Meus rescaldos de eventos BTT

20 janeiro 2010

Sobe e Desce Team faz o balanço de 2009

O ano de 2009 foi um ano de grande evolução e crescimento para o Sobe e Desce Team, equipa estremocense que se dedica à prática da modalidade BTT, tendo os atletas desta associação participado em mais de cinquenta provas, entre maratonas, passeios e troféus.
Em 2010, e à semelhança do anterior ano, em Maio a associação vai organizar o segundo passeio “Cidade de Estremoz/SDT” e em Julho o passeio nocturno, eventos que têm contado com uma grande adesão dos amantes desta modalidade.
De norte a sul do país “carregamos” o nome da nossa cidade, Estremoz, e, se de início a equipa era composta apenas por treze atletas, actualmente contamos já com cerca de três dezenas.
Todos os atletas se encontram devidamente equipados com as cores do clube, equipamentos que tiveram um custo de cerca de quatro mil euros e que só foi possível com a ajuda de alguns patrocinadores. A eles deixamos o nosso sincero agradecimento.
Porém, os patrocínios têm sido insuficientes e todas as despesas inerentes à participação dos atletas nos eventos têm sido suportadas por estes.
Com o objectivo de nos desvincularmos da Associação Juvenil de Estremoz, que nos recebeu e apoio durante cerca de um ano e meio, e de formarmos uma associação autónoma, no ano passado criámos a associação BTTMOZ–SDT e temos agora a nossa própria sede.
Para além dos eventos e iniciativas que promovemos, recebemos o convite do Clube Ciclomontanha de Estremoz (CCE) e este ano iremos organizar em conjunto com este clube a 5ª maratona BTT ”Cidade de Estremoz”. Esta prova realizar-se-á no próximo dia 18 de Abril e constituirá um grande desafio e, ao mesmo tempo, um reconhecimento do nosso pequeno/grande valor. Esta iniciativa, que em anos anteriores trouxe à nossa cidade centenas de atletas e acompanhantes, visa ser o maior evento desportivo anual da nossa cidade.

Podem acompanhar todos os rescaldos das nossas pedaladas no nosso site em http://www.sobedesceteam.com ou no nosso blog http://sobeedesce-team.blogspot.com.
Para aqueles que pretendem começar a dar umas pedaladas fica a informação que todos os domingos de manhã, por volta das 9h00, o SDT tem ponto de encontro no Rossio Marquês de Pombal, junto ao café “O Telheiro”.

Para o ano que agora entrou, o SDT deseja continuar a levar o nosso nome por este país fora, à semelhança dos anteriores, e espera manter este grupo unido e coeso, onde a amizade e o gosto pelo BTT tem criado esta grande família betetista...

Tudo de bom para o ano 2010 para os nossos amigos, atletas do SDT e leitores deste jornal.
»» Carlos Merino ( jornal Brados do Alentejo)

Cima (esq/dir) - Marco Lourenço, João Catarino, Pedro Guerra, Luís Dias, Daniel Cochicho, Jorge Pereira; José Júlio, Paulo Marques, Ricardo André, André Camões e Acácio Pucarinhas.
Baixo (esq/dir) - André Arvana, Luís Santana, Jorge Silva, Vítor Catambas, João Marques, João Dias, Carlos Merino, Carlos Bilro, José Lopes, Humberto Camões, Gonçalo Lopes e João Garcia.

*Não puderam estar presentes nesta fotografia o Nelson Santos, Duarte Picão, Flávio Cóias, Pedro Ramalho e Pedro Perdigão.


Tudo de bom para o ano 2010 para os nossos amigos e atletas SDT.

08 dezembro 2009

V Maratona de Canha

Após ter falhado a maratona de Portel, que eu tanto gosto devido a ter estado dois dias de cama com febre, mas que pelos visto acabei por ganhar muito em não ter ido, já que a madrugada e amanha foi de forte chuva e frio. 

Na semana seguinte veio a 5º maratona de Canha e  ultima deste ano 2009 para mim, onde o estado físico não era o melhor, pois a febre mandou-me muito “abaixo” mas a força de vontade era muita como sempre.

Esta contou com perto de 800 participantes, talvez devido há sua proximidade com a zona Lisboa ou inexistência de mais provas nesta mesma data, bttistas em grande número da federação de triatlo, e em numerosos equipas entre eles alguns nomes bastante conhecidos... 
Tantas foram as inscrições que a organização recebeu que acabou por marcar de forma negativa a imagem desta prova, pois Canha é uma vila pequena e que não possui meios nem infra-estruturas suficientes para tão numeroso número de participantes.

A manha começou perto da 6 da matina onde o casal Silva (sacarrabos) me acompanhou bem como a minha namorado na viagem até Canha. 

O ponto de encontro com o resto do pessoal SDT foi na Sonap, onde já estava grande parte da comitiva SDT que esteve presente (João Catarino a sua mulher e o filho, Duarte Picão e sua esposa, José Júlio, João Garcia, Pedro Perdigão e Carlos Birlo.).

A chegada fora perto das 8 da manhã, onde fomos levantar os dorsais (dorsais esses que não tinham nenhum numero de contacto emergência,  mais um erro bastante grave da parte da organização). De forma rápida, onde no saco de brindes de destacar a oferta de um CD, e uma telha pintada com um bicicleta feita em papel de jornal colada por cima, e a mesma tendo sido feito pela Cercima (Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas de Montijo e Alcochete), ao qual achamos bastante engraçada, original e uma maneira de nos relembrar de quem tanto necessita de apoios. 



Tudo verdinho
A partida foi as 9:30, mas meia hora antes com o tempo a fazer uma “cara feia” já lá estava na manga e nos lugares da frente, pois já sabia que o número de participantes era muito elevado, e para tentar um bom resultado tinha que estar o mais a frente possível.

A hora marcada lá foi dada a partida com uma volta de aquecimento por dentro da vila e que originou algumas quedas. Quando entrei na terra e durante alguns quilómetros foi avistando o grupo dos primeiros. 


Os primeiros 20 quilómetros foram percorridos com uma média altíssima, talvez um dos percursos mais rápidos por onde já pedalei, depois é que surgiram umas subidas mais técnicas, mas nada de grandes dificuldades. 
Em todo o percurso existiam algumas zonas de areia, mas nada comparado com o que pensava inicialmente encontrar. Foi uma das maratona em que pedalei sempre em grupo, ao estilo ciclismo, passava eu logo de seguida passavam cinco ou seis, assim sucessivamente até final, onde ao quilometro 38 o percurso voltara a cruzar o mesmo sitio do (+/- 24km), onde ainda havia muito pessoal mais atrasado a passar nesse ponto.  Não havendo nenhuma placa, sinais, setas fez com que grande parte do pessoal seguir-se atrás desses mais atrasados e volta-se a engrenar no percurso inicial percorrendo novamente quase toda a prova, por sorte não o fiz porque no meio grupo havia um participante que tinha GPS e nos indicou o lado certo, mas de resto todo o percurso esteve devidamente bem marcado/assinalado.

Há minha chegada ao fim de 40km entre 630 bttistas que tambem concluíram a a meia maratona, fila com o tempo de 1h:38m na 20ª posição e onde pela primeira vez fiz uma elevada media de 179 pulsações por minuto, o que indicou bem o esforço que fiz durante toda a prova. (ver classificações)

A boa disposição sempre presente

Devido ao seu percurso muito rápido e ao grande número de inscritos fez com que no final os participantes terminassem a maratona com pouca diferença nos tempos, quase tudo junto...,tal como o grupo onde eu andei quase durante a prova toda (não houve muitas fulgas).

Os banhos vieram de seguida para relaxar um bocado, onde o meu fora no quartel dos bombeiros sem grandes demoras, pois fora dos primeiros a chegar, já o resto do pessoal teve que se espalhar por outros pontos da vila, devido ao grande número.


Após a chegada do pessoal SDT foi tempo do almoço (porco no espeto) que fora servido no quartel dos bombeiros, mas que por acaso não esperamos muito para comer, já depois se começaram a formar enormes filas de espera para que uns acabassem de comer para dar a vez a outros.


Organização esta que já realizou 4ª edições e sendo esta a 5ª, pecou por ter recebido um número tão grande de participantes não limitando o número e que se esqueceu que não possuía meios/estruturas para receber tanta gente, bem como pormenores que acabaram por deixar imagem negativa, e uma maratona muito criticada nos fóruns.

16 novembro 2009

4º Maratona BTTorre (Torre de Coelheiros)

Pelo terceiro ano consecutivo estive presente nesta maratona, nesta acolhedora aldeia de Torre de Coelheiros (Évora), eu a participar e a minha namorada Lúcia a me apoiar e em fotógrafa de serviço, bem como mais alguns elementos SDT (João Marques, Jorge Silva, Carlos Merino, José Godinho, Pedro Perdigão e João Catarino, no passeio dos 25 quilómetros a Vera Silva e a Célia Catarino).

Inicialmente estive muito indeciso até á ultima hora do encerramento das inscrições entre esta maratona e a de Lavre no dia anterior mas depois de consultar a fraca altimétria da maratona de Lavre, foi mais um dos motivos que me fez ir novamente até Torre de Coelheiros.

A partida fora as 7h:00m, onde a Vera e o Jorge me fizeram companhia no meu Skoda, bem como a Lúcia. A chegada paramos os carros no meio do campo de futebol e fomos levantar os dorsais onde no saco vinha uma linguiça, um queijo e uns habituais papéis. 
Aquecimento pulmonar e pernil
Após nos prepararmos onde a temperatura estava bastante amena para altura do ano em que estávamos, fui indo para o centro da aldeia de onde seria a partida com perto de 400 inscritos e confirmados em três percursos (25km, 45km e 80km que acabara por ser alterado para 65km), onde já estavam alguns participantes na manga da partida, bem como o nosso colega e amigo algarvio Nuno Sequeira que nos tem feito companhia em alguns almoços.

Inicialmente a minha posição de partira até não era muito má.., mas com o chegar da hora chegou também os habituais espertinhos/batoteiros e colocarem-se em frente do pessoal que já lá estava, pois a organização não teve meios para impedir tantos estúpidos. Mas actos desses ficam na consciência de cada um, pois é de uma enorme falta de respeito por quem já lá estava, mas tambem já é normal em provas nos arredores de Évora e acontece quase sempre com os mesmo indivíduos, pois julgou-se superiores, mas só se for em parvoeira.

Por volta das 9:00 foi dada uma falsa partida, onde alguns participantes aproveitaram logo para se colocarem em fulga atrás do carro da GNR e a maioria dos pessoal ficou na partida assobiar esses Chicos espertos até a nova partida, só que desconheciam que mais há frente existia mais uma partida onde a organização teve grande mérito em travar os batoteiros.
Com tanta confusão e com a segunda partida num local mais apertado parti mal, onde o inicio do percurso também não ajudara, pois seria alguns bocados de single traks já anteriormente por mim percorridos numa das provas dos troféus de Évora.


Lentamente fui recuperando alguns lugares onde além de alguns single os primeiros dez quilómetros foram com sobe e desces constantes subidas curtas e duras com uma grande inclinação há excepção do quilómetro +/- 23 com a subida mais dura e longa do percurso num piso de paralelo muito inclinado que parecia não ter fim á passagem pela freguesia São Bartolomeu do Outeiro, onde o nome diz tudo… Após essa parte mais dura e até final dos 45 quilómetros apareceram os estradões que fizemos com uma grande média de velocidade, onde só baixou com passagem pelo circuito técnico no meio de muitos calhaus. Todo o percurso esteve devidamente bem marcado e assinalado, onde para variar não utilizei as zonas de abastecimento.

A minha chegada após 45 quilómetros e com uma media a rondar os 23km/h fi-los com o tempo de 1 hora e 58 minutos terminando no 8º lugar entre 263 participantes
, onde foi uma das provas que não me correra lá muito bem, talvez derivado há minha partida mais lenta do que o habitual e quando comecei a recuperar já era tarde.


O banho foi logo de imediato há minha chegada pois desta vez não aguardei pela chegada dos meus companheiros por culpa do vento forte que se fazia sentir e que se tornava muito desagradável para que estava ensopado em suor. Só é pena os balneários do campo de futebol se tornarem demasiado pequenos e com poucas condições para receber um número tão elevado de pessoas.


Comitiva feminina..lol
O almoço fora na junta de freguesia, com o habitual cosido de grão onde a comitiva estremocense esteve junta em convívio com o pessoal do Algarve (já agora comprimentos para eles todos). As garrafas de sumo passaram a imperial, onde toda a tarde fora nossas companheiras dos resistentes SDT e já a meio da tarde fomos buscar os carros ao campo de bola, onde apenas só lá estavam os nossos, e voltamos novamente para a junta para encher a garrafa.



Ficam os nossos parabéns a toda a organização e envolvidos nesta maratona que nos tem vindo sempre a receberam de forma muito simpática e acolhedora nesta pequena aldeia onde só lamentarmos a falta de mais e melhores infra-estruturas.

10 novembro 2009

II Raid BTT COA Vila Nova da Barquinha

Quando tive conhecimento deste Raid não hesitei em ir, pois pensei logo que seria uma boa oportunidade de ir pedalar numa zona perto de onde foi militar em 2001 (mais precisamente no quartel de engenharia em Tancos), sabia que os trilhos por ali era bastante agradável e também bastantes duros, pelos altos e baixos constantes.

A manha começou perto das 6h:30m quando eu, o José Júlio e o João Garcia partimos no meu bolinhas em direcção a V.N Barquinha.

Á chegada a V. N. Barquinha e no caminho percorrido pelas ruas até ao complexo desportivo dentro da vila não se via “viva alma”, mas lá chegamos onde já se via alguns participantes no aquecimento.

O levantamento dos dorsais foi algo confuso e demorado para apenas cerca de 80 participantes distribuídos por um percurso de 25km e o outro de 50km. No Saco do dorsal vinha uma t-shirt, um boné, um porta-chaves e um roteiro turísticos, também não se poderia exigir mais pelos 15€ que cada participante pagou.

A partida estava marcada para as 9:h30m e após o habitual briefing que fora no parque de estacionamento do pavilhão debaixo de um clima com ar que iria chover e onde apenas estavam presentes os participantes e os carros… O que tornou a partida algo triste e solitária percorremos todos juntos em estilo de passeio atrás do carro da GNR perto de 4km pelas desertas ruas de vila Nova da Barquinha, onde até os GNR parecia estar a querer poupar a sirene, ou então o sono dos moradores.

Sempre com o maldito cigarro

O quilometro zero sugeriu e onde surgiu também logo a primeira grande subida com um piso cheio de muita pedra solta (tipo pedras da china) e ficou logo patente o que me esperara nos cerca de 47km que ainda teria pela minha frente.


Rapidamente tentei marcar a minha cadência e a minha posição só que me atrasei um pouco na primeira subida em relação aos primeiros e me deixou logo com alguma distancia. Os sobes e desces foram uma constante por meio de eucaliptal e aos poucos e poucos foi recuperando. Quando ao quilometro 14 avistei três participantes que perecera ser os primeiros classificados, recuperei fisicamente dando-me mais animo, só que o pior estava mesmo ali marcado para aquele quilometro, quando entrei numa estrada de alcatrão embalei na descida e não vi a seta do lado oposto de onde eu seguia, continuado embaladíssimo a descer só com o pensamento e animo de apanhar os três e não apercebi da falta das fitas… 
Fiquei logo com a moral em baixo, voltei para traz subindo pelo alcatrão há procura do local que tinha falhado, quando vinha mais um participante a descer e  disse-lhe que havia mais fitas para baixo. Ele insistiu e eu acabei por ir também com ele ainda mais para baixo de onde já tinha estado até que acabamos os dois por desimaginar e volta-mos a subir novamente tada a estarda de alcatrão até encontrar a magana da seta que estava junta há berma meio camuflada. Com tudo aquilo passaram mais de 4 minutos e mais alguns participante para a frente.

A minha vontade era desistir, ou então ir esperar pelos meus companheiros SDT e fazer o resto da prova com eles pois a minha moral estava muito em baixo e sem vontade de continuar pois foi muito frustrante ao ver o meu esforço abalar com uma simples seta…  A acabei por não ser o único mas que servi para saber lidar com estas situações e não me armar em “PRO” a desistir mais uma vez (pois como o meu amigo Calimero disse numa prova em Óbidos que teve há beira de desistir por problema mecânicos, pensou para ele mesmo o seguinte… “venho eu de tão longe para depois desistir!!!), pois estava ali para fazer uma das coisas que eu mais gosto, que é pedalar. 



Continuei a pedalar juntamente com o companheiro que também se tinha perdido onde fomos fazendo há vez, ora puxava um, ora puxava outro até que no quilometro 20 ele parou no abastecimento para encher o bidon e mandou-me seguir que já me apanhava (pensava ele lol…), pois voltei a me encher de vontade e comecei a puxar para tentando reduzir algum tempo para os primeiros como recuperar mais algumas posições por onde já tinha passado. Na continuidade de mais sobes e desces embora com zonas mais rolantes, onde diga-se que todo o percurso estava bastante bem marcado/assinalado com fitas amarelas e no sítios certos, excepção da magana daquela seta que se escondeu de mim quando passei…lol e onde a chuvita miudinha apareceu e me fez companhia até final, onde terminei/recuperei o lugar em que estava quando aos 14km me perdi, e com 51km nas pernas e com cerca de 900m de desnivel acumulado. ( 5º ou 6º lugar/aguardar classificações)

Após a chegada antes do parque onde será a partida e estacionamento dos carros apenas estavam aguardar a nossa chegada duas miúdas com um guarda-chuva aberto e uma folha de papel toda borrada, e que tal como a partida triste a chegada fora igual.

Fui lavar o meu frigorífico e aguardei alguns minutos pela chegada dos meus companheiros J. Garcia e J. Júlio que chegaram juntos e bem classificados e onde a chuva parecia ter vindo para ficar foi tempo de um banho com que eu já ansiava há muito, onde ao abrir a porta dos balneários veio um calor do interior, pois tinha aquecimento central e onde a sua infra-estrutura era moderna, recente, espaçosa e com umas grandes condições.

Sempre com o bibron nas unhas

No almoço fora grelhados, saladas cereja Tagus, só que alem de pratos e talhares plásticos fora comido de pé, onde após mais de 50km era a melhor
maneira de se descansar.

O resto da tarde e regresso a Estremoz ficou marcada pela passagem e visita a Tancos bem com o Castelo de Almourol onde a boa disposição foi sinónimo de um dia bem passado.


Fica os parabéns há organização pelo esforço e para o ano terão muitos aspecto não digo maus, mas menos bons a melhorar…

19 outubro 2009

I Maratona BTT Cocheiros ( S. Aleixo da Restauração)

Esta foi a primeira maratona Organizada pela secção de BTT do Clube de Futebol de Santo Aleixo da Restauração, grupo este mais conhecido pelos Cocheiros. Quando tive conhecimento desta maratona não hesitei em me escrever, alem de nunca ter ido para aqueles lados, surgiria uma boa oportunidade, bem como também tinha ao convite do meu amigo Nuno Valente um dos elementos dos Cocheiros.

A partida rumo a Santo Aleixo da Restauração estava combinada para as 5h:30m da madrugada, onde o ponto de encontro seria no Rossio. Nem todos partimos há mesma hora, pois alguns acharam demasiado cedo. No total éramos dez elementos (João Marques, João Dias, João Garcia, Pedro Guerra, Pedro Guerra, Carlos Merino, Duarte Picão, Jorge Silva, José Júlio e a mais uma cara nova o Flávio Cóias) com mais sete acompanhantes e apoiantes (Lúcia, Vera, Nice, Sónia, Ana Lúcia, Bruno e o Pedro).


Há chegada cerca das 7:30 e depois de percorrer algumas ruas da vila histórica há procura de um café aberto, ficou logo a ideia de uma aldeia bastante limpa, pintadinha com gente simpática e acolhedora.

O levantamento dos dorsais correu dentro da normalidade sem demoras, onde no saco do dorsal vinha uma Jersey alusiva há maratona, duas canetas, uma revista, um panfleto da aldeia e um isqueiro que dá bastante jeito…
Os carros ficaram junto ao campo de futebol, local onde seria os banhos e onde depois de nos equiparmos onde durante esse tempo se viveu um verdadeiro espírito de descontracção e brincadeira veio habitual foto de família.

A partida fora pontual por volta das 9:00 no átrio da igreja mesmo no centro da aldeia, onde todas as ruas lá iam dar…. Ante da partida o speaker de serviço  foi sempre animando os cerca de 300 confirmados, bem com mais algum publico que esteve sempre ali presente desde primeiro ao último minuto.

Grande foto no inicio da pista de Moto-cross
Após a partida onde existiriam inicialmente três percursos, 15km, 40km e 80km, onde eu há semelhança das passadas provas fique pela meia maratona de 40km. Esta que desde o primeiro quilometro até quase ao último foi sempre a subir e descer, o chamado “rompe pernas” pois as subidas eram de uma elevada dureza na maioria curtas, técnicas e inclinadas, onde ao transpô-las viria de imediato uma descida muito rápida, perigosa com muita pedra solta e valas que deu origem a algumas quedas felizmente sem consequências de maior.
O chamado single trak também apareceu um, era mais uma serie de caminhos feitos pelas passagens dos animais, onde as pedras eram um obstáculo a transpor, bem como a passagem por uma pista de motocross ao quilometro 16. local esse onde para minha surpresa e dos restantes elemnetos do SDT que estavam a participar, estavam as nossa meninas sentadas aguardar pela nossa passagem, onde Lúcia nos foi tirando algumas fotos e darem algum apoio, onde através dela soube que já seguia na 9º lugar, o que era bastante bom. Só que já sentia muito cansaço e dores nas pernas. Até perto dos 37km continuaram as subidas duas delas autenticas paredes de inclinação e comprimento elevado, onde pelo que vi o pessoal apeava sempre. Depois surgiu a única e zona de controlo, onde penso que deveria ter existido mais durante o percurso, pois todo ele era muito junto e facilmente o pessoal se “passava”.

As maganas das cambrias novamente atacar

Finalmente tivemos os últimos 4km até chegar a meta para descansar as pernas com um estradão onde já há muito que as cambrias não me “largavam” as pernas, mas com força de vontade lá aguentei até minha chegada na 4º posição com 2h:04m deixando escapar o pódio por um lugar, e ficando com um tempo muito perto dos primeiros, onde viriam a terminar 211 participantes na meia-maratona.(ver classificações)


Após a chegada de todos os elementos SDT, vieram os banhos de agua fria para as bicicletas e depois para nos, o que não calhou lá muito bem, tal como o almoço também ficou um pouco há quem das expectativas, pois a variedade era pouca (Cosido de Grão) e alguns entradas arroz que tinha tudo menos doce e até onde as imperiais se esgotaram rapidamente e o café a maquina não funcionava (mas pelo que vim a saber as desculpas caíram em cima da comissão de festas, pois era a ela que estava entregue o almoço), mas sem café e cerveja é que não podia ser, então acabaram por ser bebido a 20km de S. Aleixo, mais concretamente em Barrancos onde aproveitamos o resto da tarde para conhecer e darmos a conhecer a nossa terra por este Alentejo.

Treminamos com uma pega em Barrancos
Fotos em BTT-TV
Video BTT-TV
Album SDT

Fica o esforço e tentativa da parte da organização e de todos os envolvidos neste evento, bem como a simpatia destas gentes que bem nos receberam e tentaram fazer o melhor para nos proporcionar um excelente dia de BTT e que nos fez esquecer alguns aspectos menos positivos que para o ano serão certamente corrigidos e melhorados e farei questão de voltar para a 2ª maratona.

04 outubro 2009

1º Passeio/meia-maratona B.V Arraiolos


Como os meus planos para participação em eventos  de quinze em quinze dias, neste fim-de-semana foi a vez da maratona de Alenquer que se realizou no dia 05, mas como o pessoal da organização de Alenquer foi muito pouco esclarecedor, atencioso e nem sequer disponibilizou informação nem sequer a lista de inscritos, surgiu este evento aqui mesmo ao lado, que me fez alterar alterar os meus planos para este passeio.

Este foi o primeiro passeio organizado pelos B.V de Arraiolos, com apoio do Núcleo Cicloturismo de Arraiolos. Passeio este com todas as semelhanças de uma meia maratona, pois existia dorsal, contagem de tempos, ponto de controle e troféus para os primeiros lugares. 

Desloquei até Arraiolos com mais cinco elementos SDT (João Garcia, José Júlio, Pedro Perdigão, João Catarino e o novo elemento SDT Duarte Picão), mais alguns amigos e representares de outros grupos Estremocenses como a da Rota d’Ossa e os B.V Estremoz.
A partida em direcção a Arraiolos foi mais tarde do que o habitual, pois é mesmo aqui ao lado de Estremoz. 
Á chegada fomos logo levantar o habitual dorsal algo lento e inexperiente neste tipo de eventos, o que é perfeitamente compreensível para a primeira vez e onde no saco vinha como brindes uma t-shirt e papelada sobre o conselho de Arraiolos.


Colocação do frontal e aquecimento pulmonar
A partida e chegada dos participantes fora feita em frente do quartel dos bombeiros um quarto de hora depois da marcada devido a um atraso dos participantes. As 9:15 lá foi dada a partida com cerca de 200 betetistas inscritos para duas distancias. Passeio 25km totalmente guiados pelo pessoal da organização e o  a distancia de 50km esta com contagem de tempos, controles e prémios na chagada, o que sempre cativou mais o pessoal para o espírito de competitividade. 



A polémica começou ao fim de 3km após a partida e a passagem pelas ruas de Arraiolos quando surgiu o controle 0 mesmo há saída do alcatrão. O pessoal fora avisado no briefing que eram obrigados alí a parar e esperar pelos resto dos participantes mais atrasado até ser dada então a partida real.., só que cinco ou seis participantes não o fizeram, seguindo assim em frente e ganhado 2 ou 3 minutos para o resto que parou. 
Polémicas há parte todo o percurso do 50km esteve devidamente bem marcado/assinalado com um sobe e desce (rompe pernas) constante com zonas bastante bonitas, passagem por muitas herdades e gado talvez (com cerca de 70% do percurso seria da 1ª maratona em Abril), com um piso por vezes bastante acidentado e onde o final foi uma subida em estrada de alcatrão com cerca de dois quilómetros até Arraiolos, no final dei um acumulado de cerca de 800m.

Apesar de ter partido com um desvantagem inicial de pelo menos 2 minutos para os 5 participantes que não esperam no controle 0, lentamente fui conseguido recuperar posições e perto dos últimos 4km quando as câmbrias já se estavam apoderar das minhas pernas, avistei dois dos participantes “fugitivos iniciais”, com aproximação do final, arranjei divinamente uma enorme força de vontade/energia tentando esquecer o meu estado de “sofrimento” que já tinha, sendo talvez este o segredo dos meus bons resultados, “e de uma cajadada matei três coelhos”, pois conseguiu passar os dois participantes e ganhar mais alguns segundos ao companheiro que andou quase sempre na minha roda no percurso quase todo.
Há chegada e com 106 participantes a concluírem o percurso dos 50km arrecadei mais um lugar no pódio com a 2º posição e o tempo de 02:02:46. (ver classificação)

Um lindissimo troféu pintado á mão

O almoço fora servido tardiamente no pavilhão multiusos perto das 14.00, onde já quase todos os participantes aguardavam esfomeados a sua abertura, após isso lá veia a parte melhor do passeio que foi porco no espeto muita imperial e um troféu muito suado e original (um telha pintada há mão)




Fica aqui uma palavra de agradecimento aos B.V de Arraiolos, que tudo fizeram e se esforçaram para que todo corresse do melhor e proporcionar mais um excelente dia na prática deste desporto que cada vez move mais pessoas…