Bilro, José Lopes, Humberto Camões, Gonçalo Lopes e João Garcia.

*Não puderam estar presentes nesta fotografia o Nelson Santos, Duarte Picão, Flávio Cóias, Pedro Ramalho e Pedro Perdigão.


Tudo de bom para o ano 2010 para os nossos amigos e atletas SDT.

08 dezembro 2009

V Maratona de Canha

Após ter falhado a maratona de Portel, que eu tanto gosto devido a ter estado dois dias de cama com febre, mas que pelos visto acabei por ganhar muito em não ter ido, já que a madrugada e amanha foi de forte chuva e frio. 

Na semana seguinte veio a 5º maratona de Canha e  ultima deste ano 2009 para mim, onde o estado físico não era o melhor, pois a febre mandou-me muito “abaixo” mas a força de vontade era muita como sempre.

Esta contou com perto de 800 participantes, talvez devido há sua proximidade com a zona Lisboa ou inexistência de mais provas nesta mesma data, bttistas em grande número da federação de triatlo, e em numerosos equipas entre eles alguns nomes bastante conhecidos... 
Tantas foram as inscrições que a organização recebeu que acabou por marcar de forma negativa a imagem desta prova, pois Canha é uma vila pequena e que não possui meios nem infra-estruturas suficientes para tão numeroso número de participantes.

A manha começou perto da 6 da matina onde o casal Silva (sacarrabos) me acompanhou bem como a minha namorado na viagem até Canha. 

O ponto de encontro com o resto do pessoal SDT foi na Sonap, onde já estava grande parte da comitiva SDT que esteve presente (João Catarino a sua mulher e o filho, Duarte Picão e sua esposa, José Júlio, João Garcia, Pedro Perdigão e Carlos Birlo.).

A chegada fora perto das 8 da manhã, onde fomos levantar os dorsais (dorsais esses que não tinham nenhum numero de contacto emergência,  mais um erro bastante grave da parte da organização). De forma rápida, onde no saco de brindes de destacar a oferta de um CD, e uma telha pintada com um bicicleta feita em papel de jornal colada por cima, e a mesma tendo sido feito pela Cercima (Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas de Montijo e Alcochete), ao qual achamos bastante engraçada, original e uma maneira de nos relembrar de quem tanto necessita de apoios. 



Tudo verdinho
A partida foi as 9:30, mas meia hora antes com o tempo a fazer uma “cara feia” já lá estava na manga e nos lugares da frente, pois já sabia que o número de participantes era muito elevado, e para tentar um bom resultado tinha que estar o mais a frente possível.

A hora marcada lá foi dada a partida com uma volta de aquecimento por dentro da vila e que originou algumas quedas. Quando entrei na terra e durante alguns quilómetros foi avistando o grupo dos primeiros. 


Os primeiros 20 quilómetros foram percorridos com uma média altíssima, talvez um dos percursos mais rápidos por onde já pedalei, depois é que surgiram umas subidas mais técnicas, mas nada de grandes dificuldades. 
Em todo o percurso existiam algumas zonas de areia, mas nada comparado com o que pensava inicialmente encontrar. Foi uma das maratona em que pedalei sempre em grupo, ao estilo ciclismo, passava eu logo de seguida passavam cinco ou seis, assim sucessivamente até final, onde ao quilometro 38 o percurso voltara a cruzar o mesmo sitio do (+/- 24km), onde ainda havia muito pessoal mais atrasado a passar nesse ponto.  Não havendo nenhuma placa, sinais, setas fez com que grande parte do pessoal seguir-se atrás desses mais atrasados e volta-se a engrenar no percurso inicial percorrendo novamente quase toda a prova, por sorte não o fiz porque no meio grupo havia um participante que tinha GPS e nos indicou o lado certo, mas de resto todo o percurso esteve devidamente bem marcado/assinalado.

Há minha chegada ao fim de 40km entre 630 bttistas que tambem concluíram a a meia maratona, fila com o tempo de 1h:38m na 20ª posição e onde pela primeira vez fiz uma elevada media de 179 pulsações por minuto, o que indicou bem o esforço que fiz durante toda a prova. (ver classificações)

A boa disposição sempre presente

Devido ao seu percurso muito rápido e ao grande número de inscritos fez com que no final os participantes terminassem a maratona com pouca diferença nos tempos, quase tudo junto...,tal como o grupo onde eu andei quase durante a prova toda (não houve muitas fulgas).

Os banhos vieram de seguida para relaxar um bocado, onde o meu fora no quartel dos bombeiros sem grandes demoras, pois fora dos primeiros a chegar, já o resto do pessoal teve que se espalhar por outros pontos da vila, devido ao grande número.


Após a chegada do pessoal SDT foi tempo do almoço (porco no espeto) que fora servido no quartel dos bombeiros, mas que por acaso não esperamos muito para comer, já depois se começaram a formar enormes filas de espera para que uns acabassem de comer para dar a vez a outros.


Organização esta que já realizou 4ª edições e sendo esta a 5ª, pecou por ter recebido um número tão grande de participantes não limitando o número e que se esqueceu que não possuía meios/estruturas para receber tanta gente, bem como pormenores que acabaram por deixar imagem negativa, e uma maratona muito criticada nos fóruns.

16 novembro 2009

4º Maratona BTTorre (Torre de Coelheiros)

Pelo terceiro ano consecutivo estive presente nesta maratona, nesta acolhedora aldeia de Torre de Coelheiros (Évora), eu a participar e a minha namorada Lúcia a me apoiar e em fotógrafa de serviço, bem como mais alguns elementos SDT (João Marques, Jorge Silva, Carlos Merino, José Godinho, Pedro Perdigão e João Catarino, no passeio dos 25 quilómetros a Vera Silva e a Célia Catarino).

Inicialmente estive muito indeciso até á ultima hora do encerramento das inscrições entre esta maratona e a de Lavre no dia anterior mas depois de consultar a fraca altimétria da maratona de Lavre, foi mais um dos motivos que me fez ir novamente até Torre de Coelheiros.

A partida fora as 7h:00m, onde a Vera e o Jorge me fizeram companhia no meu Skoda, bem como a Lúcia. A chegada paramos os carros no meio do campo de futebol e fomos levantar os dorsais onde no saco vinha uma linguiça, um queijo e uns habituais papéis. 
Aquecimento pulmonar e pernil
Após nos prepararmos onde a temperatura estava bastante amena para altura do ano em que estávamos, fui indo para o centro da aldeia de onde seria a partida com perto de 400 inscritos e confirmados em três percursos (25km, 45km e 80km que acabara por ser alterado para 65km), onde já estavam alguns participantes na manga da partida, bem como o nosso colega e amigo algarvio Nuno Sequeira que nos tem feito companhia em alguns almoços.

Inicialmente a minha posição de partira até não era muito má.., mas com o chegar da hora chegou também os habituais espertinhos/batoteiros e colocarem-se em frente do pessoal que já lá estava, pois a organização não teve meios para impedir tantos estúpidos. Mas actos desses ficam na consciência de cada um, pois é de uma enorme falta de respeito por quem já lá estava, mas tambem já é normal em provas nos arredores de Évora e acontece quase sempre com os mesmo indivíduos, pois julgou-se superiores, mas só se for em parvoeira.

Por volta das 9:00 foi dada uma falsa partida, onde alguns participantes aproveitaram logo para se colocarem em fulga atrás do carro da GNR e a maioria dos pessoal ficou na partida assobiar esses Chicos espertos até a nova partida, só que desconheciam que mais há frente existia mais uma partida onde a organização teve grande mérito em travar os batoteiros.
Com tanta confusão e com a segunda partida num local mais apertado parti mal, onde o inicio do percurso também não ajudara, pois seria alguns bocados de single traks já anteriormente por mim percorridos numa das provas dos troféus de Évora.


Lentamente fui recuperando alguns lugares onde além de alguns single os primeiros dez quilómetros foram com sobe e desces constantes subidas curtas e duras com uma grande inclinação há excepção do quilómetro +/- 23 com a subida mais dura e longa do percurso num piso de paralelo muito inclinado que parecia não ter fim á passagem pela freguesia São Bartolomeu do Outeiro, onde o nome diz tudo… Após essa parte mais dura e até final dos 45 quilómetros apareceram os estradões que fizemos com uma grande média de velocidade, onde só baixou com passagem pelo circuito técnico no meio de muitos calhaus. Todo o percurso esteve devidamente bem marcado e assinalado, onde para variar não utilizei as zonas de abastecimento.

A minha chegada após 45 quilómetros e com uma media a rondar os 23km/h fi-los com o tempo de 1 hora e 58 minutos terminando no 8º lugar entre 263 participantes
, onde foi uma das provas que não me correra lá muito bem, talvez derivado há minha partida mais lenta do que o habitual e quando comecei a recuperar já era tarde.


O banho foi logo de imediato há minha chegada pois desta vez não aguardei pela chegada dos meus companheiros por culpa do vento forte que se fazia sentir e que se tornava muito desagradável para que estava ensopado em suor. Só é pena os balneários do campo de futebol se tornarem demasiado pequenos e com poucas condições para receber um número tão elevado de pessoas.


Comitiva feminina..lol
O almoço fora na junta de freguesia, com o habitual cosido de grão onde a comitiva estremocense esteve junta em convívio com o pessoal do Algarve (já agora comprimentos para eles todos). As garrafas de sumo passaram a imperial, onde toda a tarde fora nossas companheiras dos resistentes SDT e já a meio da tarde fomos buscar os carros ao campo de bola, onde apenas só lá estavam os nossos, e voltamos novamente para a junta para encher a garrafa.



Ficam os nossos parabéns a toda a organização e envolvidos nesta maratona que nos tem vindo sempre a receberam de forma muito simpática e acolhedora nesta pequena aldeia onde só lamentarmos a falta de mais e melhores infra-estruturas.