15 abril 2014

1º DUATLO Barbaris BTT TEAM

Mesmo aqui ao lado, mais concretamente em Barbacena teve lugar a primeira prova de duatlo, prova inédita nos arredores e que ficou logo marcada na minha agenda por vários motivos. O principal era ser uma prova com as duas modalidades que mais pratico, atletismo e BTT, bem com uma estreia para mim.
A manha começou perto das 07:30 onde tive como companhia a minha namorada, já que os meus companheiros SDT não houve nenhum que se aventurasse ou desafiasse os seus limites neste tipo de eventos.  

Ao chegar a esta simpática vila onde o nevoeiro serrado escondia o sol, levantei o dorsal e o frontal calmamente sem pressas e fui-me equipando. Coloquei a bike, o capacete e os sapatos na zona de transição situada no centro da vila.
Aguardei a hora da partida conversando com alguns participantes, igualmente excitados com a estreia no duatlo. Para este evento estavam confirmados cerca de setenta atletas, apesar de parecer um pequeno número para este tipo desporto é uma quantidade considerável, pois existem muitas centenas de atletas andar bem de bicicleta, algumas centenas a correr muito, mas a fazer as duas coisas ao mesmo tempo são poucos.
Para esta prova estilo sprinter era esperados 5,5km de corrida, cerca de 23km BTT e mais 2,5km corrida, onde a dificuldade pelos entendidos é nas mudanças da bike para a corrida.

Alguns minutos antes á conversa com o conterrâneo Ruben Dias, informou-me que apostava em mim para um top 3.., mas que esteva um atleta de nome Ricardo que era uma maquina a correr e que ia fazer a prova a fundo.., ao qual eu respondi " tu também não me conheces.., olha que eu sou muito maluco"..

Primeira parte já estava feita, 5,5km afundo
As nove foi dada o início á corrida, onde de trás dos participantes fui furando sempre de olhos posto na frente da corrida, o Ricardo realmente dei uma valente aceleradela. Nos primeiros 400m ainda em alcatrão alcancei o terceiro lugar e ao fim de do primeiro quilómetro já segui isolado na segunda posição onde o coração parecia sair pela boca. Cerca do terceiro quilómetro olhei o gps onde a média era superior a 16km/h e já parecia ter corrido 30km, comecei gradualmente a perder distancia para o Ricardo, mas também tinha ganhado para o terceiro, ficando mais descansado. No ultimo quilometro deixei de avistar o primeiro classificado á minha frente, mas também não avistava o terceiro que seguia atrás de mim.

Ao chegar a zona traição foi informado que tinha um minuto de atraso para o primeiro classificado. Recuperei o folgo enquanto devagar calcei o sapatos e apertei o capacete e sai da zona de transição, enquanto ainda não tinha chegado lá o terceiro atleta, o que me deixava mais descansado para a prova de BTT..
Zona de transição
Sai de Barbacena em direcção ao campo sempre com muito pessoal assistir e apoiar. Os primeiros quilómetros foram muito rolantes onde lentamente comecei a “encontrar” as pernas no BTT e a meio da primeira volta com cerca de 7km percorridos, entre o nevoeiro avistei o Ricardo. No momento pensei que se tivesse enganado ou alguma avaria mecânica. Não demorei muitos segundos a alcança-lo, onde na roda fizemos um pequeno single a subir ao me colocar lada a lado com ele, simpaticamente me mandou

Seguir, para não me empatar… Fiquei admirado e passei para a frente da corrida, onde motivado por o ter alcançado "rodei o punho" e olhado para traz ele não veio na roda, ficando-se...

Já liderava o duatlo na primeira volta

Continuei a minha pedalada onde aos 11km passamos novamente em Barbacena concluído a primeira volta na liderança para espanto de muita gente que assistia. A segunda volta era uma questão de gerir, mantendo sempre a grande media, quase 27km/h, conclui a segunda volta onde ainda tinha mais 2,5km de corrida e muito medo das cambrias.. Fiz novamente a transição para os ténis onde me avistam que tinha cerca de 6 minutos de vantagem. Por entre o nevoeiro lá fui correndo novamente, desta por uma vereda até ao castelo, onde fizemos uma espécie de trial a subir e saltar paredes. Mantendo o ritmo e já todo rôto mas com 5mim de vantagem cortei a meta carregado de emoção, não de ter ganho mas sim por poder dedicar uma vitória ao meu pai.



Recuperado da emoção e de algumas palavras que disse ao micro, fui tomar banho e antes do almoço confraternizei no café do Nuno Sequeira a beber umas minis e perto da 13h fomos para o pavilhão multiusos com música ao vivo que quase encheu com mais os participantes da caminhada. Ao fim do almoço veio a entrega de prémios onde das mãos do Sr. Comendador Roldão Almeida recebi o trofeu e deixei mais umas palavras de carinho para este magnifico grupo, Barbaris BTT Team e com o momento alto a entrega da minha proposta de sócio que fez com que recebesse uma enorme salva de palmas.
Cerimonia da entrega de prémio
A seguir ao almoço veio o lanche e a continuação do convívio até cerca das 19h, mantendo a tradição do fecho.

07 abril 2014

Maratona BTT Castelo de Vide 2014

Passadas três semanas do último evento de BTT onde participei e com a vinda novamente da chuva principalmente da ultima semana, voltei a "encostar" novamente a bike, ficando pelo caminho a continuação da preparação para ganhar ritmo. Apesar do pouco andamento de bicicleta a vontade continua a ser a mesma de sempre, confirmando a inscrição em Castelo de Vide, terra do amigo e conhecido Marco Mestre, prova onde nunca tinha participado.

Para este domingo e finalmente era esperado um dia de sol e temperatura amena, ao contrário da semana anterior que foi sempre de muita chuva.

A manha começou com o ponto de encontro na Repsol, onde tive a boleia do amigo P. Guerra e a companhia da sua namorada e da minha namorada. Noutras duas viaturas seguia a restante comitiva SDT representada pelo Rato, Rúben e o Eduardo, bem como mais alguns acompanhantes.

A chegada a Castelo de Vide fora cerca das 8:00h onde levantamos os dorsais e nos deslocamos para o local dos banhos, a fim de deixar-mos lá as viaturas. Com tempo fomos nos equipando e cerca de 20mim antes já estávamos no local da partida, mesmo na frente.., no total eram cerca de duzentos participantes na nossa distancia, já que existiam com partidas separadas.
Alem do estado do piso se esperar muito pesado os cerca de 1000m desnível acumulado de subidas em 50km anunciados pela organização, também não seria tarefa fácil..

As 9:15 fora dada a partida para os 50km, onde percorremos cerca de um quilómetro em alcatrão que serviu para o pessoal começar a marcar “posições”, mais ainda quando começamos logo a subir uma estrada de calçada até ao cimo da Penha, o ponto mais alto. Com cerca de 5 quilómetros pedalados quase sempre a subir começamos a descer também por uma calçada muito perigosa e escorregadia. Seguia muito perto da frente da corrida, composta por três ou quatro participantes e logo atrás mais outros tantos, onde eu seguia. Ao quilómetro sete na descida, começou o meu azar, com o pneu traseiro perdeu muito ar devido a um embate numa pedra.
Apreciar a paisagem..

Seguia na roda isolado com os manos Pinheiro onde ao fim de mais umas descida com muito lamaçal, ganhei a frente aos manos. Ao procurar a marcação, sendo eu que ia na frente deles reparo que não existia qualquer sinalética. Segui mais uns metros e deparo que além da falta fitas também não havia rodados. Invertemos a marcha onde começou a chegar mais alguns participantes que também se perderam, com duvidas onde teria sido o engano. Até chegar ao "entroncamento" onde nos engam-nos foram cerca de 4km e 14mim de atraso, onde constamos que apenas existia um fita... E escudado será dizer que o interesse competitivo terminou para mim, com ele a prova também.., mas como tenho andando pouco achei que seria uma boa maneira de fazer quilómetros, procurando me juntar a um colega de equipa mais atrasado. Calhou apanhar o Guerra onde pouco pois auxiliamos um atleta que acabara de cair e que pedi-o uma ambulância. Encanto o Guerra ficou a chamar ambulância eu voltei a traz onde num cruzamento de estrada estava um miúdo da organização, mas que não me soube ajudar. Continuei uns metros mais acima estava outro elemento da organização mais velho que também ligou a chamar ambulância. Voltei para traz para ir ter com o acidentado quando me deparei com ele a vir ao encontro do alcatrão a dizer que afinal era só uns arranhões... Então com o pneu vazio e sem travão traseiro, solitariamente e já dos ultimo retomei o percurso, á procura do Guerra, que seguira sem esperar por mim.. Faço uns bons quilómetros ultrapassado muitos atletas onde continuei achar as marcações muito fracas, com fitas pequenas e em pontos de fraca visibilidade.

Qual delas a mais mal tratada
Cerca dos 30km volto apanhar o Pedro, onde segui mais um bocado com ele, que tanto me chateou a cabeça para eu seguir, que acabei por ir para a frente numa zona quase impossível pedalar com tanta lama que ate cheirava mal. Nesta última metade do percurso achou a marcação melhor.
Já com Castelo de Vide á vista e com muitos lugares recuperados encontro o meu companheiro Ruben que seguia ao lado da bicicleta com a corrente partida.. 
Acompanhei mais um pouco onde voltamos a ser passados por muitos participantes, atéé passar um elemento da organização de carro que simpaticamente nos emprestou uma chave de corrente.. Ali ficamos os dois enquanto lentamente lhe fui destruindo a corrente ate chegar o Guerra com um elo ligação. Os três retoma-mos a marcha dos cerca de 7km que faltavam, e últimos quilómetros esses de subida ate ao castelo, descendo em direcção á meta, eu com 55km percorridos e por incrível sem uma cambria onde apenas ingeri um gel.

Um brinde á camaradagem e entre ajuda
Cortamos os três em juntos a meta em grande eforia e rizadas, com o tempo de 03:33 min e com a classificação inédita de 111º, onde a restante comitiva SDT nos aguardava com um saco cheio de minis e o Eduardo um troféu do segundo lugar em sub-23.

O almoço fora servido nos bombeiros, onde convivemos e solidificamos os laços de amizade, repondo os líquidos com cergal..

Ainda á procura das marcações..lol
Em suma achei o percurso muito engraçado, com grande potencial paisagístico e histórico, só que a nível de marcação achei muito fraco, onde não existiram quaisquer placas de perigo, as indicações de mudanças de direcção eram poucas e de fraca visibilidade, nas zonas de muita silva, poderiam ter tido atenção de as cortar, já que ocupavam o trilho e podia ferir alguém gravemente, as pessoas que estava espalhas tinham poucas informações e vontade... Acho que são criticas constitutivas que rapidamente se corrigem.