Meus rescaldos de eventos BTT

19 julho 2009

I Raid do Freixo

Este foi o primeiro Raid organizado pelo pessoal do Freixo (aldeia esta que se situa perto da vila do Redondo, mesmo nas encosta da serra d’Ossa) e que foi inserido nas festas da própria freguesia.

Sendo uma localidade aqui muito perto de Estremoz foi um factor apelativo para o grande número estremocenses presentes, sendo do SDT onze elementos e outros outros estremocenses do CCE, G. Velez e S. Coelho da Biciaventura. A Vera Lúcia, a esposa do Sacarrabos e fotógrafa de serviço SDT, já que a minha namorada não pode estar presente por razoes de trabalho.

Alguns dos representantes estremocenses

A manha começou com a reunião do representantes estremocenses um pouco antes das 8h:00m da matina no café do Telheiro, também se juntaram lá mais alguns elementos betetistas da cidade a fim de ir dar o giro domingueiro e habitual até há serra, aproveitando para nos dar algum apoio há nossa passagem pelo percurso do raid, já que supostamente se conhecia o local por onde iria passar o percurso.
Após o agrupamento a comitiva Estremocense  lá seguimos em direcção ao nosso destino, onde o calor já se fazia sentir e nos mostrava que iriam ser um dos maiores inimigos que teríamos de enfrentar no percurso que igualmente se esperava muito duro.
Há chegada, o habitual levantamento do dorsal, onde os cerca de 60 dorsais atribuídos não demoraram muito a serem distribuídos, embora algo confusa e com muita falta de experiência neste tipo de eventos… onde no saco continha uma t-shirt XXL (igual para todos), um chapéu e um prato de barro.

Após algum atraso lá foi dada a partida onde existiam dois percursos 30km e 50km. Qualquer um dos dois se esperava de muita dificuldade, pois há partida já tinha algum conhecimento da zona do percurso escolhido. 
Nos primeiros 8 quilómetros fui sempre na frente do pessoal, servindo de “lebre” para alguns betetistas mais batidos e treinados nestas andanças. Á divisão dos percursos acabei por ser ultrapassado por 2 betetistas começado a pagar a moeda de vir a puxar pelo pessoal... Uns quilómetros mais há frente começou a dureza, com a subida de umas "paredes" super inclinada até ao alto do “Pêro Crespo” a 531m de altitude, onde consegui recuperar uma posição, passando para o segundo lugar e mantendo sempre o primeiro há minha vista. 

Após isto vieram uma serie de sobes e desces onde finalmente acabei por apanhar o primeiro atleta na paragem do 2º abastecimento(que se apresentava muito fraquinho e mal distribuídos, onde agua era o que mais se pedia). 
Até aquele ponto e final a má marcação/sinalização fora uma constantemente  onde a setas eram a cor preta pintadas em cartão castanho, as fitas balizadoras eram muito pequenas e mal distribuídas no percurso.

Os últimos 15 quilómetros seriam bastante mais fáceis e rolantes com o percurso dos 30km novamente em comum até há chegada. Fui ganhando alguma distância para o que me vinham a perseguir e com a Aldeia do Freixo á vista já me cheirava a vitoria, mas ao contornamos a freguesia e a cerca de 1 quilómetros da meta , reentrei no percurso inicial “o da partida”, seguindo assim as setas e fitas novamente do inicio até me aperceber que já por ali tinha passado e que estava enganado, percorrendo assim cerca de mais 6 quilómetros quando voltei para traz juntamente com um outro betetista que estaria na segunda posição e lá chegamos finalmente ao Freixo, onde já teria chegado três ou quatro atletas dos 50km e todos eles se queixavam da péssima marcação, o que me deixou bastante frustrado, pois vi assim o meu esforço não valer de nada. Com as temperaturas altíssimas não perdoaram bem como o duríssima Serra d’Ossa. Classificação final: (nunca chegou existir)


Estava tanto calor que o pessoal estava em tronco nu
Após a chegada aos poucos Sobe e Desce Team, também completamente esgotados com o calor e a má marcação, pelo meio algumas quedas e desistências mas que felizmente não teve danos piores, lá fomos tomar duche de água fria que até soube bastante bem para refrescar, antes do almoço que seria servido no recinto da festa e debaixo de uma chapas, o que implicou um a grande quantidade de jarros de imperial e onde o almoço será frango assado e uma sopa de tomate.


A festa no final foi feita pelo SDT onde no convívio do almoço nos divertimos todos bastante e prolongamos o almoço.

10 junho 2009

I Maratona de Monforte

Esta foi a 1ª maratona de Monforte, inserida na Monfor-feira e que teve como organizador o Btt Assumar/Muachos, onde as inscrições decorreram muito lentamente e com poucos inscritos. 
Mas inscritos esse que eram na sua maioridade os chamado na gíria betetista “os PROS” pessoal batido e treinado há cheira do dos prémios, pois o primeiro prémio tinha o valor de 350€ e até ao décimo lugar eram premiados monetariamente. 
Sendo uma maratona aqui mesmo ao lado não hesitei 

Desta vez tive como companheiro participante o José Júlio e a minha namorada como apoiante. 
A partida/chegada seria feita juntou ao local da feira, onde está situada uma ponte romana. 
Há chegada foi o habitual levantamento dos dorsais sem quais queres confusões ou filas, pois os cerca de 80 inscritos também não davam muito trabalho.
No saco do dorsal trazia uma t-shirt alusiva ao evento. Antes da partida fomos nos equipando e organizar o material necessário, observando os ditos “prós”, já que não era preciso grandes presas para procurar um bom lugar de partida pelo reduzido número de pessoal.

Maquina pronta
As 9h:00m lá foram dada a partida para os cerca de 80 participantes numa única distância de 60km. 
Começou logo com uma subida longa com cerca de 3 quilómetros em alcatrão em direcção a Monforte, onde voltávamos a descer até apanhar o terreno de terra batida que sérvio logo para dividir o pessoal em grupos. Tentei sempre acompanhar o grupo da frente cerca de 20 elementos e fui conseguindo com o passar dos primeiros quilómetros comecei lentamente a recuperar umas posições e a me sentir melhor (embora o pior estivesse para vir), já que há dois dias atrás tinha estado em Aguiar e ainda sentia as pernas muito fatigadas. O percurso esteve sempre bem marcado, como muito bonito.

Ao quilometro 15 após ter passado mais dois betetistas, estava a fazer aproximação a mais dois quando surge o momento que me a maratona. Quando um dos atletas (António Sequeira) e por sinal bastante experiente caio sozinho e ficou deitado no chão muito queixoso com dores numa perna o que se pensou logo em partida. Parei de imediato para auxiliar e saber se estava tudo bem, o  Luís Campaniço que seguia a seu lado também parou, só que para variar ninguém tinha telemóvel. Liguei de imediato para um dos números do dorsal a chamar a ambulância, que por acaso não se encontrava muito longe do local da queda tentando lhe indicar o local, inverti a marcha do percurso ao encontro da dita ambulância que não demorou muito. 
Mas com isto tudo fiz o que qualquer bttista deveria ter feito, mas que infelizmente por vezes a busca de um ou dois lugares melhores cega por completo…
Perdi mais de 8 minutos para os primeiros lugares, mais umas posições que tinha ganho até há aquele momento e o principal que foi a motivação de continuar em prova… 


O primeiro a curtar a meta/a desistir
Fiz mais 25 quilómetros na companhia do Luís C. onde recuperamos mais uns lugares e fui sempre a pensar em desistir, pois a minha falta de vontade, motivação e os meus objectivos iniciais teriam desaparecido. Ao quilometro 41 acabei por desistir e vir assim de Vaimonte para Monforte por estrada fazendo mais 11 quilómetros de falhando assim a ultima zona de controlo, onde no final acabei por contabilizar 52km.

Assistir com a companhia da Lúcia á chegada dos primeiros onde foi devorando alguns bolos, fruta e agua que lá se encontravam na chegada. Depois chegou o Caliméro mais a mulher e a filha para assistir a chegada do pessoal estremocense. 

Após a chegada do José Júlio fomos ver do duche e do almoço, que fora servido no pavilhão da onde a ementa era porco no espeto, regado com muita imperial e uma dose de boa disposição, pois apesar da minha primeira desistência em provas por motivos “birra/mural”, mas tristezas não pagam dividas. 
O café, juntamente mais uns imperiais foram bebidas num café onde tivemos a companhia do pessoal de Elvas, onde trocamos algumas ideias e conhecimentos.

Os meus parabéns ao BTT Assumar/Muachos pela excelente maratona que organizou pois os quilómetros que percorri do percurso gostei bastante da sua diversidade paisagística, bem como marcações, assistências, simpatia, quantidade de pessoal a dar apoio num percurso já bastante duro, para que pensa que o Alentejo é plano…

07 junho 2009

I maratona de Aguiar

Após a maratona de Elvas onde conquistei minha primeira vitoria, embalado com esse contentamento e entusiasmo foi a vez de ir pedalar na primeira maratona de Aguiar. 

Mas a preparação física não seria a melhor, pois na noite anterior terá sido a inauguração oficial da sede do SDT e como é claro que inauguração essa teve de ser muito bem regada com muita cervejola e petiscos, mas nada melhor do que ir queimar esses excessos no dia a seguir a pedalar…

Fiz me acompanhar com seis elementos SDT e como  temos continuado a aumentar nosso grupo tivemos a estreia de mais um futuro SDT, o Sérgio Coelho. O Gonçalo Velez do CCE também nos fez companhia, bem como a minha namorada a me dar apoio mais uma vez bem e a fotógrafa de serviço.

A partida fora feita perto das 7h:00m da matina do café o Telheiro em direcção há aldeia onde não se pode perguntar as horas. A chegada foi tempo do habitual levantamento dos dorsais com rapidez e organização. No saco com o dorsal vinha uma t-shirt, uma caneta, uma barrita e mais uns papéis de PUB e historial da aldeia.

Após todos devidamente equipados e preparados dentro das condições físicas possíveis de cada um, dirigíamos para a manga de partida que seria há entrada de uma rua apertada e paralela a rua principal da aldeia o que se tornou algo afunilada e confusa. Mas onde conseguiu posicional bastante bem e muito perto do pessoal da frente de onde partir evitado assim maiores confusões e apertos, pois estava perto de 300 participantes entre eles alguns “PROS” já meus conhecidos de outra provas e maratonas.

Maratona esta que tinha três percursos 25km, 45km e 80km, qualquer um já se esperava muito rolante pelas altimetrias apresentadas inicialmente no site da organização.

Na minha partida foi de tudo ou nada nos primeiros quilómetros, onde me mantive sempre no grupo da frente avistar os dois primeiros. Com o desenrolar dos quilómetros e as medias da velocidade serem altíssimas eram sinal de um percurso muito rápido.

Há passagem por um single trak perto do quilometro 15 consegui-mos compactar o grupo que se estará a dividir até há divisão do percurso dos 45km e dos 80km.  Antes apareceram umas subidas mas nada de grandes dificuldades e  que sérvio para eu ganhar mais uns lugares.  

Seguir em direcção do percurso dos 80km onde fiz cerca de metade do percurso na 8ª posição sempre juntamente com mais um outro betetista. Cada vez que eu o passava, ele passava-me logo de seguida, mantendo-se sempre na minha frente sem sequer trocar uma simples palavra durante tantos quilómetros. 

Toda a paisagem fora tipicamente alentejana, bem como grande quantidades de areia e muitos regos das chuvas. Na questão dos abastecimentos estivam bem e conte baste, igualmente nas marcações/sinalizações estiveram impecáveis.

Nos últimos 3 quilómetros e com o aparecimento de mais uma subida consegui finalmente me adiantar ao dito betetista e com uma forte pedalada começei a me distanciar dele, bem como ainda consegui me aproximar de mais três que seguiam há minha frente terminando no 7º lugar com o tempo de 2h:46m:47s e uma media perto dos 27km/h com o mesmo tempo dos 4º;5º e 6º lugar. (
ver classificações)

Quando cheguei já lá estava o pessoal todo SDT a minha espera com uma mini, pois foi o único a participar nos 80km. 

Com a garganta molhada foi altura de um banho de água morna e posteriormente o almoço que fora servido na junta de freguesia, onde a refeição fora feita pelo pessoal da terra e onde o menu era sardinhas assadas, salada, pão, algumas entradas e carne assada regado com imperial, vinho ou sumos, onde a festa há semelhança de outro qualquer almoço foi feita em redor da mesa da comitiva estremocenses SDT que fizera a festa. Ainda houve um sorteio de alguns brindes, entre eles uma bike.
Sempre com as bikes á volta..lol


No final desta primeira maratona organizada pelo BTT Aguiar, foi um balanço em todo os aspectos positivo onde a organização se esforçou para que tudo correr-se pelo melhor, e conseguiu, até porque o preço que se pagou pela maratona foi mais baixo do que é normal. Esteve bem melhor do que muitas em que temos vindo a participar. 
Os meus parabéns ao pessoal de Aguiar e para o ano lá estarei novamente.

Ps- Afinal havia relógio em Aguiar….lol

30 maio 2009

III Maratona de Elvas

No passado ano eu já tinha estado presente na 2ª Maratona que tinha sido organizada por um grupo de alunos da escola Secundaria Sancho II e que correu muito mal em quase todos os aspectos. 
Este ano o Ciclo Clube BTT de Elvas juntou-se a esta escola a fim de entre os dois grupos tentarem apagar a imagem negativa das anteriores maratonas e apelaram a uma oportunidade…, oportunidade essa que voltei a participar este ano como mais 5 elementos dos SDT.

o ponto de encontro foi pelas 7:00 da manha no café Telheiro. Após a cafezada lá partimos em direcção a Elvas, onde a chegada já lá estava o Pedro Guerra que antecipadamente já tinha levantado os nossos dorsais com os sacos onde o conteúdo era uma t-shirt, um frasco de ameixas típicas de Elvas, um bidon e  os habituais panfletos.
Estreia de capecete e óculos novos

Após nos equiparmos e tirarmos algumas fotos da praxe, onde desta vez a nossa fotografa foi a Vera a esposa do J. Silva (Sacarrabos), já que a minha namorada infelizmente não pode estar presente. 
Após as fotos e algumas parvoeiras lá fomos para a manga da partida que por sinal era mesmo ao lado da escola, o que me facilitou a partida dos lugares da frente.

As 9h.00m  e após o habitual briefing foram dada a partida com o carro de polícia a percorrer perto de sete quilómetros por dentro de Elvas. Liderei claramente o pelotão nesses primeiros quilómetros sempre “colado” ao carro da policia e onde a traz de mim seguiam perto de 250 participantes, o que dava a entender psicologicamente iria fazer um bom resultado. 

Após a entrada na terra batida como era de esperar rapidamente perdi algumas posições, talvez ente 10 a 15 devido ao esforço enorme que fiz no inicio e para ajudar debaixo de um calor abrasador. Mas que rapidamente recuperei e por volta do quilómetro 25 onde o percurso era percorrido em volta da barragem do Caia com algumas zonas de muita areia e com as sombras muito escacas, já era o quarto classificado e até alí de vez em quando ia avistando o trio da frente.
Até ao local da separação dos dois percursos perto do quilometro 47 o percurso paisagisticamente não alterara em nada desde o começo, sempre em grandes descampados, pelo meio muitas searas onde só os estradões as dividiam, sobes e desce contínuos com um piso cheio de pedras solta, onde a temperatura já rondava os 35º graus que aí fazendo desgaste maior no pessoal. 


Já "cheirava" a meta..

Com muito esforço lá consegui alcançar o trio da frente que já muito se mantinha na frente, que acabaram por seguiram em direcção a distancia maior. Abasteci de agua e recebi algumas palavras de incentivo do Paulo Gambutas, virei em direcção aos 55km pois sabia que até ali seria o primeiro. 

Mas ainda me faltava perto de 10 quilómetros até ao fim e os últimos quilómetros iriam ser gradualmente sempre a subir…. Mas com muita força psicológica voltei há carga no pedaleiro e assim consegui alcançar pela primeira vez um lugar no pódio, neste caso e logo o primeiro com o tempo de 2h:17m com uma velocidade media perto dos 26km/h com mais de 8 minutos para o segundo classificado. Achegada fora feita na praça central de Elvas onde ainda percorremos algumas ruas estreitas e passagem junto as muralhas .

Durante todo o percurso existiu sempre muito pessoal da organização espalhado, principalmente nas porteiras do gado e que veio sempre dando apoio, simpatia e companheirismos numa manha de muito calor, onde as marcações/sinalização estiveram sempre impecáveis, bem como as zonas de abastecimento onde agua era o que se mais se pedia.

cada um refrescava-se como podia...
Após a chegada do pessoal todo do SDT já eu tinha o meu troféu, sendo me entregue logo a chegada dos outros dois lugares e entregue pelo vereador do desporto da câmara de Elvas. 

Após a chegada da comitiva SDT fui novamente até há escola local onde fora a partida e onde já aguardava o J. Garcia derivado a problemas de desidratação por causa do dito calor e que o impossibilitou de concluir a prova. Nessa mesma escola seria os banhos/lavagem das bikes e almoço, banho esse que acabaram por ser de água fria para refrescar o pessoal.

O almoço foi self-service na cantina da escola há semelhança do anterior anos, mas onde desta vez a anterior feijoada da edição passada foi trocada por carne/peixe consoante o que o pessoal pediu na inscrição inicial, bem como bastante imperial fresquinha para matar a sede. Tivemos a companhia dos estremocenses Gambutas Team (Jorge e Hugo), onde se restabeleceram os líquidos, as forças e os laços de amizade.



Fica a excelente prestação/melhoramento por parte da nova organização bem como a simpatia e disponibilidade do pessoal, que nos fez esquecer a do ano passado demonstrando estar a grande nível e excelente caminho para continuarem com grande sucesso e apagarem de uma vez por todas a anterior maratona da memória dos que nela tinham participado.

10 maio 2009

1ºTrofeu de Evora (5º e ultimo circuito em Evora)

Após ter falhado a quarta prova do troféu em Viena do Alentejo por ter coincidido com a maratona de Estremoz, não faltei há quinta e ultima prova, desta vez aqui bem perto mais precisamente em Évora e organizada pela associação “Os Pedaleiras”.

Desta vez alem dos habituais participantes nas provas do troféu o J. Júlio e J. Garcia tive mais um representante SDT no escalão Sub-23, o R. André, que veio reviver os seus antigos momentos quando participava nas provas de XCO.

Alem dos já referidos fiz me acompanhar também com o Pai do R. André, o David para dar abastecimento e como tem sido quase sempre presença habitual a minha namorada Lúcia, que há semelhança das anteriores provas/maratonas tem sido a fotografa e minha assistente.

Perto das 8 da manha chegamos a Évora ao local onde toda a logistica estava montada. Levantamos os dorsais onde desta vez tivemos direito a brinde com um saco grande do AKI com alguns pequenos utensílios lá dentro (cola super3, porta-chaves, um saco de tecido, reflector), sempre é melhor que nada.

De conversa com mais alguns participantes deste troféu fiquei logo a saber que estava convidado uma estrela desta modalidade de nome David Rosa, um dos melhores ou o melhor atleta de XCO em sub -23 na altura.


Comitiva SDT em Évora
Após equiparmos e passarmos o dorsal no controle zero foi tempo de esperar que fizesse 9h:30m para a partida com percurso que aparentemente prometia muito pela sua dificuldade técnica.  Após três semanas a utilizar o quadro Orbea emprestado pelo amigo João Canhoto finalmente, voltei a ter o meu MSC novíssimo pronto para voltar a "bombar"
Após um curto brifing lá foi dada a partida para os perto de 100 participantes divididos nos  três escalões onde seria o tudo por tudo para somar mais uns pontos no final das 2h:30m.

O percurso tinha cerca de 6.2km com +/- 150m de acumulado de subida por volta. O inicio e o final era todo ele feito num grande descampado devidamente marcado com fitas balizadoras laterais ao estilo XCO, onde o pessoal que estava assistir perto do abastecimento poderia visualizar a prestações dos atletas. Mas tudo isto só num bocado com cerca de um quilometro e que ainda faltariam mais 5 quilómetros  de percurso em grande parte single track fazendo o mais espectacular de todo o circuito, muito duro com uma subida até ao auto de S. Bento, subida essa muito técnica de elevada inclinação e  constante presença de pedras pelo meio. As descidas eram muito rápida, técnicas e de parar a respiração. Passagem por um bairro e de salientar a presença de muitas pessoas espalhadas por todo o circuito, tanto da organização como espectadores, o que tornou 100% cross country .
Só que o pior estava para vir logo na primeira volta para o J. Júlio que ao colocar o pé no chão inclinou demasiado o corpo para fora e “espetou" um pasto no ouvido que lhe perfurou a membrana do tímpano e deixando imediatamente sem ouvir. resultado deu-lhe direito uma viagem até ao hospital de Évora e posteriormente até Lisboa pois não existia medico especialista em Évora. Agora só lhe resta esperar que rapidamente sare e comece a ouvir.


001 no Auto S. Bento

Após as 2h:30m de puro cross country foi tempo de terminar as voltas e contabilizar esta prova bem como a soma dos pontos das anteriores.
No final de 2h:34m concluiu 8 voltas em 19º da classificação á geral, conseguindo o 8ºlugar na minha categoria de elite o que angariar mais 18 importantes pontos que me fez subir 2 lugares na tabela da classificação geral de Elites e concluído assim da melhor forma este troféu no 7º lugar com 60 pontos.


Sem a companhia do amigo J. Júlio que infelizmente, tomamos banho de água bem quentinha e fomos procurar um restaurante onde pudéssemos reabastecer as energias perdidas e os líquidos, bem como contar as peripécias passadas durante a prova.
Para o ano há mais uma edição do troféu e desta vez com sete provas, haver vamos irei participar assiduamente em todas as provas, pois este anos ano deu-me um enorme desgaste de material e de carteira mas irei participar em algumas das provas.

Foi um balanço positivo no final das quatro provas onde participei pelo convívio, experiência e treino, alem de ter conhecido muitos participantes, também conheci muitos lugares espectaculares e gentes por onde passamos.

Os meus parabéns a todas as associações (Núcleo Andebol de Redondo (NAR), Bttorre, Os Pára e Bebes, Os Vianenses e Os Pedaleiras) pelo trabalho realizado para que tudo corre-se da melhor forma e agrado de todos os participantes que passaram pelo troféu
.

02 maio 2009

8ª Edição Portalegre Spotzone 2009


Após ter estado na 7ª edição da Maratona de Portalegre e ter adorado,  este ano voltei novamente onde há semelhança dos anteriores anos as inscrições abrem no dia 1 Janeiro e que este ano em menos de 48 horas esgotou por completo com cerca de 3700 inscrições disponibilizadas pelos Ases do Pedal. 

Este ano fiz me acompanhar com algum pessoal do SDT, que para alguns foi o batismo neste grandioso evento sendo considerado por muitos a maior maratona de Portugal e como prova o seu número de participantes e seu espectacular percurso.

A manha começou perto das 6:00 da manha onde aos poucos fomos chegando e colocando as nossas meninas nos suportes dos carros, depois o ponto de encontro com toda a comitiva foi no café o Telheiro que já se encontrava aberto para o café da desperta… 
Seguimos em direcção a Portalegre, para tentarmos entrar o mais rapidamente no controle 0 que abria as 7h:00m da manha, onde já muitos betetistas aguardavam a sua abertura para se colocarem nos lugares dianteiros.


Na Frente do longo pelotão
Na zona industrial  já existia uma grande movimentação de betetistas.., uns a chegar outros aquecer, outros que tinham lá durmido e acampado, outros com relotes de come e bebes. 

Após nos equiparmos fomos passar o dorsal com as bikes ao controle 0, onde talvez já  estivessem mais de 600 bebetistas há nossa frente, o que não era muito mau pois teríamos mais de 3000 atrás.

Juntamos as bikes uma ás outras e fui passando o tempo de conversa, a fumar uns cigarritos e na bicha da casa de banho. Só existia uma única para tanta gente cagar.

As 9 horas e sem ouvir o habitual brifing pois parece que o micro teimava em não dar, lá foi dada a partida em direcção á Serra de S. Mamede. Mas antes e para aquecer as pernas foram 15 quilómetros em alcatrão sempre a subir até há divisória dos dois percursos. Um de 40km que seria no final de 56km com cerca de 1500m de desnível acumulado subidas e passagem pelas antenas pela primeira vez na edição do Portalegre.  O percurso de 100km com mais de 2600m de acumulado o que obrigou muitos participantes a ficarem mesmo pela meia maratona, o que foi o nosso caso.

Nos primeiros 15km de asflato sempre deu para fazer a selecção do pessoal com mais andamento. Á saida do alcatrão e rapidamente me apercebi do estado do piso e comecei a prever que iria haver muitas quedas e furos pois em quase todo o percurso existiram uma grande quantidade de pedras soltas bem com muito e perigosos regos e buracos da chuva. 


Olha eu sem mãos..lol


A partir dai até ao quilômetro 27 foi bastante rápido e já com muita gente furada/empenada e caída. Depois foram mais 15 quilómetros  a subir continuamente até ao alto de S. Mamede com 1025m de altura. 


Todo o percurso tirando o mau estado de piso com paisagem espectaculares, com boa assistência nas zonas de abastecimento, onde até bebida energética existia num percurso bem marcado/sinalizado, com transito cortado nas estradas de alcatrão bem como dentro de Portalegre, onde a simpatia e disponibilidade do enorme movimente de assistentes esteve sempre presente e faz esta maratona como uma das melhores do país.
A chegada com 56km nas pernas onde terminaram 1786 bttistas fiz a 32ºlugar com 2h:53m e no sorteio dos papelinhos há chegada ainda me saio um cubo traseiro XT. 
Considero este lugar como um dos melhores que fiz até hoje em provas, devido ao grande número de participantes bem como dureza do percurso, que me foi muito favorável com 30km a subir. 
A chegada foi feita ao lado do jardim habitual mesmo no centro de Portalegre, onde o pessoal pode assistir há chegada do resto dos participantes e pode usufruir de massagens, abastecimento sólidos e líquidos (bebida energéticas), bem como dormir uma soneca e descansar as pernas deitado na relva. 

Fui esperando pela chegada do resto do pessoal SDT de conversa com um companheiro. Após recuperarmos mais algumas das forças fomos para baixo onde tínhamos os carros e onde era a zona de banhos e almoço. Banho esse que com muita gente como se era de esperar lá usufruímos dos duches sem grande demoras e esperas, o mesmo se passou com o almoço, que foi chegar sentar e comer e conviver.
Mais um ano mais, mais um enorme numero de participantes e mais uma excelente maratona. Até para o ano..