Meus rescaldos de eventos BTT

16 novembro 2009

4º Maratona BTTorre (Torre de Coelheiros)

Pelo terceiro ano consecutivo estive presente nesta maratona, nesta acolhedora aldeia de Torre de Coelheiros (Évora), eu a participar e a minha namorada Lúcia a me apoiar e em fotógrafa de serviço, bem como mais alguns elementos SDT (João Marques, Jorge Silva, Carlos Merino, José Godinho, Pedro Perdigão e João Catarino, no passeio dos 25 quilómetros a Vera Silva e a Célia Catarino).

Inicialmente estive muito indeciso até á ultima hora do encerramento das inscrições entre esta maratona e a de Lavre no dia anterior mas depois de consultar a fraca altimétria da maratona de Lavre, foi mais um dos motivos que me fez ir novamente até Torre de Coelheiros.

A partida fora as 7h:00m, onde a Vera e o Jorge me fizeram companhia no meu Skoda, bem como a Lúcia. A chegada paramos os carros no meio do campo de futebol e fomos levantar os dorsais onde no saco vinha uma linguiça, um queijo e uns habituais papéis. 
Aquecimento pulmonar e pernil
Após nos prepararmos onde a temperatura estava bastante amena para altura do ano em que estávamos, fui indo para o centro da aldeia de onde seria a partida com perto de 400 inscritos e confirmados em três percursos (25km, 45km e 80km que acabara por ser alterado para 65km), onde já estavam alguns participantes na manga da partida, bem como o nosso colega e amigo algarvio Nuno Sequeira que nos tem feito companhia em alguns almoços.

Inicialmente a minha posição de partira até não era muito má.., mas com o chegar da hora chegou também os habituais espertinhos/batoteiros e colocarem-se em frente do pessoal que já lá estava, pois a organização não teve meios para impedir tantos estúpidos. Mas actos desses ficam na consciência de cada um, pois é de uma enorme falta de respeito por quem já lá estava, mas tambem já é normal em provas nos arredores de Évora e acontece quase sempre com os mesmo indivíduos, pois julgou-se superiores, mas só se for em parvoeira.

Por volta das 9:00 foi dada uma falsa partida, onde alguns participantes aproveitaram logo para se colocarem em fulga atrás do carro da GNR e a maioria dos pessoal ficou na partida assobiar esses Chicos espertos até a nova partida, só que desconheciam que mais há frente existia mais uma partida onde a organização teve grande mérito em travar os batoteiros.
Com tanta confusão e com a segunda partida num local mais apertado parti mal, onde o inicio do percurso também não ajudara, pois seria alguns bocados de single traks já anteriormente por mim percorridos numa das provas dos troféus de Évora.


Lentamente fui recuperando alguns lugares onde além de alguns single os primeiros dez quilómetros foram com sobe e desces constantes subidas curtas e duras com uma grande inclinação há excepção do quilómetro +/- 23 com a subida mais dura e longa do percurso num piso de paralelo muito inclinado que parecia não ter fim á passagem pela freguesia São Bartolomeu do Outeiro, onde o nome diz tudo… Após essa parte mais dura e até final dos 45 quilómetros apareceram os estradões que fizemos com uma grande média de velocidade, onde só baixou com passagem pelo circuito técnico no meio de muitos calhaus. Todo o percurso esteve devidamente bem marcado e assinalado, onde para variar não utilizei as zonas de abastecimento.

A minha chegada após 45 quilómetros e com uma media a rondar os 23km/h fi-los com o tempo de 1 hora e 58 minutos terminando no 8º lugar entre 263 participantes
, onde foi uma das provas que não me correra lá muito bem, talvez derivado há minha partida mais lenta do que o habitual e quando comecei a recuperar já era tarde.


O banho foi logo de imediato há minha chegada pois desta vez não aguardei pela chegada dos meus companheiros por culpa do vento forte que se fazia sentir e que se tornava muito desagradável para que estava ensopado em suor. Só é pena os balneários do campo de futebol se tornarem demasiado pequenos e com poucas condições para receber um número tão elevado de pessoas.


Comitiva feminina..lol
O almoço fora na junta de freguesia, com o habitual cosido de grão onde a comitiva estremocense esteve junta em convívio com o pessoal do Algarve (já agora comprimentos para eles todos). As garrafas de sumo passaram a imperial, onde toda a tarde fora nossas companheiras dos resistentes SDT e já a meio da tarde fomos buscar os carros ao campo de bola, onde apenas só lá estavam os nossos, e voltamos novamente para a junta para encher a garrafa.



Ficam os nossos parabéns a toda a organização e envolvidos nesta maratona que nos tem vindo sempre a receberam de forma muito simpática e acolhedora nesta pequena aldeia onde só lamentarmos a falta de mais e melhores infra-estruturas.

10 novembro 2009

II Raid BTT COA Vila Nova da Barquinha

Quando tive conhecimento deste Raid não hesitei em ir, pois pensei logo que seria uma boa oportunidade de ir pedalar numa zona perto de onde foi militar em 2001 (mais precisamente no quartel de engenharia em Tancos), sabia que os trilhos por ali era bastante agradável e também bastantes duros, pelos altos e baixos constantes.

A manha começou perto das 6h:30m quando eu, o José Júlio e o João Garcia partimos no meu bolinhas em direcção a V.N Barquinha.

Á chegada a V. N. Barquinha e no caminho percorrido pelas ruas até ao complexo desportivo dentro da vila não se via “viva alma”, mas lá chegamos onde já se via alguns participantes no aquecimento.

O levantamento dos dorsais foi algo confuso e demorado para apenas cerca de 80 participantes distribuídos por um percurso de 25km e o outro de 50km. No Saco do dorsal vinha uma t-shirt, um boné, um porta-chaves e um roteiro turísticos, também não se poderia exigir mais pelos 15€ que cada participante pagou.

A partida estava marcada para as 9:h30m e após o habitual briefing que fora no parque de estacionamento do pavilhão debaixo de um clima com ar que iria chover e onde apenas estavam presentes os participantes e os carros… O que tornou a partida algo triste e solitária percorremos todos juntos em estilo de passeio atrás do carro da GNR perto de 4km pelas desertas ruas de vila Nova da Barquinha, onde até os GNR parecia estar a querer poupar a sirene, ou então o sono dos moradores.

Sempre com o maldito cigarro

O quilometro zero sugeriu e onde surgiu também logo a primeira grande subida com um piso cheio de muita pedra solta (tipo pedras da china) e ficou logo patente o que me esperara nos cerca de 47km que ainda teria pela minha frente.


Rapidamente tentei marcar a minha cadência e a minha posição só que me atrasei um pouco na primeira subida em relação aos primeiros e me deixou logo com alguma distancia. Os sobes e desces foram uma constante por meio de eucaliptal e aos poucos e poucos foi recuperando. Quando ao quilometro 14 avistei três participantes que perecera ser os primeiros classificados, recuperei fisicamente dando-me mais animo, só que o pior estava mesmo ali marcado para aquele quilometro, quando entrei numa estrada de alcatrão embalei na descida e não vi a seta do lado oposto de onde eu seguia, continuado embaladíssimo a descer só com o pensamento e animo de apanhar os três e não apercebi da falta das fitas… 
Fiquei logo com a moral em baixo, voltei para traz subindo pelo alcatrão há procura do local que tinha falhado, quando vinha mais um participante a descer e  disse-lhe que havia mais fitas para baixo. Ele insistiu e eu acabei por ir também com ele ainda mais para baixo de onde já tinha estado até que acabamos os dois por desimaginar e volta-mos a subir novamente tada a estarda de alcatrão até encontrar a magana da seta que estava junta há berma meio camuflada. Com tudo aquilo passaram mais de 4 minutos e mais alguns participante para a frente.

A minha vontade era desistir, ou então ir esperar pelos meus companheiros SDT e fazer o resto da prova com eles pois a minha moral estava muito em baixo e sem vontade de continuar pois foi muito frustrante ao ver o meu esforço abalar com uma simples seta…  A acabei por não ser o único mas que servi para saber lidar com estas situações e não me armar em “PRO” a desistir mais uma vez (pois como o meu amigo Calimero disse numa prova em Óbidos que teve há beira de desistir por problema mecânicos, pensou para ele mesmo o seguinte… “venho eu de tão longe para depois desistir!!!), pois estava ali para fazer uma das coisas que eu mais gosto, que é pedalar. 



Continuei a pedalar juntamente com o companheiro que também se tinha perdido onde fomos fazendo há vez, ora puxava um, ora puxava outro até que no quilometro 20 ele parou no abastecimento para encher o bidon e mandou-me seguir que já me apanhava (pensava ele lol…), pois voltei a me encher de vontade e comecei a puxar para tentando reduzir algum tempo para os primeiros como recuperar mais algumas posições por onde já tinha passado. Na continuidade de mais sobes e desces embora com zonas mais rolantes, onde diga-se que todo o percurso estava bastante bem marcado/assinalado com fitas amarelas e no sítios certos, excepção da magana daquela seta que se escondeu de mim quando passei…lol e onde a chuvita miudinha apareceu e me fez companhia até final, onde terminei/recuperei o lugar em que estava quando aos 14km me perdi, e com 51km nas pernas e com cerca de 900m de desnivel acumulado. ( 5º ou 6º lugar/aguardar classificações)

Após a chegada antes do parque onde será a partida e estacionamento dos carros apenas estavam aguardar a nossa chegada duas miúdas com um guarda-chuva aberto e uma folha de papel toda borrada, e que tal como a partida triste a chegada fora igual.

Fui lavar o meu frigorífico e aguardei alguns minutos pela chegada dos meus companheiros J. Garcia e J. Júlio que chegaram juntos e bem classificados e onde a chuva parecia ter vindo para ficar foi tempo de um banho com que eu já ansiava há muito, onde ao abrir a porta dos balneários veio um calor do interior, pois tinha aquecimento central e onde a sua infra-estrutura era moderna, recente, espaçosa e com umas grandes condições.

Sempre com o bibron nas unhas

No almoço fora grelhados, saladas cereja Tagus, só que alem de pratos e talhares plásticos fora comido de pé, onde após mais de 50km era a melhor
maneira de se descansar.

O resto da tarde e regresso a Estremoz ficou marcada pela passagem e visita a Tancos bem com o Castelo de Almourol onde a boa disposição foi sinónimo de um dia bem passado.


Fica os parabéns há organização pelo esforço e para o ano terão muitos aspecto não digo maus, mas menos bons a melhorar…

19 outubro 2009

I Maratona BTT Cocheiros ( S. Aleixo da Restauração)

Esta foi a primeira maratona Organizada pela secção de BTT do Clube de Futebol de Santo Aleixo da Restauração, grupo este mais conhecido pelos Cocheiros. Quando tive conhecimento desta maratona não hesitei em me escrever, alem de nunca ter ido para aqueles lados, surgiria uma boa oportunidade, bem como também tinha ao convite do meu amigo Nuno Valente um dos elementos dos Cocheiros.

A partida rumo a Santo Aleixo da Restauração estava combinada para as 5h:30m da madrugada, onde o ponto de encontro seria no Rossio. Nem todos partimos há mesma hora, pois alguns acharam demasiado cedo. No total éramos dez elementos (João Marques, João Dias, João Garcia, Pedro Guerra, Pedro Guerra, Carlos Merino, Duarte Picão, Jorge Silva, José Júlio e a mais uma cara nova o Flávio Cóias) com mais sete acompanhantes e apoiantes (Lúcia, Vera, Nice, Sónia, Ana Lúcia, Bruno e o Pedro).


Há chegada cerca das 7:30 e depois de percorrer algumas ruas da vila histórica há procura de um café aberto, ficou logo a ideia de uma aldeia bastante limpa, pintadinha com gente simpática e acolhedora.

O levantamento dos dorsais correu dentro da normalidade sem demoras, onde no saco do dorsal vinha uma Jersey alusiva há maratona, duas canetas, uma revista, um panfleto da aldeia e um isqueiro que dá bastante jeito…
Os carros ficaram junto ao campo de futebol, local onde seria os banhos e onde depois de nos equiparmos onde durante esse tempo se viveu um verdadeiro espírito de descontracção e brincadeira veio habitual foto de família.

A partida fora pontual por volta das 9:00 no átrio da igreja mesmo no centro da aldeia, onde todas as ruas lá iam dar…. Ante da partida o speaker de serviço  foi sempre animando os cerca de 300 confirmados, bem com mais algum publico que esteve sempre ali presente desde primeiro ao último minuto.

Grande foto no inicio da pista de Moto-cross
Após a partida onde existiriam inicialmente três percursos, 15km, 40km e 80km, onde eu há semelhança das passadas provas fique pela meia maratona de 40km. Esta que desde o primeiro quilometro até quase ao último foi sempre a subir e descer, o chamado “rompe pernas” pois as subidas eram de uma elevada dureza na maioria curtas, técnicas e inclinadas, onde ao transpô-las viria de imediato uma descida muito rápida, perigosa com muita pedra solta e valas que deu origem a algumas quedas felizmente sem consequências de maior.
O chamado single trak também apareceu um, era mais uma serie de caminhos feitos pelas passagens dos animais, onde as pedras eram um obstáculo a transpor, bem como a passagem por uma pista de motocross ao quilometro 16. local esse onde para minha surpresa e dos restantes elemnetos do SDT que estavam a participar, estavam as nossa meninas sentadas aguardar pela nossa passagem, onde Lúcia nos foi tirando algumas fotos e darem algum apoio, onde através dela soube que já seguia na 9º lugar, o que era bastante bom. Só que já sentia muito cansaço e dores nas pernas. Até perto dos 37km continuaram as subidas duas delas autenticas paredes de inclinação e comprimento elevado, onde pelo que vi o pessoal apeava sempre. Depois surgiu a única e zona de controlo, onde penso que deveria ter existido mais durante o percurso, pois todo ele era muito junto e facilmente o pessoal se “passava”.

As maganas das cambrias novamente atacar

Finalmente tivemos os últimos 4km até chegar a meta para descansar as pernas com um estradão onde já há muito que as cambrias não me “largavam” as pernas, mas com força de vontade lá aguentei até minha chegada na 4º posição com 2h:04m deixando escapar o pódio por um lugar, e ficando com um tempo muito perto dos primeiros, onde viriam a terminar 211 participantes na meia-maratona.(ver classificações)


Após a chegada de todos os elementos SDT, vieram os banhos de agua fria para as bicicletas e depois para nos, o que não calhou lá muito bem, tal como o almoço também ficou um pouco há quem das expectativas, pois a variedade era pouca (Cosido de Grão) e alguns entradas arroz que tinha tudo menos doce e até onde as imperiais se esgotaram rapidamente e o café a maquina não funcionava (mas pelo que vim a saber as desculpas caíram em cima da comissão de festas, pois era a ela que estava entregue o almoço), mas sem café e cerveja é que não podia ser, então acabaram por ser bebido a 20km de S. Aleixo, mais concretamente em Barrancos onde aproveitamos o resto da tarde para conhecer e darmos a conhecer a nossa terra por este Alentejo.

Treminamos com uma pega em Barrancos
Fotos em BTT-TV
Video BTT-TV
Album SDT

Fica o esforço e tentativa da parte da organização e de todos os envolvidos neste evento, bem como a simpatia destas gentes que bem nos receberam e tentaram fazer o melhor para nos proporcionar um excelente dia de BTT e que nos fez esquecer alguns aspectos menos positivos que para o ano serão certamente corrigidos e melhorados e farei questão de voltar para a 2ª maratona.

04 outubro 2009

1º Passeio/meia-maratona B.V Arraiolos


Como os meus planos para participação em eventos  de quinze em quinze dias, neste fim-de-semana foi a vez da maratona de Alenquer que se realizou no dia 05, mas como o pessoal da organização de Alenquer foi muito pouco esclarecedor, atencioso e nem sequer disponibilizou informação nem sequer a lista de inscritos, surgiu este evento aqui mesmo ao lado, que me fez alterar alterar os meus planos para este passeio.

Este foi o primeiro passeio organizado pelos B.V de Arraiolos, com apoio do Núcleo Cicloturismo de Arraiolos. Passeio este com todas as semelhanças de uma meia maratona, pois existia dorsal, contagem de tempos, ponto de controle e troféus para os primeiros lugares. 

Desloquei até Arraiolos com mais cinco elementos SDT (João Garcia, José Júlio, Pedro Perdigão, João Catarino e o novo elemento SDT Duarte Picão), mais alguns amigos e representares de outros grupos Estremocenses como a da Rota d’Ossa e os B.V Estremoz.
A partida em direcção a Arraiolos foi mais tarde do que o habitual, pois é mesmo aqui ao lado de Estremoz. 
Á chegada fomos logo levantar o habitual dorsal algo lento e inexperiente neste tipo de eventos, o que é perfeitamente compreensível para a primeira vez e onde no saco vinha como brindes uma t-shirt e papelada sobre o conselho de Arraiolos.


Colocação do frontal e aquecimento pulmonar
A partida e chegada dos participantes fora feita em frente do quartel dos bombeiros um quarto de hora depois da marcada devido a um atraso dos participantes. As 9:15 lá foi dada a partida com cerca de 200 betetistas inscritos para duas distancias. Passeio 25km totalmente guiados pelo pessoal da organização e o  a distancia de 50km esta com contagem de tempos, controles e prémios na chagada, o que sempre cativou mais o pessoal para o espírito de competitividade. 



A polémica começou ao fim de 3km após a partida e a passagem pelas ruas de Arraiolos quando surgiu o controle 0 mesmo há saída do alcatrão. O pessoal fora avisado no briefing que eram obrigados alí a parar e esperar pelos resto dos participantes mais atrasado até ser dada então a partida real.., só que cinco ou seis participantes não o fizeram, seguindo assim em frente e ganhado 2 ou 3 minutos para o resto que parou. 
Polémicas há parte todo o percurso do 50km esteve devidamente bem marcado/assinalado com um sobe e desce (rompe pernas) constante com zonas bastante bonitas, passagem por muitas herdades e gado talvez (com cerca de 70% do percurso seria da 1ª maratona em Abril), com um piso por vezes bastante acidentado e onde o final foi uma subida em estrada de alcatrão com cerca de dois quilómetros até Arraiolos, no final dei um acumulado de cerca de 800m.

Apesar de ter partido com um desvantagem inicial de pelo menos 2 minutos para os 5 participantes que não esperam no controle 0, lentamente fui conseguido recuperar posições e perto dos últimos 4km quando as câmbrias já se estavam apoderar das minhas pernas, avistei dois dos participantes “fugitivos iniciais”, com aproximação do final, arranjei divinamente uma enorme força de vontade/energia tentando esquecer o meu estado de “sofrimento” que já tinha, sendo talvez este o segredo dos meus bons resultados, “e de uma cajadada matei três coelhos”, pois conseguiu passar os dois participantes e ganhar mais alguns segundos ao companheiro que andou quase sempre na minha roda no percurso quase todo.
Há chegada e com 106 participantes a concluírem o percurso dos 50km arrecadei mais um lugar no pódio com a 2º posição e o tempo de 02:02:46. (ver classificação)

Um lindissimo troféu pintado á mão

O almoço fora servido tardiamente no pavilhão multiusos perto das 14.00, onde já quase todos os participantes aguardavam esfomeados a sua abertura, após isso lá veia a parte melhor do passeio que foi porco no espeto muita imperial e um troféu muito suado e original (um telha pintada há mão)




Fica aqui uma palavra de agradecimento aos B.V de Arraiolos, que tudo fizeram e se esforçaram para que todo corresse do melhor e proporcionar mais um excelente dia na prática deste desporto que cada vez move mais pessoas…

20 setembro 2009

IV Maratona BTT do Sacaios (Santiago Maior)

Costuma-se dizer que não há duas sem três e desta foi de vez... 

Já á dois anos que andava para ir a esta maratona organizada pela Secção de BTT da ADC Santiago Maior, mais conhecidos pelos Sacaios. O local escolhido para a partida e chegada desta IV maratona foi a Aldeia de Pias onde me acompanhar am mais 5 elementos do SDT (Jorge Silva, Pedro Perdigão, João Marques, Jorge Pereira, Pedro Guerra) com as fotógrafas de serviço, a minha namorada e a Vera a esposa do “Sacarrabos”.

A hora marcada desta vez sem atrasos partirmos em direcção a Santiago Maior foi há 7:00 da matina no nosso ponto de encontro habitual onde no meu carro me acompanhou o casal Silva (vera e o Jorge),e onde mais alguns elementos estremocenses ligados a outros clubes também nos acompanharam na deslocação, sendo eles do CCE e da Biciaventura.

Após o habitual levantamento dos dorsais que trazia como lembrança um cinzeiro em barro, um boné e uma garrafa de vinho. 
Depois fomos nos equipar perto do campo de bola onde seriam os banhos.

Um quarto de hora antes da partida e depois de passarmos pelo controle 0 já estávamos junto da manga onde já se encontravam mais alguns participantes.

A sintonizar o radio com o treinador...
A partida foi pontual, as 9:00 da manha onde os cerca de 120 participantes inscritos teriam dois percursos por onde escolher. A maratona de 70km e a meia maratona de 40km. 
Eu preferi ficar pela meia maratona de 40km onde consigo tirar melhor proveito/rendimento de uma boa classificação, bem como não acabar tão "empenado" e onde todos os elementos SDT também se ficaram.

Os primeiros quilómetros foram muito rápidos onde as medias de velocidade foram bastantes altas com sobe e desce constantes num percurso tipicamente alentejano, pedalei sempre nos 15 primeiros logo atrás do grupo dos primeiros.

Há chegada do primeiro abastecimento cerca dos 20 quilómetros, qual foi o meu espanto quando na passagem pela aldeia dos Marmeleiros estava a minha namorada e a Vera para nos ver dar apoio. Cerca do quilometro 26 e após umas belas descidas começaram a surgir as dificuldades maiores. Dois cumes bastante inclinados, longos e de alguma dureza que fez a diferença ente alguns participantes bem como recuperei mais alguns lugares e  tentei manter até final. 

Mas a um quilometro do final e já com aldeia de Pias há vista “deixando-me” ultrapassar por um participante (pois eu já estava completamente esgotado) muito por culpa do esforço que usei em toda a prova bem como nos últimos 5 quilômetros foram sempre a subir ligeiramente o que me “rompeu” completamente com as pernas e me obrigou a dar o “peido mestre”. Durante todo o percurso esteve devidamente bem marcado/assinalado e com abastecimento conte baste.


Eu tenho dois amores, que nada são iguais..
Á chegada eu desconhecia por completo o meu lugar que terminara em que, e nem sequer sequer perguntei ao pessoal da organização, pois tinha na ideia que estaria nos primeiros 10 e nunca no top 3. Em conversa com a Lúcia enquanto aguardava-nos a chegada dos restantes SDT é que ela comentou o lugar que fiz.
Terminaram 81 atletas a na meia maratona dos 40km, fiz 3º lugar e o tempo de 1h:39m e uma media na casa dos 26km/h. (ver classificação)

Após a chegada dos restantes SDT foi tempo de um merecido banho no campo de futebol de Pias e depois a melhor parte das maratonas, que é o almoço. 
Foi servido debaixo de uma tenda na freguesia da Aldeia da Venda, onde a comitiva estremocense SDT conviveu e tivemos o prazer de conhecer um participante do Algarve de nome Nuno Sequeira e respectiva mulher que estava mesmo ao nosso lado e que marcou esta maratona com uma queda muito aparatosa mesmo na recta da meta, onde chocou de forma bastante violenta e frontal com um carro parado, partindo a sua bike e o para brisas do carro, mas felizmente só algumas escoriações para ele. 
Para ementa do almoço fora uma sopa, frangos assados, salada e bastante imperial, sempre servido há mesa de forma bastante simpática e acolhedora pelas gentes de Santiago Maior.

Entrega dos trofeus
Após o almoço foi o momento mais desejado da tarde com a entrega dos prémios, onde me deram como troféu um prato de barro com o logo tipo dos Sacaios e um bilhete para visitar o monte selvagem. O café foi oferecido num bar na aldeia da venda, após bebido aproveitamos o resto da tarde e fomos passear até Monsaraz.

Mais uma vez o Sobe e Desce Team se fez representar e levar o nossa jersey por outras terras de forma bastante positiva bem como esta maratona da parte da organização e onde agradecemos a sua simpatia e a forma como nos recebeu.

06 setembro 2009

4ª Maratona de Óbidos / 5º Raid Oeste

Após quase dois meses depois da última prova de carácter mais competitivo a vontade de pedalar numa prova era mais que muita e por ironia do destino fez nesta mesma data um ano que obtive o meu frigorífico. Nada melhor do que lhe dar como prenda com umas boas pedaladas por terrenos de Óbidos.

Na comitiva estremocense rumo a Óbitos estava os participante João Garcia que me deu boleia, como acompanhante a sua mulher Fátima e sua filha Joana, o José Júlio que também participou levou sua esposa a Liliana.

A hora da partida em direcção a Óbidos ficou combinada para as 5h:30m da madrugado, pois pela frente tínhamos quase 200km de estrada e há chegada 700 participante confirmados para levantarem o dorsal e se colocarem no melhor ponto da partida. Só que contei com um imprevisto atraso de uma hora por culpa involuntária do J. Júlio que se deixou dormir…

Às 08:15 lá chega-mos finalmente a Óbidos, onde ainda tínhamos o levantamento do dorsal para fazer que era de uma longa fila de pessoal afim do mesmo. Ao fim de vinte minutos lá levantei o dorsal onde no saco habitual de brindes vinha uma garrafa de vinho regional, um pólo alusivo ao evento, um bidon e uma medalha de cerâmica de Óbidos.

Há pressa lá nos equipamos e nos preparamos a fim de nos dirigirmos para o controle 0 onde já se era de esperar a grande quantidade de pessoal, pois a hora da partida estava mesmo em cima e a motivação em baixo por pensar partir para esta prova de muito traz. Felizmente havia muita gente atrasada,  depois de entrar no controle 0 lentamente me foi aproximando o mais que podia da manga da partida, conseguido partir talvez dentro dos primeiros 200 participantes.

SDT 4ever, junto á lagoa
Com as chegadas do pessoal atrasado lá foi dada a partida com um 15 minutos de atraso e logo com uma subida de alcatrão em direcção ao lindo castelo de Óbidos, posteriormente aos 6 quilometros mais uma subida, a mais dura do percurso (pela sua inclinação e extensão), o que veio mesmo a calhar, pois  consegui rapidamente ir ganhando muitos lugares. 
Este prova contava duas distancias, a meia maratona de 40km e a maratona de 80km, mas sendo a falta de preparação e ritmo competitivo fiquei pelos 40 quilómetros  o que já dava para matar o vício e moer as pernas...

Este percurso até há presente data talvez tenha sido um dos que mais me deu prazer pedalar, pela lindíssima paisagem diversificada, single traks, subidas curtas e duras, descidas muito rápidas, passagem mesmo junto há lagoa de Óbidos, a quantidade de areia em certos pontos ajudava a penalizar o pessoal menos habituado. O sol manteve-se escondido atrás das nuvens até as 10:30 dado anteriormente um aspecto de chuva.

Todas as marcações/sinalizações/placas desta maratona estiveram em grande nível, igual ao do percurso escolhido onde acabei por não utilizar os abastecimentos.
Comitiva Estremocense em Obidos
Ambos os percursos dos 40km e dos 80km se sobrepunha até quase ao final da meia maratona (40km) onde então separava com a subida muito inclinada até ao castelo/chegada e onde os participantes da maratona seguiriam em frente para fazer mais o dobro dos quilómetros até ali feitos.
Na minha chegada e para espanto meu consegui o 15º lugar com o tempo de 1:41:24 e uma media de 23.64km/h, o que me reconfortou e muito, e mais uma vez o meu espírito de sacrifício voltou a dar seus frutos.

Após a chegada dos restantes SDT foi tempo de irmos ao banho e depois aconchegar o estômago, que já estava a dar “horas”. 
Este desta fora servido em cima de um relvado com lonas para fazer sombra em estilo self-service e bastante bom por sinal, so com um pequeno senão que foi alguma demora na bicha. 

O resto da tarde foi aproveitado para distrair, conviver, passear pelas ruas desta maravilhosa e simpática vila de Óbidos.

Fica os meus parabéns ao pessoal da organização, principalmente ao BTTCaldas pela excelente maratona e dia que me proporcionou. Uma maratona a repetir.