17 março 2014

14º BTTTrigo

Mais de cinco meses de paragem competitiva, foi este o tempo de ausência de participação em eventos de BTT. Um dos motivos foi o estado do tempo o outro foi o surgimento de uma doença gravíssima do meu pai, que acabou por lhe roubar a vida.

No final do ano passado com a paragem competitiva, prometi a mim mesmo que este ano só voltaria a participar novamente em provas de BTT, quando realmente me sentisse preparado para alcançar bons resultados (tope três). O que é certo, sincero e sabido é que ainda não me sinto a 100% para voltar a lutar pelos pódios. Devido a problemas pessoais a minha mente e auto-estima estava mesmo a precisar de sair, divertir, conviver e aliviar.., acabando por atempadamente ir testar minha forma física aqui  mesmo ao lado, em Monte do Trigo, local onde o ano passado triunfei.

A manha começou cerca das 6:30 onde tive como companhia no meu carro a minha namorada, Humberto e o meu primo Borralho. O ponto de encontro foi na Sonap, onde pouco antes das 7:00 a comitiva SDT, que contou como participação dos novíssimos Ruben e Eduardo e o veterano Beja Neves, em acompanhante a irmão do Eduardo a Sara e posteriormente a namorada do Ruben a Dina. Seguimos caminho numa bonita manha de sol com uma temperatura amena..

Representação SDT
Perto das 8:00 chegamos á simpática aldeia, onde rapidamente levantamos os dorsais e nos equipamos, pois eram esperados mais de 400 participantes e não queríamos partir muito de traz.
Com mais de 20min para antes da hora da partida a comitiva SDT já estava reunida mesmo a frente.., onde fomos conversando com outros participantes, enquanto a manga da partida foi ganhando volume..

As nove em ponto foram dadas a partida onde os primeiros quilómetros eram esperados de muito rápidos e rolantes. Ainda consegui seguir na cabeça do pelotão alguns metros, sendo ultrapassado rapidamente por um enorme grupo. Grupo este que ficou dividido em dois, o primeiro com cerca de seis a sete participantes e o grupo perseguidor onde engrenei e com o passar dos quilómetros foi perdendo rodas.. 

Passagem por dentro de uma casa
Consegui manter o meu ritmo e de vez em quando ia avistando a frente da corrida. Os primeiros 20km foram de loucos, com uma média superior aos 30km/h, só mesmo a passagem por dentro de uma casa, um casão na aldeia de Monte Trigo e passagem/enfunilamento em duas pontes de paletes é que fez baixar o velocidade. 

Segui de “pedra e cal" no grupo perseguidor, onde tive a companhia de mais dois ou três persistentes. Na zona de Portel, cerca do quilometro 22, surgi-o a separação e a zona onde era esperado a maior dificuldade do percurso, onde o meu medo era as minha amigas cambrias.. Não fazendo ideia do numero de pessoal que na separação ficara á minha frente, continuei as minha pedaladas desta vez a subir, subir e subir onde foi ultrapassado em grande velocidade por um participante atrasado, que cairá numa das pontes... 


Mesmo em "sofrimento", sempre com um sorriso no rosto :-)
Numa zona mais suja de estevas já eu segui isolado, onde pelos rastos de pneus á minha frente não seriam muitos os participantes.
Numa curva em cotovelo estava "escondida" uma “parede” onde seguiam o pessoal da minha frente..  Ainda acreditei que seria possível alcança-los mas com tão grande inclinação de subida não consegui repor a marcha, apos por os pés no chão acabando por ter que a fazer a pé e assim perder preciosos segundos. A seguir ainda surgiram mais duas ou três subidas ate ao alto S. Pedro e antes ainda fora ultrapassado por outro participante que por sinal estava inscrito para os 65km.

Sabia que depois do alto até Monte Trigo, eram um tirinho, praticamente sempre a descer e que dificilmente recuperaria alguma posição. Ainda tive tempo para quase perder uma, quando a corrente saltou para entre os raios e a cassete. Mesmo a chegar a meta quase que conseguia ultrapassar um atleta, mas que ao se aperceber da minha presença ainda teve forças para sprintar. 

Ao fim de 01:37m com 40km cortei a meta na 7ª posição entre 223 a terminar. Ficando a menos de dois minutos do primeiro o que acabou por saber a pouco, pois tinha em mente tentar fazer pódio para simbolicamente dedicar á memoria do meu pai.. Assim não aconteceu, certamente mais ocasiões irão surgir, no fim de contas não caí e acabei e acabou por não ser assim muito má para quem não tem pedalado nem ritmo de competição, tendo em conta que esta prova estava cheia de pros..

Grande espirito de camaradagem
Aguardei a chegada dos outro elementos SDT, que por sinal não demoraram muito a chegar de forma muito categórica, a excepção do Pato que foi para os 65km. 

Tomas banho e voltamos para o local da chegada onde aguardamos o pato, enquanto dissidiamos onde ir almoçar, pois desta vez optamos por ir almoçar a um restaurante, esse que acabou por ser em S. Manços onde passamos uma excelente tarde de convívio e boa disposição, característico do espirito Sobe e Desce Team..